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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Traduzir, testemunhar

Em tempos de eleições de múltiplas espécies e interesses, retomo meus estudos de Tradução buscando dizer algo, ou melhor testemunhar:

As bombas ao nosso redor no mundo de hoje, conforme sabemos, matam e destroem cidades inteiras ou parcialmente, e destroem a vida e a herança dos homens. Já destruíram inúmeras bibliotecas, casas, igrejas, hospitais, museus. Ponge, assim como outros escritores que viveram a Guerra, escreveu e testemunhou sobre isso. Ele demorou muito tempo para escrever mas o fez. Testemunhou algo desse Real insuportável. 
Retomamos nossos dias para afirmar que as bombas, recentemente, destruíram arquivos arqueológicos do que foi considerado o berço da civilização. Destruíram a mais velha universidade do mundo civilizado e, depois, pilharam a biblioteca de Bagdá (onde estavam manuscritos do mundo islâmico) e ainda o museu arqueológico. (...)

pg: 98
Trecho do livro Traduzir, testemunhar Francis Ponge, Lumme editor - Faperj, 2014
(Pedidos para editora diretamente, ou encomendas nas Livrarias.)


PS. Exatamente, aqui e agora, devo dizer ainda que, francamente, quando li hoje a entrevista de um ex- presidente de nossa República constatei - com estranheza - o peso e o horror de suas palavras: para ser presidente é preciso "malignidade"!
Sem comentários!

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