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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Escrever, deixar a mão correr

Vivemos tempos muito difíceis! E já é quase Carnaval, outra vez, na cidade do Rio de Janeiro.
Os jovens, alguns jovens sonham com a folia do Carnaval em meio às impensáveis notícias violentas que circulam e assustam. Os noticiários no Brasil começam a dar lugar ao samba, e abafam o horror que vivemos buscando o leve, às vésperas da Festa que já fez sonhar em outros tempos.
Tempos novos virão depois das crises que revolvem as camadas de nossa sociedade até aqui voltadas, principalmente, para o consumo e os ideais de consumo com o luxo dando o norte e apontando alguns supérfluos.
A origem do termo em latim se escreve superfluu. E na raiz está guardada a palavra “super” trazendo o sinal do que ultrapassa, e logo agrega o desnecessário. É interessante que em italiano, espanhol e francês o vocábulo se escreve quase igual: superfluo, e em inglês superflu.
Santo Agostinho escreveu: “O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres.”
Assim, introduzimos um corte, aqui no texto, deixando espaço ao pensamento.
Pensem...
Carnaval e álcool estão somados na história dos homens.
Mas, nunca as jovens mulheres beberam tanto. Atenção, pois nosso organismo é distinto do organismo dos homens. Metabolizamos o álcool de forma mais delicada e perigosa. Possuímos um corpo que carrega a nobreza do feminino em estado puro. Digo: não precisamos fazer esforço para isto.
Meninas, jovens mulheres pensem... E experimentem brincar o carnaval à base de água de coco. Por que não?!
Aproveitem as fantasias nas delícias do corpo. No imaginário brinquem!
As raízes desta festa podem vibrar sem os excessos desnecessários.



Rio de Janeiro, 19.02.2017

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