Somos a favor do porte de livros!

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Cantando junto!

Bilhete Eleitoral:

Caro Ciro Gomes,
cadê você?

Os brasileiros lhe esperam. E precisam do seu claro e sorridente aceno ao Haddad!
É urgente e agora. O tempo passa rápido e urge que você e o Nordeste somem força
neste momento final.

Respiramos uma possibilidade de virada...Ufa!

Com afeto,

S.

Arielle Beck toca Chopin


                                        A talentosa filha do poeta Philippe Beck nos presenteia com a sua                                                          delicadeza musical. Bravo!
                                        

sábado, 20 de outubro de 2018

Instituto Casa Roberto Marinho em fotos


                                        
                                             Obra "A cabra" de José Pancetti, paulista filho de
                                             imigrantes italianos

Escultura da mineira Maria Martins: O Implacável
                                         Magnífica sala com piano de calda e duas pinturas
                                         contemporâneas que dialogam
Árvore Pau-mulato, típica da região das várzeas do rio Amazonas

                                         Fotos de José Eduardo Barros, em outubro de 2018

Lenine - "É O Que Me Interessa" - Trama Radiola 30/08/09

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Um golpe "branco"



Difícil acreditar. Nunca estive ao lado dos que afirmavam ter sido um golpe a saída de Dilma Rousseff do poder, embora fosse totalmente contrária a esta determinação. Agora, eu me vejo juntando os sinais que se apresentam tão claros. Estamos diante de uma cena bizarra nestas eleições “armadas” aos nossos olhos e ouvidos e ainda aos nossos corações. Não quero crer que haja dois lados tão distintos em nosso país, tão lindamente miscigenado desde sempre. Foi com alegria em minha infância que aprendi que os índios nas terras do Pau Brasil receberam os negros e os brancos com muita curiosidade, e, as diferenças foram cuidadas e apreendidas ao longo dos tempos, embora tenha havido alguns problemas sérios.  
Somos um povo bonito e forte, e temos tido a chance de debater questões sérias com argumentos racionais, sempre aprendendo a lidar com a Democracia. Porém, o que vemos agora, caros leitores, é de um horror sem precedentes. Perdeu-se o limite das regras eleitorais e o suposto vencedor já grita suas ordens de forma bastante estranha para não dizer monstruosa.
Cada coisa em seu lugar. As regras precisam existir. Os que ganham devem aprender a ganhar nas regras de todos nós. Uma escritora não tem acesso aos segredos e golpes do Mercado, mas pode ficcionar quando entende que as regras estão sendo desmontadas e o mundo gira, neste momento, com o Brasil dando um tiro no pé!


                                    Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2018

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Publico o escritor e editor da Lumme Francisco dos Santos: EleNão


[Enquanto o mundo se torna hipossuficiente em termos de ideias democráticas, cerceia a liberdade dos povos, e perde o senso crítico, nós, brasileiros, abraçamos o diabo e o beijamos na boca.

Pense no quanto é contraditório votar naqueles contra os quais lutamos para ter o direito de votar.

Acabamos de despertar para a política e a primeira coisa que fazemos é meter os pés pelas mãos?

A liberdade e a democracia foram confiadas a nós para protegê-las, não para ser imoladas nos altares da ignorância. Votar no fascismo é, entre tantas coisas ruins, uma afronta pública àqueles que lutaram e lutam por um mundo melhor.

Mulheres adoráveis, mulheres extraordinárias, vamos combinar, mulheres empoderadas não têm nada a ver com fascistas. Sinceramente, se alguma mulher votou errado, o segundo turno é uma oportunidade ímpar para repensar essa escolha. As mulheres precisam de mais liberdade, de mais justiça social e com essa gente no poder não tem esse tipo de conversa, não tem conversa nenhuma. — Como argumentar com quem não ouve? Como dialogar com quem não sabe falar?

Marmanjos de toda sorte, o mundo anda tão complicado e violento, pra que colocar mais um maluco no poder? Perderam a noção do perigo? Perderam de vez a memória? O brio? Votar em fascista é mais do que uma estupidez, uma ignomínia, uma grande desonra pessoal — até para errar, precisamos ter alguma razão! E não há razão alguma para votar em fascista.

Um homem que encarou nos olhos o mesmo monstro que nos ameaça agora — o monstro do fascismo — disse estas sábias palavras: "Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos".

Pense bem, não caiam na armadilha fascista duas vezes, não traiam os altos ideais, não é feio corrigir um erro, votem com confiança e responsabilidade. Pois é disso que se trata: confiança e responsabilidade. A liberdade e a democracia nos protegem dos algozes e nós protegemos a liberdade e a democracia das hordas de indigitados (no sentido jurídico do termo). Boa sorte a todos nós.]

domingo, 14 de outubro de 2018

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O horizonte está escuro

Não há nada a comemorar nestes tristes dias de outubro.
O véu que desceu sob o povo brasileiro cegando-o deixa ver
um país sob a égide da raiva, da ignorância e do medo.
Uma confusão de frases são ditas de forma enganosa
e os atos pífios de alguns políticos
povoam espaços desestruturados de saber.
Capitalismo selvagem e sem direção.
A mistura dos tons da nossa cidade saboreia tipos torpes,
que mais parecem homens das cavernas:
aqueles que viviam no escuro para ver nas sombras
o que pensavam ser a verdade de seu tempo.

Não há nada a comemorar neste Triste Tempo!


Rio, 11 de outubro de 2018

terça-feira, 9 de outubro de 2018

O que as mulheres falam:


Quem matou Marielle é a pergunta que não cala. Afinal, o que este assassinato tenta esconder?
Na linhagem das vozes femininas no mundo de hoje encontramos muitos tons. São as distintas escritoras, filósofas, cineastas, atrizes, jornalistas, fotógrafas, modelos, artesãs, estudantes, professoras, cientistas, psicanalistas, artistas plásticas, bailarinas, cantoras, donas de casa, passadeiras, médicas, advogadas, engenheiras e uma infinidade de outras profissões guerreiras e aguerridas que nos dão a composição do que temos diante de nós hoje, ou melhor, do que somos hoje no mundo.
Assim, torna-se importante afirmar que as posições políticas podem se alternar no país ou no mundo, mas a forma da mulher dizer o que pensa e exigir respeito por si própria e pelo próximo não mais mudará. Não há volta para este crescimento necessário e natural, este movimento que tomou corpo e se adensou, prioritariamente, neste momento de mundo.
Os ruídos em torno de nós tentam calar ainda a nossa voz feminina, que se perpetua na diferença primeira e radical; a diferença que nos faz sujeito humano. Felizmente, nem todos os homens tentam nos calar. Alguns aprenderam que se nos ouvirem crescem. Crescem como pessoas no mundo, pois desfazem o sentido da posse adquirindo um outro sentido: o da gratidão.
Não sabemos ao certo o que matou Marielle. Não sabemos ainda quem matou Marielle. Mas, sabemos que a sua voz somada à nossa não se calará jamais!


                                                                      Rio de Janeiro, 9 de outubro de 2018


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Texto:


Hoje é um dia cinza!

Acordamos, hoje, com um sentimento de estranheza muito grande.
O país parece balançar nas águas turvas da extrema direita, que corre o grande risco de vir a nos abraçar nos próximos tempos. Talvez, por algumas décadas... Quem saberá?
Não adianta indagar aos astros nem aos místicos qual a razão para estarmos lançados nisto. De fato, o mundo todo vive um efeito nacionalista de extrema direita, que passou a vigorar sem pedir licença. Os dramas e sofrimentos já vividos pelo homem em outros tempos da história parecem estar sepultados em uma faixa grande da população sem memória.
Os extremos sempre foram perigosos. E a humanidade do homem respira em argumentos que precisam ser relembrados de maneira racional. Não defendo os petistas que ainda precisam fazer a “mea culpa” para os tantos danos causados a todos nós. Defendo o pensamento de esquerda. Sim, e sempre.
O dia é cinza para uma grande parte dos brasileiros que não votaram nem votarão pela bancada ruralista, nem pelo agronegócio envolvido com o agrotóxico desmedido, nem pela força dos militares voltando ao poder, nem pela cegueira violenta de quem defende o porte de armas (“para os Homens de Bem”?), nem pelos que usaram de forma irracional os whatsApps mostrando a cara de uma política sem critério nem respeito ao próximo!
O dia é cinza para todos os que não suportam ver candidatos que dizem trazer uma limpeza de costumes e fazem uso de mentiras se mostrando inteiramente sem pensamento.  

 
                                                                                                                     Rio, 8 de outubro de 2018

PS: MARINA receba o meu abraço de agradecimento pela sua postura, pelas suas palavras durante esta campanha política tão conturbada e pela sua posição política! (Sinto dizer que o Brasil ainda não está pronto para votar em uma mulher como você.)

domingo, 7 de outubro de 2018

Prêmio Nobel da Paz de 2018

Denis Mukwege e Nadia Murad dividem o prêmio Nobel da Paz deste ano
Imagem retirada do notícias.uol.com.br

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2018/10/05/premio-nobel-da-paz-e-entregue.htm


Nota:
A forte imagem do rosto dos dois premiados no Nobel da Paz nos alcança, aqui no Brasil, durante  uma eleição presidencial bizarra.
São duas forças humanas que trabalham contra a barbárie que ainda persiste no mundo.
Com alegria e, também, com preocupação transmito aos leitores do meu blog um pouco do nosso Tempo. Se de um lado convivemos com as sérias dificuldades do pensamento circular voltado para o humanismo, mesmo assim podemos alinhar força e atos a favor das belas e construtivas ações dos homens.



quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Lendo nas entrelinhas



Enquanto o calor na cidade aumenta, as pesquisas eleitorais tentam encontrar o tom destas eleições. Mas, não conseguem. A cegueira de muitos e as fake news tomaram o espaço do novo. Ou seja, a campanha ruidosa e mentirosa – de um dos nossos presidenciáveis – encobriu as demais campanhas e vozes. E conseguiu ser vista.
Vivemos dias atordoados e loucos, nos quais a mídia procura achar o tom das “verdades” que não chegam a tempo. Assim, procuramos nos separar das vozes que vociferam inverdades nas redes sociais mostrando uma face “americana” de nossa campanha e de nossa sociedade, com um exercício diário de buscar romper com a torcida quase de time de futebol que dá a ver, na linha de um liberalismo apegado à extrema direita, uma amostra assustadora dos que visam o lucro nos mercados financeiros, mas não só... porque, de outro lado, há os petistas cegos que misturam PT e Lula, mas, felizmente, não só...
Hoje, na maneira que vem sendo pensada a Educação e a Cultura como um entrave ao Poder, os direitos, de todos nós, estão sendo abocanhados por este pensamento estreito e feio. A esquerda ficou nomeada Comunista e as diferenças se apagaram. Eles, os da Extrema Direita gritam que há os petistas ladrões e eles. Nada mais. Porém, sabemos o quão ilusório é tudo isto.
O calor aumenta as tensões também. Ontem fez 37 graus em plena primavera na zona sul do Rio. As ruas respiraram a pobreza ao redor. Mas, o Mercado Financeiro ganhou dinheiro na Bolsa de Valores com os índices de campanhas que anunciam Bolsonaro à frente dos demais. E, o dólar caiu!
Onde estamos vivendo afinal? Que leituras podemos fazer desses fatos que não são fakes?
É preciso haver reflexão sobre quem quer quem na presidência, pois há o risco de a loucura tomar conta do poder da forma como temos visto e ouvido. O Sr. Fake, o presidenciável que já se nomeia presidente de nosso País, diz e desdiz a todo instante as suas crenças. Então, como ainda acreditar em um sujeito assim?
Todos nós vamos votar escolhendo quem merece o nosso voto. Alguns de nossos amigos ou parentes  até poderão vir a votar mais à droite, também por efeito do mal estar que se instalou em nossos dias em função da decepção com o PT, que ajudou a levar o País para este momento tão difícil. Mas, cá entre nós meus caros, nós merecemos um presidente que saiba pensar politicamente, que não seja coberto de ideias fascistas contra os seus semelhantes, que não seja a favor de armar a população visando favorecer um comércio de vendas de armas, que tenha uma postura ética com as mulheres, que tenha uma visão de mundo aberta e dedicada a cuidar de nossas Florestas protegendo a biodiversidade, etc., etc.
O calor aumenta... Atenção!

Rio de Janeiro, 4 de outubro de 2018