terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O Etna em erupção!

http://www.cataniatoday.it/cronaca/etna-eruzione-28-febbraio-2017.html


Escrevi em 2013:

Etna

O Etna, também chamado il monte dei monti, se manifesta azul
acinzentado de repente contra um céu turquesa. Os adjetivos não
conseguem nomeá-lo. Digamos que seria mais forte reconhecer a
sua majestade e deixá-lo saborear a visão do mar jônico com 
naturalidade.
No final do dia sua cor se confunde com a luz.
A neve não mais intensa.


Taormino,
Siracuso,
Saio do lugar.
Repito Leminski inversamente

(nem Paris nem New York
Sicília!)


p.134 do livro Outonos

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Carnaval de 2017


Não há o brilho de nenhum outro carnaval neste ano imprevisível! O samba toca afinado, mas não escutamos nada. Só escuto restos de vozes disformes. Tememos o desconhecido que a cada dia mostra mais um pouco do enorme monstro, que nos devora raízes antigas. Digo: as raízes de nossa Democracia.
A crise que toma forma, assim gigante, não se parece com nada conhecido até agora.
Firmamos nossa fé e esperança nos homens e mulheres mais bem preparados para a tarefa, quase insana, de mudar os rumos da história.  De fazer valer o Direito e os princípios de nossa humanidade.
Não sei dizer quem ainda acredita que o carnaval liberta. Serão os que primam pelo prazer em primeiro plano? Ou aqueles que precisam do álcool para conhecer algo da leveza?
As centenas de pessoas que vejo andando sem rumo nos blocos de carnaval preocupam.
Poeira...
             levantou apenas poeira....



Rio de Janeiro, 26 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Momento triste para o País

UMA VAIA PARA O SENADO!!!

Um brinde à ciência !

http://tempsreel.nouvelobs.com/sciences/20170222.OBS5626/un-soleil-et-7-terres-un-nouveau-systeme-solaire-se-devoile-sous-nos-yeux.html

A confirmação do incomensurável Universo, onde habitamos
no planeta Terra tão lindo e tão maltratado por todos nós.
É magnífico podermos ver e pensar que há um outro Sol e outras
"Terras" que se abrem aos nossos olhos sob o abrigo das pesquisas
científicas que somam esforços em várias Nações para nos dar
informações tão importantes.

Desfrutem das imagens!


Pascal Quignard tem a palavra

Comprei no verão de 2013 na Europa o livro
Leçons de Solfège et de piano de Pascal Quignard,
Arléa, maio de 2013. Ou seja, comprei recém saído do forno!
Um livro pequenino e repleto de boas surpresas.
Com certeza, para ser lido e relido algumas vezes.

Traduzo livremente um pequeno fragmento da página 27:

"O estudo é para o homem adulto o que o jogo é para a criança.
 É a mais concentrada das paixões. (...) A alma se evade.
 Os males do corpo são esquecidos. (...) Não vemos o
 tempo passar. Voamos no céu do tempo. Só a fome faz
 levantar a cabeça e devolve ao mundo.
      São doze horas.
      Já são sete horas da noite."


                                                 (para os meus amigos escritores)

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Escrever, deixar a mão correr

Vivemos tempos muito difíceis! E já é quase Carnaval, outra vez, na cidade do Rio de Janeiro.
Os jovens, alguns jovens sonham com a folia do Carnaval em meio às impensáveis notícias violentas que circulam e assustam. Os noticiários no Brasil começam a dar lugar ao samba, e abafam o horror que vivemos buscando o leve, às vésperas da Festa que já fez sonhar em outros tempos.
Tempos novos virão depois das crises que revolvem as camadas de nossa sociedade até aqui voltadas, principalmente, para o consumo e os ideais de consumo com o luxo dando o norte e apontando alguns supérfluos.
A origem do termo em latim se escreve superfluu. E na raiz está guardada a palavra “super” trazendo o sinal do que ultrapassa, e logo agrega o desnecessário. É interessante que em italiano, espanhol e francês o vocábulo se escreve quase igual: superfluo, e em inglês superflu.
Santo Agostinho escreveu: “O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres.”
Assim, introduzimos um corte, aqui no texto, deixando espaço ao pensamento.
Pensem...
Carnaval e álcool estão somados na história dos homens.
Mas, nunca as jovens mulheres beberam tanto. Atenção, pois nosso organismo é distinto do organismo dos homens. Metabolizamos o álcool de forma mais delicada e perigosa. Possuímos um corpo que carrega a nobreza do feminino em estado puro. Digo: não precisamos fazer esforço para isto.
Meninas, jovens mulheres pensem... E experimentem brincar o carnaval à base de água de coco. Por que não?!
Aproveitem as fantasias nas delícias do corpo. No imaginário brinquem!
As raízes desta festa podem vibrar sem os excessos desnecessários.



Rio de Janeiro, 19.02.2017

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Homenagem ao escritor Raduan Nassar

                                                                          para Raduan Nassar


a mão que eu agarrava
não tinha verbo
não tinha nada
era um pássaro morto

sustentava-se no milagre
de um corpo imerso      
no sono




(poema escrito em 2001 e publicado, pela primeira vez, em
2002 no livro Pó de  borboleta)

Parabéns pelo Prêmio Camões e belo inteligente discurso!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Memórias: momentos distintos

                                         Na Normandia em 2015 com estudiosos (franceses e
                                         japoneses) de Francis Ponge durante o Colóquio de
                                         Cerisy                                        
                                      No lançamento de Leminski, guerreiro da linguagem
                                      com o jornalista e poeta Paulinho Assunção. Belo
                                     Horizonte, 2003
                                      Ouvindo os poemas de José Paulo Moreira da Fonseca
                                       na editora UAPê, Rio de Janeiro 1995
                                       Com poetas da América Latina em Rosário, Argentina
                                       em 2005 durante o Festival Internacional de Poesia

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Poema da manhã

Prainha

As marés e o vento    
as pedras molhadas de sal.
A mão do homem cresce:
a natureza sorri
Vozes antigas e lentas escuto
Palpita o peito de esperança 
Rios e lagos alcançam a memória
Escuto pássaros
A chuva das lágrimas
exige construção e passa
Palavras abraçam o texto
Circuitos novos

As marés e o vento
As pedras molhadas de sal
Areias brancas e mornas
sob meus pés de menina
Escuto o sino da igreja
Nuances de chuva fina
Respinga lama na varanda da frente
Vapor d’água
Escuto vozes antigas e novas
O mar bate nas areias de veios azuis
e as raízes das castanheiras
pastam entre o vento e os barcos

Verão carioca, fevereiro de 2017



Políticos acéfalos

Vivemos e respiramos um tempo de políticas sem pensamento.

Os homens que estão em posição de poder e decisão pelo nosso país há muitas décadas, quase todos eles respiram e decidem em causa própria ou atraídos por fatores exteriores aos direitos humanos e aos princípios que versam pelo bem de nossa humanidade. 
Difícil governar sem perceber as necessidades urgentes de nosso povo. Digo necessidades básicas e não apenas econômicas: educação e escola para todos são necessidades básicas!
Não estou compartindo idéias à toa. Apenas, somo a minha voz a outras tantas... e a outras fronteiras que faz tempo dão lugar à educação e aos direitos humanos.

Precisamos varrer do mapa da política de nosso país estes homens indecentes, que só pensam em si. 
Manobram a olhos vistos sempre em prol de si mesmos e de seus pares, homens sem pensamento; uma verdadeira corja !


Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Café Letrado Mineiro - Diamantina, M.G

                                               Silviano Santiago, professor e escritor,
                                               nosso convidado no Café Letrado de Diamantina
                                               durante o 34 Festival de Inverno da UFMG, 2002
                                             
                                                 Pedro Garcia, professor e poeta, coordenou
                                                 junto comigo estes encontros literários que
                                                 aconteceram na charmosa livraria Espaço B
                                                   

                                                  Dois outros momentos do Café letrado em
                                                  Diamantina:

                                           Com os escritores mineiros Luis Giffoni e
                                           Ruth Silviano Brandão

                                                                                 
 Com os poetas cariocas: Luis Olavo Fontes e o jovem talentoso Ericson Pires (a quem dedico esta recordação)!                                    
                                       







                                          Fotos de José Eduardo Barros (arquivo pessoal).