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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Publico o escritor e editor da Lumme Francisco dos Santos: EleNão


[Enquanto o mundo se torna hipossuficiente em termos de ideias democráticas, cerceia a liberdade dos povos, e perde o senso crítico, nós, brasileiros, abraçamos o diabo e o beijamos na boca.

Pense no quanto é contraditório votar naqueles contra os quais lutamos para ter o direito de votar.

Acabamos de despertar para a política e a primeira coisa que fazemos é meter os pés pelas mãos?

A liberdade e a democracia foram confiadas a nós para protegê-las, não para ser imoladas nos altares da ignorância. Votar no fascismo é, entre tantas coisas ruins, uma afronta pública àqueles que lutaram e lutam por um mundo melhor.

Mulheres adoráveis, mulheres extraordinárias, vamos combinar, mulheres empoderadas não têm nada a ver com fascistas. Sinceramente, se alguma mulher votou errado, o segundo turno é uma oportunidade ímpar para repensar essa escolha. As mulheres precisam de mais liberdade, de mais justiça social e com essa gente no poder não tem esse tipo de conversa, não tem conversa nenhuma. — Como argumentar com quem não ouve? Como dialogar com quem não sabe falar?

Marmanjos de toda sorte, o mundo anda tão complicado e violento, pra que colocar mais um maluco no poder? Perderam a noção do perigo? Perderam de vez a memória? O brio? Votar em fascista é mais do que uma estupidez, uma ignomínia, uma grande desonra pessoal — até para errar, precisamos ter alguma razão! E não há razão alguma para votar em fascista.

Um homem que encarou nos olhos o mesmo monstro que nos ameaça agora — o monstro do fascismo — disse estas sábias palavras: "Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos".

Pense bem, não caiam na armadilha fascista duas vezes, não traiam os altos ideais, não é feio corrigir um erro, votem com confiança e responsabilidade. Pois é disso que se trata: confiança e responsabilidade. A liberdade e a democracia nos protegem dos algozes e nós protegemos a liberdade e a democracia das hordas de indigitados (no sentido jurídico do termo). Boa sorte a todos nós.]

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