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sábado, 17 de junho de 2017

A letra da Água de Luciana Brandão Carreira

Recebo pelo correio no final do dia,
ontem, embrulhado em papel branco.
Capa dura azul. Poesia.
Editora Paka-Tatu.
Belém do Pará, 2017.

Belo em muitos sentidos
o livro de Luciana entusiasma.
Em goles longos ou curtos
vou sorvendo-o "no ventre da boca".
"Escuta"

:
"ouço a língua da morte cantar a escrita viva
              carne que funda a palavra."
Em "partitura"
"Mais um espasmo no meu ventre"

que recolhe com sede os versos de "sete sementes de romã"
"Vida em estado e rota de colisão com o Tempo.
 Não adianta desacelerar.
 No cio do poema plantamos sete sementes de amanhã."
........ ...............
"Fizemos sangrar o prefácio dos tempos.
Colhemos o fruto dormido no canto da boca.
Partilhamos as bocas.
Cantamos o ramo - romã
amor."


Parabéns, Luciana!


Rio de Janeiro, 17.06.2017

Um comentário:

  1. Solange querida, a tua leitura alimenta a minha alegria, muito obrigada. Grande abraço em ti, querida.

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