Somos a favor do porte de livros!
Somos a favor da economia verde!
E vamos dar voz aos nossos índios!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Insanidade geral às vésperas do Carnaval de 2019

O calor deste verão não dá trégua. Mas, não é a temperatura que mais preocupa.
Há nas Américas um clima de insanidade lastimável. Alimentado pelo terrível
presidente americano, já conhecido por suas medidas nada lúcidas, o Brasil
de Bolsonaro parece querer o samba da violência quando prega justo o contrário. 
Homens pouco preparados afirmam, em nome dos brasileiros, ser a favor da 
construção do muro que separa EUA e México; questão indecente que
causa vergonha e ruídos indesejáveis, quando todos sabemos que nosso
tempo agora é para dar as mãos aos países que são nossos aliados, e nunca
mais construir muros!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Dia Nacional do Imigrante Italiano

A lei nº 11.687, de 2 de junho de 2008, instituiu oficialmente o Dia Nacional do Imigrante Italiano no calendário de todo o território brasileiro. A escolha do dia 21 de fevereiro é uma homenagem à expedição de Pietro Tabacchi ao Espírito Santo, em 1874.



Viva!


Com alegria, confirmo a data a partir de um whatsapp recebido de uma prima irmã.
De fato, o Sr Pietro Tabacchi ajudou muitos imigrantes recém chegados no 
Estado do Espírito Santo no início da imigração italiana.
Recolhi em livros pesquisados ao longo do ano passado, que este senhor não só os recebia em abrigos construídos próximos dos locais onde chegavam (por embarcações pequenas) como empregava os que desejassem trabalhar em suas terras.
Os meus chegaram em 1877. Um casal ainda jovem que veio em busca de uma vida solar.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Leio Freud novamente

Começo a ler, esta tarde, o livro As cidades de FreudItinerários, emblemas e horizontes de um viajante de Giancarlo Ricci, editora Zahar, 2005.
Tradução de Eliana Aguiar, e revisão técnica de Marco Antonio Coutinho Jorge a quem também agradeço.

A afirmativa apresentada no primeiro capítulo nos dá uma direção: "De início é a encruzilhada".
Passearei pelo século passado com o entusiasmo de sempre. Os itinerários de Freud são sempre atuais. Mas, devo lembrar: "o inconsciente não se deixa trair." 
O sentido continuará sendo buscar o desenho do "mapa do pensamento" de um viajante peculiar que tanto nos ensinou, testemunhando e "interrogando o mal estar de nossa época" conforme afirma o psicanalista italiano Giancarlo Ricci, na orelha do livro. 


Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 2019


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Poema desta manhã nebulosa



O dia a chuva o sono as marés e o vento
Claridade triste insiste na manhã
Palavras e desenhos se soltam dos cadernos
A chuva a lama as árvores lavadas
O vento na janela bate para entrar
O sono arde nos olhos
As mãos costuram um café forte
O dia não traz os grilos nem os pássaros
As marés e o vento soltos longe
Ruídos se mostram devagar
Não ligamos mais o rádio nem a tv
Um dia e outro mais: “vida que segue” ...
(e mostra a sua largura
perto dos que partem rápido demais)


                                                
                                                                          Rio, 13 de fevereiro de 2019





segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Homenagem a Ricardo Boechat

Lastimamos muito a morte do grande jornalista Ricardo Boechat.
O meu jornalista preferido, sempre tão verdadeiro e incansável na tarefa de transmitir e criticar os fatos políticos, as tragédias, e os dramas cotidianos.

(...)

Obrigada, Boechat, pela dignidade jornalística!

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Poesia na chuva

Entre os dedos saboreamos o vento
Que nos chega ao ventre quente ou faminto
Algumas vezes tempestades alcançam terras longínquas
E nossos músculos amargam um sabor sem sabor algum
Quando as chuvas cessam deixam ver a a algazarra
Que a natureza não previa
Árvores caídas e raízes naufragadas
Entre restos de resíduos humanos
O lixo não nomeável vai e vem
A bordo destas letras que o alcançam
No campo de mãos abertas
Sinto a natureza transbordar em agonia
Sorvo com a boca o sofrimento do mundo
Que pode ser de água ou de fogo (em demasia)


(poema do livro O riso do inverno)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Cascais, Portugal







Abro alguns parêntesis neste blog, como quem abre janelas ou portas, para deixar passar
um pouco de nossas viagens em ângulos inusitados e clicados pelas lentes de José Eduardo
ou por mim.

Nota: a luz de inverno sobrevoava os espaços e brilhava um azul de muitas aquarelas, que tecia
as cenas. Andamos quase sempre em direção ao mar. Mas, havia obras de arte em muitos espaços, abertos ou não.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Poema


A casa é o dia onde repouso e respiro em meio aos móveis de madeira e às paredes 
brancas desassombradas. Janelas grandes recebem as árvores como visitas. 
E a água no pote de barro é fresca recolhida na boca seca de hora em hora.
Nos pés sandálias rasas alcançam as manhãs junto à brisa marinha pedregosa. 
O corpo segura seus anseios sugando dia a dia o vento e o mel. Outras mãos 
me presenteiam; abelhas distraídas e nuvens gordas. Cenários de cinema em 
lente grande angular ou em close comparecem. Não tento firmá-los. Deixo 
fluir livre o peito e o olhar. Ando de lá pra cá, nesta casa de paredes brancas,
- às vezes -  assombrada.

Rio, 4 de fevereiro de 2019.
     

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Verão de 41°


É difícil seguir o curso da caminhada neste verão de 41° e, ainda, conseguir espaço para escrever. Do lado de fora, as tragédias e os horrores são um chamamento nas tvs e redes sociais.
O mar de lama traz as necessidades mais urgentes de nosso país para dentro de nossas casas. E a política faz parte dos assuntos que precisam ser revistos por todos nós, pois não podemos nos calar e assistir ao que se mostra em pleno século XXI, como se fosse natural; homens que nos representam tomam posições inadmissíveis para manipular o Senado e as decisões que se fazem urgentes.
Até bem recentemente, o foco estava em um dos filhos do atual presidente: um foco quase desfocado, ou melhor, que teríamos dificuldade de ver se não fosse a lente de aumento que nos foi ofertada e que não deixa dúvidas. Mais um horror de nosso mundo carioca.
Tudo bem, as praias são lindas, mas não são suficientes pois estão até mesmo poluídas em sua orla quase toda. Ou vocês não sabem? O carnaval vai chegar, mas trará junto com ele os excessos em muitos níveis!
Não tenho vontade de escrever nada disto. Quero escrever versos!
Então:

O vale do rio  
                                                              
O rio era grande ao redor
O mar de lama o sugou
E o vale a Vale levou

Os homens correram em voltas
A terra os engoliu
Gemeram as crianças e os idosos

Animais grandes e pequenos
Sopraram lama nos pulmões
O vale rangeu. Gemeu

A ganância de alguns entorpece
Não conseguimos deglutir
O rio Paraopeba morreu

O verde intenso de tons
Desmaiou. Não há quase vida
Ao redor do rio que a Vale levou



Rio, 3 de fevereiro de 2019

sábado, 2 de fevereiro de 2019

O que está acontecendo no nosso Senado?

Que vergonha!
Quanta manipulação.
(...)
Quantos homens despreparados juntos.
Difícil acreditar que estes homens irão decidir questões tão sérias.
(...)
Surreal!

Uma homenagem a Virginia Woolf

Virginia em sua casa em Lewes, perto de Londres, onde gostava de receber amigos.
Foto do arquivo da Harvard Library disponibilizado aos seus leitores. Agradecemos!

https://iiif.lib.harvard.edu/manifests/view/drs:17948758$3i

Aos Bombeiros de Brumadinho


algumas palavras ligeiras de agradecimento pelo esforço
continuado e incansável nesta tarefa impossível. Procurar,
escavar o barro e encontrar ou não os nossos irmãos, ali,
soterrados. Suportar no próprio corpo um cansaço desmedido.
Guardar silêncio nas imagens que falam por si. Nossos olhares,
todos os dias, buscam acompanhar os gestos destes homens
nessa tarefa impossível (no intervalo - entre o corpo morto e os
pedaços, fragmentos e lama – ainda escavam!)

A eles a nossa gratidão e respeito!

                                    Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2019