fotos de arquivo

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Poesia na chuva


Entre os dedos saboreamos dias e noites
Que nos chegam quentes ou frios
Algumas vezes as tempestades alcançam as areias
E nossas veias amargam um sabor sem sabor algum
Quando as chuvas cessam deixam ver a algazarra
Que a natureza não previa
Árvores caídas e raízes naufragadas na lama
Entre restos de resíduos humanos
O lixo não nomeável vai e vem
A bordo destas letras que o alcançam
No campo de mãos abertas
Sentir a natureza transbordante
Sorver com a boca o sofrimento
Que pode ser de água ou de fogo em demasia

                                                                                 S.R.


Rio de Janeiro, 21 de junho de 2017.

Nenhum comentário:

Postar um comentário