Somos a favor do porte de livros!

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Cadernos de anotações e pesquisas

                                              Notas feitas em 2010-2011

Cidade Universitária de Paris, 2018


                        
                                                Casa Central
                                             Casa do Japão

Lateral da Casa da Espanha

                                         Cidade Universitária (vista de fora da entrada principal)

Casa da Argentina
Casa da Argentina à esquerda.
As duas últimas fotos são de 2009.

Maison do Canadá, 2008-2009

Nota: Que possamos um dia, ainda no séc.XXI, ter a nossa Cidade Universitária. Quem sabe financiada pelos milionários do País, que possam vir a pensar mais em educação e cultura!

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Um desabafo:

Que perguntas "bobas" fez o Jornal da Globo.
Perdeu a chance de trazer as belas idéias da Marina!


Rio de Janeiro, 30 de agosto de 2018 

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Traduzir, testemunhar

Em tempos de eleições de múltiplas espécies e interesses, retomo meus estudos de Tradução buscando dizer algo, ou melhor testemunhar:

As bombas ao nosso redor no mundo de hoje, conforme sabemos, matam e destroem cidades inteiras ou parcialmente, e destroem a vida e a herança dos homens. Já destruíram inúmeras bibliotecas, casas, igrejas, hospitais, museus. Ponge, assim como outros escritores que viveram a Guerra, escreveu e testemunhou sobre isso. Ele demorou muito tempo para escrever mas o fez. Testemunhou algo desse Real insuportável. 
Retomamos nossos dias para afirmar que as bombas, recentemente, destruíram arquivos arqueológicos do que foi considerado o berço da civilização. Destruíram a mais velha universidade do mundo civilizado e, depois, pilharam a biblioteca de Bagdá (onde estavam manuscritos do mundo islâmico) e ainda o museu arqueológico. (...)

pg: 98
Trecho do livro Traduzir, testemunhar Francis Ponge, Lumme editor - Faperj, 2014
(Pedidos para editora diretamente, ou encomendas nas Livrarias.)


PS. Exatamente, aqui e agora, devo dizer ainda que, francamente, quando li hoje a entrevista de um ex- presidente de nossa República constatei - com estranheza - o peso e o horror de suas palavras: para ser presidente é preciso "malignidade"!
Sem comentários!

sábado, 18 de agosto de 2018

Sobre Tradução: Nioque de Francis Ponge

Um estudioso do latim ou do grego poderia desdobrar também, nesse estudo,
o possível e impossível da linguagem poética, mas, o que vai me interessar de
maneira mais simples, nas observações recolhidas no Littré, seria esse tempo
de mudanças no idioma originado do latim. Se a língua francesa permaneceu,
até o século quatorze ou quinze, com a marca materna de um latim que obrigava 
à declinação, ela participou menos do luxo da ousadia e de sonoridades ricas que 
abordaram as línguas italiana e espanhola ao se separarem do latim. A língua 
francesa ficou mais perto de sua musa, "une muse plus sévère", mantendo, na 
poesia, seus traços.

(...)

De certo ponto de vista, a tradução nos fornece reflexões sobre a clareza da 
língua, o que o texto original, em geral, deixa mais encoberto. Com os espaçamentos 
e as ressonâncias reduzindo o que dificulta a circulação do sentido no texto, o tradutor 
encontra - ao traduzir o novo e o inesperado, não só nos sentidos múltiplos, mas
também nas palavras de dicionário que precisam ser escolhidas, (uma entre outras) 
em se tratando de Ponge - a beleza material do texto com os encadeamentos ou 
pausas, que comparecem na elegância da língua e do ritmo.



(Posfácio: "Francis Ponge, uma temporada em Les Fleury" Lumme editor - Faperj.
p.141, 143) 

domingo, 12 de agosto de 2018

De cabelo em pé



A expressão antiga me ocorreu, hoje cedo, na hora de tomar o café da manhã. Até então, eu não havia conseguido fazer nenhum comentário sobre o Debate dos Presidenciáveis na Band. Mas, fiquei de cabelo em pé! Isto traduz a forma como me senti durante o Debate, na noite de quinta-feira, ao ouvir as perguntas rápidas e as respostas também rápidas de alguns - ilustres ou não - convidados daquela noite.
Com um sentimento de estranheza, um riso fora de lugar me desconcentrou durante algumas respostas dadas pelos Presidenciáveis. Com certeza, estes são os personagens deste momento de nossa história. Mas não é ficção. É História.
Gostaria de ouvir historiadores, cientistas políticos e filósofos comentando este momento. O tema não é banal para brincadeiras!


Rio, 12 de agosto de 2018

Domingo no mar





                                         
Fotos de José Eduardo Barros
                no final do Leblon.

Dois poemas em foco

                                                        Livro: Outonos, 7Letras 2014

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

César Bisso, poeta argentino

—Amigos, compañeros de ruta te han ido surgiendo y con nosotros compartiste sus nombres. Circunstanciales unos, entrañables otros y, hasta diría, algunos, imprescindibles.
—Los antiguos griegos llamaban pharus a los fanales que iluminaban la entrada a los puertos. Desde mi perspectiva literaria me gustó llamar faros a quienes supieron alumbrar el sinuoso camino de mi poesía. Sin lugar a dudas esa primera torre que iluminó el bajel de las ilusiones, como antes te contaba, fue Francisco Mian, un profesor de Literatura, en mi juventud santafesina. Luego siguieron otros, como Raúl Gustavo Aguirre y Rubén Vela, en el derrotero de mis primeros años por la gran urbe porteña. Y después vienen los que remaron (y aún reman) a la par en la vida, muchos de los cuales ya fui nombrando. Agrego los de algunos extranjeros con los que alterné en festivales, de entre los más cercanos al corazón: Zingonia Zingone (Italia), David Castillo (España), Ales Steger (Eslovenia), Gary Daher Canedo (Bolivia), Luis Bravo (Uruguay), Carlos Enrique Ruiz (Colombia), Gloria Gabuardi (Nicaragua), Lucy Chau (Panamá), Rogerio Mora (Cuba), Etnairis Rivera (Puerto Rico), Roberto Arismendi (México), Waldina Mejía (Honduras), Thomas Boberg (Dinamarca), Adnan Ozer (Turquía), Solange Rebuzzi (Brasil) y José Muchnik (argentino radicado en Francia).
 Caro César Bisso,
encontro com alegria a sua entrevista na internet. E, publico aqui o trecho onde vc declara que os amigos, os poetas, são como faróis que podem iluminar a poesia um do outro. Viva! Saudações!

No saber

El río persigue lo que no fue dado.
¿Bastarían credo, diálogo, letanía,
ascender al espacio de inmortal verdor?
De haber diluvio, sacramento, caos
en el cielo y en la tierra ¿tendría
la eternidad rumbo de aguas estancadas?
Brotan incontables ojos en medio de la isla.
Alrededores de espuma. La serpiente ignora
y desliza fuego de cometa terrenal. El destino
no acaba en su veneno ni en mi resistencia.
Miro el río. Estremece no saber lo que da.
(de Isla adentro)
https://letralia.com/entrevistas/2018/04/08/entrevista-a-cesar-bisso/

Caderno peixe negro - em versos



terça-feira, 7 de agosto de 2018

Na linha do olhar: a festa aos antepassados italianos



                                       
                                       


                                          Fotos feitas por nós em março de 2018.

Roma em cena - poema do livro Outonos

Trastevere nasce na manhã
respingada.
Escuto a cena matutina.

Pedras negras e roliças
não acomodam os pés.
Escorregam.
Há os espaços largos
e os famintos que pedem.

No antigo bairro romano
a igreja de Santa Maria
guarda o pó
no brilho dos antigos.

Trastevere atravessa.
Do outro lado
- rio Tibre -
noites de verão.
Excessos.

Estreitas ruas
pequeninas janelas
paredes casas medievais
quentes cores recobrem
cenas de Fellini.

Na fonte três mendigos
lavam o algodão.
Gesticulam.
Due donne
falam. Tu pensas?

Caminhonetes mercadorias.
Os cafés desfilam.
Trastevere acorda.
Trastevere, uma manhã respingada.
Assombrada.


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Na linha do olhar - parques, jardins e esculturas

                                         Parque de Bagatelle, Paris - Esculturas de Krajcberg
                                             
                                                    "Centauro morrendo" de Bourdelle
                                                     em Buenos Aires
                                                    (próximo ao Museu de Belas Artes)
                                                       Esculturas em fragmentos. Parque em
                                                       Arles, França
                                                       "Pureza" do grego Costas Valsensis. Parc
                                                       Montsouris, Paris
                                                       A fonte- Deusa Thetis no Jardim Botânico
                                                      do Rio de Janeiro. Obra de Louis Leguesne

domingo, 5 de agosto de 2018

Pequena Nota sobre política:

Os políticos do País jogaram na "vala comum" a política do nosso País.
E, de tal forma que  a maioria dos jornalistas não consegue assunto sério
para entrevistá-los.
Nós, meros cidadãos, agora importamos e muito. Ou melhor, iremos
"respirar" no pouco espaço que nos resta no horizonte. E, não será com
Bolsonaro. Never ! ( Nunca a repetição de um Trump!)
Mas com MARINA, porque teremos a chance de ar puro!!!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Ontem e hoje



Em alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro costumávamos acordar aos sons de ruídos trazidos por algum pássaro que, distraído, ousava cantar alto próximo de nossas janelas. Acordamos, hoje, com o barulho estrangeiro de helicópteros rosnando nos céus da cidade. O que fizemos ou não fizemos para que tudo ao redor esteja tão destruído e destituído?
As montanhas que nos rodeiam eram verdes de florestas. Hoje, elas estão coloridas de violência. Há “excessos” de tudo e em todos os níveis da sociedade. As pessoas parecem querer viver em um grande Parque de Diversão, onde a regra básica é aproveitar. 
Somos os passageiros e os tripulantes de nossa própria viagem. E o mundo está em conexão direta – em línguas múltiplas – e nos deixa ver as possibilidades distintas às quais podemos nos lançar. Mas há que estudar, ler, trabalhar e investir tempo e dedicação construindo todos os instantes.
Vivemos na correria e esquecemos o mais simples de nossas vidas. A vida é uma delicadeza! E deve ser vivida um dia atrás do outro. A pressa só antecipa o fim! Não há verdades inteiras, certamente. Mas, a experiência nos dá a chance de evitar a repetição do mesmo.



quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Na linha do olhar - barcos e mares

Urca, Rio de Janeiro

                                               
                                      
Copacabana, Rio de Janeiro

Guarapari, Esp. Santo


    

Veneza, Itália

                                           Nota:
                                          O mar, os barcos e a arquitetura, hoje, não compõem
                                          todo o entorno que nos é dado ver e conhecer.
                                          O mundo transborda de imigrantes...
                                          E nossos mares, agora, são povoados de balsas infláveis e
                                          carregam corpos (vivos ou não) !