Somos a favor do porte de livros!
Somos a favor da economia verde!
E vamos dar voz aos nossos índios!

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Noite de autógrafos


  
                                        No detalhe da foto os livros: Diplomacia dos pombos
                                        de Raquel Soares, Esquina da minha rua de Carlos Machado
                                        e O riso do inverno,7Letras 2018  

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Flashes da noite do lançamento (editores e escritores)


Com a editora Isadora Travassos
                                             
                                          Com dois dos autores desta noite: Luis Turiba e
                                          Lenita Estrela de Sá
Com o editor Jorge Viveiros de Castro
Momentos de sorrisos e muitas conversas

                                        
                  

domingo, 25 de novembro de 2018

A editora 7Letras convida:

                                          

Homenagem às mulheres de nosso tempo

                                                     

Versos do poema "Um aperto de mão" do livro Outonos, p. 104

(...)

Mas,
as mãos que matam não são reconhecidas facilmente.
Transitam entre nós... silenciosas.

Arrancam a respiração humana de repente,
e seguem na distância do olvidado.
As mãos que matam são as mesmas que afagam?

sábado, 24 de novembro de 2018

E...



Seguimos um dia atrás do outro, respirando com dificuldade, nestes ventos e eventos assustadores nos quais nos deparamos com um tempo de mundo bem conturbado. O novo governo brasileiro nem começou, e já se desenham rotas e decisões desconfortáveis, sem ética e sem racionalidade diante de alguns países nossos parceiros.
A neblina da primavera, com as chuvas fortes que lavam tudo, não embaça nosso olhar questionador. Sejamos sinceros, o novo governo consegue ser pior que o esperado. Não só pela extrema direita liberal que o guia como por falas e decisões controversas que traduzem o quanto é difícil aceitar o novo rumo de nosso país.
Uma das questões mais sem nexo até o momento é o projeto “escola sem partido”, em um Brasil onde o ensino é laico desde o período pombalino, ou seja, desde que foram expulsos os Jesuítas no século XVIII, em 1759, pelo marquês de Pombal. Imaginem a quantidade de mal-entendidos que poderá vir a ocorrer com esta nova decisão, que mais parece uma ditadura escolar!
Não vamos repetir as loucuras já citadas nos jornais e nas redes sociais, afinal “estado laico” é estado leigo, neutro. Mas, as coisas estão se complicando.
Precisamos educar as nossas crianças, frutos de famílias diversas, que somarão saber e multiplicidade na continuidade de um mundo livre com o ensino livre, liberto de preconceitos e perseguições!



                                                                                        Rio de Janeiro, 24 de novembro de 2018.






domingo, 18 de novembro de 2018

Seydou Keïta no IMS, 2018







Uma bela exposição!
Passeamos o olhar dos panos coloridos às magníficas fotos em pb.
Texturas e gestos trazem o mundo dos habitantes africanos fotografados durante um período interessante e em transformação (1948-1962). A harmonia das composições construídas pelo fotógrafo do Mali deixam ver hábitos e costumes. São 136 obras produzidas por Keïta, que começou a fotografar ainda na adolescência depois de ganhar uma câmara Kodak Brownie de seu tio.

Cadernos de viagem

                                                          Caderno de viagem, 2011
                                     
Caderno de viagem, 2013

Caderno de viagem, 2018

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Poetar



A poesia sopra nos cantões do mundo  
Assopra e sacode abalos e mentes torpes
Abre persianas e fendas entreabre ouvidos
A poesia infla fora das areias virulentas
Cria nuances habita as ruas os milagres
Venta nos olhares benfazejos ritmos desconhecidos
A poesia sustenta laços bafeja alto ou bem baixinho
Considera amores assovia sofrimento desfalece no tormento
Sem pudor satisfaz às mãos e aos lábios de cada um
Nas vozes humanas diz o mais brutal grita agonia sussurra respira
A poesia pinga leve traços letras
Risca nomes e amanhece no repente do sertanejo
A poesia sopra riscos pingos cochicha rabiscos
Sugere espirra uiva buzina!



 Rio 14 de novembro de 2018





sábado, 10 de novembro de 2018

Memórias: sobre o Café Letrado em Diamantina, MG - 2002


 / Solange Rebuzzi
Carla Maia
"Diamantina respira poesia e música"

m dos destaques da programação do 34º Festival de Inverno da UFMG, o programa Café Letrado promoveu encontros com escritores, oferecendo ao público a oportunidade de refletir sobre literatura.

Solange Rebuzzi: conversa descontraída
"Vivi uma experiência única em Diamantina", confessa a idealizadora e coordenadora do projeto, Solange Rebuzzi. Psicanalista, com especialização em Filosofia Contemporânea, mestrado em Letras e agora também doutoranda na UFMG, ela fala, nesta entrevista ao BOLETIM, sobre sua ligação com Minas Gerais e sobre o Café Letrado, que acabou inspirando a criação de um programa de entrevistas produzido pela TV UFMG.
Como surgiu o Café Letrado?
A idéia nasceu no Rio de Janeiro, no final do ano 2000, quando comecei a fazer encontros na Livraria Contracapa, no Leblon. Em cada encontro, convidava dois escritores para falar de sua obra. Sempre privilegiei os poetas, porque acho que, num mundo em ruínas, onde a esperança é pequena, a poesia tem que abrir um espaço para a reflexão. O nome Café Letrado surgiu da intenção de promover uma conversa descontraída, em que os participantes se sentissem bem à vontade. Nada de entrevista ou de conferência de auditório. Daí, a idéia de fazer um café regado a biscoitinhos e a muita conversa.
Essa idéia de cafezinho e conversa é uma coisa bem mineira ...
É isso mesmo. Não por acaso, fomos parar em Diamantina.
Como foi a experiência de participar do Festival de Inverno?
Diamantina foi uma experiência única. Primeiro, porque a cidade respira poesia e música, com aquelas montanhas, aquelas pedras escritas no caminho da gente. Os encontros foram ótimos, sempre lotados, num espaço excelente, me surpreendi. Depois de Diamantina, passei a olhar Minas Gerais de um jeito diferente. Aqui ainda há algo que a humanidade está perdendo. As pessoas se olham nos olhos, falam o que sentem. Não há nada parecido com isso no Rio de Janeiro.



Clique no link para ler a matéria completa feita pelo BOLETIM da UFMG de 19.12.2002

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Na caminhada com a editora 7Letras

                                          Em 1996 lancei com a editora Sette Letras o livro
                                          Canto de sombras. O primeiro de uma série de outros
                                          que nasceram aos poucos, e foram incluídos entre as publicações
                                          da 7Letras de Jorge Viveiros de Castro.
                                          O texto crítico acima foi um trabalho do jornalista e poeta Manoel
                                          Ricardo de Lima, que na época escrevia neste jornal de Fortaleza,
                                          Ceará.

                                     

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Só pra dizer que vou falar de flores



Flores, literatura e arte! Beba poesia em muitos momentos do dia!
Ao acordar respire lentamente e profundo. Caminhe firme.
Não leia o jornal, de imediato. E, ao lê-lo, respire com suavidade.
Saia do vai e vem das afirmações dos que gostam de blasfemar, e dizer e desdizer os fatos.
Acorde com o pensamento crítico ligado.
Pondere, reflita. Não engula nada inteiro (muito menos violência)!
Mastigue o dia com os livros densos e as histórias de nosso passado.
Não fique na mesmice do momento, que tenta nos confundir e desfazer os caminhos já trilhados.
Os discursos vis procuram vingar ao redor. Sejamos pedras onde eles escorrerão como água.
Vamos trabalhar atentos e respirar na natureza, na literatura e na arte
sempre, na contramão da ignorância e do blá blá blá que vai tentar vigorar.


Rio de Janeiro, 6 de novembro de 2018

sábado, 3 de novembro de 2018

Poema


Fios risos rios fome
Nobres pobres comes e bebes
Pisos pedras paredes
Camas casas casais

Um dia um segundo
Uma vez duas horas
Um ano um rio
Uma árvore um lamaçal

Ali aqui agora
Apito de trem
Navio sirene
Sino de igreja

Tantos e tão pouco
Pouquíssimos
Um instante
Lá longe

Hoje
Ontem

(Azul
Blue)




sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Homens violentos


O mundo explode. A troca digna desaparece. Violência avassaladora vaza em muitas vozes. Os homens usam máquinas e armas. Sem diálogo desaprendem a fala. Ratos de jeans & gravata. Dormem o sono dos impróprios.  Só calculam, vasculham. Os homens mentem além das palavras. À toa, mulheres perdem filhos. Esquinas desabitadas e cidades abismos. Tirania nos gestos.  Máscaras nas rugas da face. Um mar imundo afunda corpos vivos. Resta um zumbido en passant...


Poema do próximo livro O riso do inverno
Lançamento em breve