sábado, 18 de fevereiro de 2017

Homenagem ao escritor Raduan Nassar

                                                                          para Raduan Nassar


a mão que eu agarrava
não tinha verbo
não tinha nada
era um pássaro morto

sustentava-se no milagre
de um corpo imerso      
no sono




(poema escrito em 2001 e publicado, pela primeira vez, em
2002 no livro Pó de  borboleta)

Parabéns pelo Prêmio Camões e belo inteligente discurso!

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