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terça-feira, 9 de outubro de 2018

O que as mulheres falam:


Quem matou Marielle é a pergunta que não cala. Afinal, o que este assassinato tenta esconder?
Na linhagem das vozes femininas no mundo de hoje encontramos muitos tons. São as distintas escritoras, filósofas, cineastas, atrizes, jornalistas, fotógrafas, modelos, artesãs, estudantes, professoras, cientistas, psicanalistas, artistas plásticas, bailarinas, cantoras, donas de casa, passadeiras, médicas, advogadas, engenheiras e uma infinidade de outras profissões guerreiras e aguerridas que nos dão a composição do que temos diante de nós hoje, ou melhor, do que somos hoje no mundo.
Assim, torna-se importante afirmar que as posições políticas podem se alternar no país ou no mundo, mas a forma da mulher dizer o que pensa e exigir respeito por si própria e pelo próximo não mais mudará. Não há volta para este crescimento necessário e natural, este movimento que tomou corpo e se adensou, prioritariamente, neste momento de mundo.
Os ruídos em torno de nós tentam calar ainda a nossa voz feminina, que se perpetua na diferença primeira e radical; a diferença que nos faz sujeito humano. Felizmente, nem todos os homens tentam nos calar. Alguns aprenderam que se nos ouvirem crescem. Crescem como pessoas no mundo, pois desfazem o sentido da posse adquirindo um outro sentido: o da gratidão.
Não sabemos ao certo o que matou Marielle. Não sabemos ainda quem matou Marielle. Mas, sabemos que a sua voz somada à nossa não se calará jamais!


                                                                      Rio de Janeiro, 9 de outubro de 2018


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