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terça-feira, 31 de julho de 2018

Na linha da escrita



No último domingo, enquanto a praia permanecia aberta aos passos dos pedestres, crianças e idosos circularam em meio aos caminhões de lixo e de carregamento de banheiros químicos. Não sei dizer por qual razão tudo acaba sendo recolhido durante uma manhã de domingo.
Ainda nos recuperamos dos jogos da Copa do Mundo na Rússia com os ensinamentos diversos que nos chegaram na dimensão globalizada do nosso mundo, que gira na rapidez impensada dos whatsapps, e em meio aos noticiários internacionais. Naturalmente, tudo isto não nos dá intervalo algum pra respirar e menos ainda pra descansar das matérias cheias de falcatruas e de descasos causados por políticos que não pensam. Já estamos diante do novo cenário onde estes senhores se costuram e se alinhavam como podem para buscar alianças e, assim, considerarem que poderão alcançar nossos votos para persistir na vida insana que levam.   
Políticos de carteirinha e de famílias de políticos de carteirinha precisam passar...
Vamos dar a eles a oportunidade de fazer outras coisas na vida.
Nos tempos de hoje urge cuidar da natureza e dos homens.  Vamos dizer não aos agrotóxicos! Não às políticas voltadas ao agronegócio, pois elas escondem o que de fato fazem. Ou seja, uma destruição em massa das terras do nosso país.
Não me canso de escrever as árvores e os pássaros
Não me canso de gritar em prosa e verso
a insanidade que nos rodeia

O nosso país está minado de violência e cegueira
Vamos trabalhar para varrer Brasília!
 E, “limpar” tudo que for possível!


Rio de Janeiro, 31 de julho de 2018.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Lua no Leblon

                                          Surge tímida a lua vermelha

Cappella degli Scrovegni - Padova , Italia (jardins)




                                           Fotos de José Eduardo Barros, 2015

                                         Nota:
                                         Caminhamos em meio ao inefável!
                                         Do lado de fora da Capela o sol compunha
                                         com o frio um ar leve que nos preparou para
                                         desfrutar o belo - inesquecível Giotto - em
                                         cores e formas jamais pensadas.


quinta-feira, 19 de julho de 2018

Poema do próximo livro já a caminho...


RELÓGIO

As horas das manhãs de domingo ao redor.
O relógio oito recomeça.
Bate o tempo das ruas.
Os pés inchados anunciam a seca.
A chuva e o sol não se misturam:
infância em Manaus.
Os homens trabalham no verão
nas plantações de abacaxi.
Descansam no embalo da rede.
Mascam tabaco.
Os poetas do norte e nordeste
examinam o verso a cada romaria.
O pranto lhes chega de repente.
E embora os olhos pisquem
não dão conta da maré cheia.
À margem do rio Negro
a areia é alva.
O relógio bate sete horas.
A boca sem segredos sente angústia.
Mais de sessenta anos.
Enfrenta a esperança.
Revê espaços da infância
(os pés cansados de correr na grama
e um copo d’água engolido de uma só vez!)



sábado, 14 de julho de 2018

domingo, 1 de julho de 2018

Simone Veil no Panthéon

Hoje, a França aplaudiu Simone Veil pelas ruas de Paris. Uma bela e digna homenagem. 
Agradeço a Simone Veil que nos deixou um legado de coragem, sempre testemunhando a favor dos homens.

Rio de Janeiro, 1 de julho de 2018.




Nosso Tempo, nosso mundo



A tela gigantesca que o espelho do mar retrata tem nos mostrado o nosso Tempo!
Os imigrantes lançados à própria sorte: homens, mulheres e crianças morrem famintos ou afogados nas muitas travessias que fazem buscando sobreviver, com poucas chances de receber cuidados básicos. Quase todos os dirigentes das grandes Nações, as mais importantes e envolvidas diretamente com as guerras e as migrações, já que os dois temas estão interligados, deixam ver as suas ‘faces’ nas atitudes, pouco humanas, que têm tomado.
Aos trancos, sem suavidade alguma, sem reflexão nem mediação recebemos as imagens do mundo, nosso mundo, e procuramos seguir a vida sem nos desestabilizar. Mas, nos momentos de silêncio precisamos refletir. Nosso Tempo é agora, e está rodeado de questões graves e violentas, tanto aqui no Rio de Janeiro como nos E.U.A ou na Europa que vive um momento de sua história sufocada por problemas agravados pela enorme imigração que vem da África e do Oriente Médio majoritariamente.
O problema maior de nosso Tempo, o que vamos deixar para as próximas gerações ouso dizer, se apresenta com esta quantidade tão grande de refugiados e imigrantes que buscam sobreviver, e têm pouco espaço no mundo onde possam se instalar, e aos poucos se reconhecer ‘sujeitos’ em uma nova Nação (não mais nas suas terra-mães mas em uma outra língua e uma outra pátria).  
Está clara a dificuldade que temos tido nos diferentes países do mundo para receber os nossos irmãos. Sejam eles oriundos de qualquer país e falando qualquer língua são eles nossos contemporâneos, nossos vizinhos, nossos irmãos!



Rio de Janeiro, 1 de julho de 2018