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sábado, 31 de dezembro de 2016

Poema inédito


Escrevo uma página branca
Uma página clara Sem pudor
Escrevo com a dor de um dia
De misérias e faltas inúmeras ao redor

Escrevo hoje no final dos tempos
De um tempo surdo Escrevo
Sem me distrair e sem padecer demais
Apenas escrevo com a brisa que não sopra

Sem as árvores de outrora escrevo
Ainda na falta de humanidade
Buscando a solidariedade

São puras as razões desta escrita
São impróprias as suas delicadezas
E marginal plural o contexto


Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2016

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