terça-feira, 8 de agosto de 2017

sem título

ontem as nuvens sopraram no frio da madrugada
e os homens buscaram em silêncio alcançar o pensamento

as horas traçaram a direção do múltiplo
e poucos se firmaram no horizonte próximo

os passos os alimentos as raízes as vozes os cheiros
a natureza sem voz pede clemência

no universo distante não há ouvidos suficientes
(o que vinga é o supérfluo o banal o excesso)

a tudo meu amigo seremos atentos
ousados e sérios

no horizonte perto
vemos os pássaros as flores o vento

e no passo desta manhã
onde o sol rompe o intervalo

carrega-se de esperança
o que pode vir a ser








Um comentário: