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domingo, 10 de junho de 2018

Reflexões e leituras em Susan Sontag

No fio do discurso de Susan Sontag, restabelecendo a linhagem da questão "Porquê a Guerra?" no livro Olhando o Sofrimento dos Outros/  Regarding the Pain of Others na pergunta que também foi feita a Freud e a Einstein em 1932, depois da primeira Guerra Mundial e antes da Segunda, estão colocados os paradigmas que passaram a circular entre nós. Susan Sontag os recupera para pensar as muitas guerras, todas as que vieram depois, as pequenas e as múltiplas que nos causam horror sempre, mas um horror que não parece ser suficiente para encerrar a questão.
Virgínia Woolf se perguntou na época "como podemos nós evitar a guerra?" e desdobrou seu pensamento no livro Os Três Guinéus, sempre pertinente, sobretudo se partimos do "nós" onde estamos implicados. Afinal, continuamos a assistir nas telas dos noticiários às imagens que nos causam sofrimentos e seguimos fazendo nossas tarefas diárias distanciados dos horrores transmitidos. 
Na época de Woolf, as fotografias terríveis traduziam os horrores das guerras e, em geral, "falavam por  si próprias." Na época de Sontag, a nossa época, as imagens montam uma narrativa mais explícita. Os inúmeros civis que morrem e ao mesmo tempo têm suas casas destruídas podem nos causar espanto e indignação mas podem, também, servir a algum princípio nada humanitário muitas vezes, por exemplo, político. Para os políticos a prioridade é, em geral, aprovar o que pretendem na sequência de seus interesses, e até mesmo "fazer" a guerra como vimos que aconteceu, recentemente, no Iraque.
À distância o sofrimentos dos outros tem um teor diferente.
Neste momento, acontecem coisas terríveis ao nosso redor no Rio de Janeiro. Mata-se e morre-se.
Algumas destas mortes nem são noticiadas, sequer fotografadas apesar da existência dos celulares. 
A insanidade da guerra nos habita?
Estamos vivendo rodeados de homens armados na nomeada guerra contra o tráfico.
Além disto, parece-me que muitos homens seguem a vida sem olhar em torno. 
Assistir aos jogos da Copa do Mundo pode até trazer um sopro de energia, mas precisamos pensar sobre o nosso Tempo!

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