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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Roma em cena - poema do livro Outonos

Trastevere nasce na manhã
respingada.
Escuto a cena matutina.

Pedras negras e roliças
não acomodam os pés.
Escorregam.
Há os espaços largos
e os famintos que pedem.

No antigo bairro romano
a igreja de Santa Maria
guarda o pó
no brilho dos antigos.

Trastevere atravessa.
Do outro lado
- rio Tibre -
noites de verão.
Excessos.

Estreitas ruas
pequeninas janelas
paredes casas medievais
quentes cores recobrem
cenas de Fellini.

Na fonte três mendigos
lavam o algodão.
Gesticulam.
Due donne
falam. Tu pensas?

Caminhonetes mercadorias.
Os cafés desfilam.
Trastevere acorda.
Trastevere, uma manhã respingada.
Assombrada.


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