Somos a favor do porte de livros!
Somos a favor da economia verde!
E vamos dar voz aos nossos índios!

quinta-feira, 28 de março de 2019

ESTARRECIMENTO GERAL


Escrevo pra dizer que a palavra não é suficiente para dar conta do mal-estar 
que sentimos com este momento político da história de nosso país. Mas devo 
dizer, e até mesmo gritar ao mundo, que a maioria da população brasileira 
está chocada!
Reflito que quando uma parte da Nação fala pelo Todo, sempre se corre o risco 
de acontecer coisas estranhas. É assim em muitos países do mundo e até 
mesmo em algumas famílias, quando decisões estranhas acabam 
sendo tomadas porque uma parte das pessoas (que se pensa maioria) 
apoia tal decisão. Mas, tudo tem limite.
Quando um Governo, recém-chegado ao poder, decide que vai transformar 
a história de seu país, e ainda a história em curso no mundo afirmando o 
contrário do que foi vivido, sofrido por todos, aí, meus caros leitores, 
a questão é grave. É mesmo bizarra! 
Não se cala o que foi vivido. A Ditadura existiu em nosso país. Foi longa 
e sofrida. Todos sabemos. Os que buscam apagá-la estão muito equivocados, 
estão negando um fato histórico ou são loucos!


Rio de Janeiro, 28 de março de 2019.

terça-feira, 26 de março de 2019

Se (poema do livro O riso do inverno)

Se eu fosse um imigrante lançando-me em mar aberto
em balsas frágeis E quisesse  alcançar o território
europeu Se eu fosse um africano a procura de trabalho
e alimento se eu precisasse de agasalhos no inverno
e se o homem ao lado não me olhasse sequer para
dar bom dia se eu procurasse a forma de me comunicar 
e não fosse entendido se as palavras nunca fossem 
suficientes...

S o b r e viver?



quinta-feira, 21 de março de 2019

J.S.Bach Piano Concerto in D Minor D Minor BWV 1052 Polina Osetinskaya A...



Celebrando o outono com J.S.Bach

Nunca mais

Sonhei que o mar
                      avançava pela sala
                                              e as pedras
                                                     suportavam
                                                     nossa velhice



Há sinais de
                peixes
                         no universo?



Um osso mergulhado
               na lacuna do tempo



E as nuvens tão azuis
                          e as heras tão verdes 
                                                 me seguem


Em revoada
       os corvos
            anoitecem



poema do livro Outonos, p. 82

segunda-feira, 18 de março de 2019

... continua lindo...

                                          Fotos feitas, hoje, no voo s.p - rio


                                         

sábado, 9 de março de 2019

Ler Albert Camus de novo

Compramos, durante o carnaval, três livros de Camus.
Começo a ler hoje O primeiro homem  ( e meu marido se abisma em O Diário de viagem).
Complementamos a leitura com informações na internet.

O tempo urge e devemos ler e divulgar o que importa ler.
Um grande escritor deve ser lido e relido.




Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, campeã de 2019

Terceiro carro alegórico da Mangueira abordou o Quilombo dos Palmares — Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Homenagem à minha mãe que adorava Carnaval!

Que beleza. Foi bonito!

sexta-feira, 8 de março de 2019

Homenageio hoje Marina Silva

A mulher que luta em defesa de nossas florestas. Nascida no Acre, foi seringueira até os 16 anos.
Estudou e, finalmente, se embrenhou na política. Merece o nosso respeito e o nosso apoio.
Corajosa na vida pública, guerreira com ética em um universo machista que tenta sempre nos silenciar.




quinta-feira, 7 de março de 2019

E... o livro circula...

         
                                                   nas mãos de Luciana Brandão, em Belém
                                                   do Pará!

segunda-feira, 4 de março de 2019

Em Trabalho com o poeta Francis Ponge:



Nota retirada do site da Sociedade de Leitores de Francis Ponge:


 Nous venons d’apprendre avec plaisir que l’un des ouvrages les plus demandés auprès de la maison d’édition brésilienne Lumme était : Solange Rebuzzi, Traduzir, Testemunhar Francis Ponge, São Paulo, Lumme editor, 2014.
Voir sur le site de l’éditeur.
Voir également sur notre site ici.





As fotos são de Cerisy-la-Salle em 2015

domingo, 3 de março de 2019

Restos de carnaval



Confetes nas poças d’água. Purpurinas. Purpurinas entre as pedras 
das calçadas. Latas de cerveja nas mãos. Casais cansados carregam 
os ossos suados. Olhares-zumbis. Bumbuns: shorts e saias transparentes 
enviesam olhares passantes. Confetes nas poças d’água. Purpurinas, 
purpurinas... no vaivém de ruas tristes.

Domingo de manhã. Final de um bloco na praia do Leblon, 2019.


Cidade insana



Nesta rua a louca do prédio ao lado grita sempre no final do dia.
As palavras chulas vazam janelas e perfuram paredes sólidas.
Escrevo a loucura da solidão. A mulher idosa grita.
Algumas tardes, molha as plantas do jardim. A cidade insana anda.
Devastada, a mulher xinga. 
A minha casa é aqui.
Persisto na escrita e, até mesmo deitada, escrevo. 
A luz reflete nas cortinas.
Imagino o anjo do sol sentado sobre o morro Dois Irmãos.

Em 4.02.2019

sábado, 2 de março de 2019

Caetano Veloso - London London

Em viagem pela Itália

Casa de Dante, Florença. 1996

Do livro Oito noites em Veneza, 2016
As noites em Veneza são das luzes.
                 Espantalhos refletidos nos espelhos balançam.
Nas noites de lua cheia
        a luz maior acorda o escuro.
      As estrelas escrevem no céu.
(...)
p.24

Anoitece em Veneza (Zona delle Zattere). 
Em 1895, Freud escreve à noiva Martha de Veneza onde havia ido pela 
primeira vez: "Estamos extraordinariamente bem e todo dia temos onde 
passear, embarcar-nos, olhar, comer ,beber. (...) Estivemos quatro vezes no 
café Quadri, na praça, escrevemos cartas, fizemos compras e esses dois dias 
parecem meio ano." As cidades de Freud, p.84

                                                                                                         
                                                   Veneza, 2015
Museu Accademia, 2015

Do livro Viagens Virginia Woolf, p.34

Temos um quarto aqui, mesmo no último andar,
justamente ao lado do Grande Canal: por baixo estão
atracadas todas as gôndolas e os gondoleiros fazem 
tanto barulho que não consigo pensar. 
Fragmento de carta para Violet Dickinson 
Grand Hotel, Veneza, 4 de Abril de 1904.

Em Pompéia, 1985
(foto feita pelo pai, José Rebuzzi)

A maldade e a perversão circulam sem freio nas redes sociais no Brasil.



Nossa população, mais especialmente a que apoia o discurso de Jair Bolsonaro, se mostra perversa.
Já aprendemos com Hannah Arendt que o mal é político e histórico. Portanto, é produzido “por homens e se manifesta apenas onde encontra espaço institucional para isso – em razão de uma escolha política”.
O que estamos vendo há algum tempo é a “trivialização da violência”. Há um completo vazio de pensamento. E a banalidade do mal se instalou!
Medidas danosas acontecem a todo instante e sem respeito algum ao homem de nosso tempo, sempre com a desculpa de que precisamos de medidas de segurança que contenham a violência. Porém, o que estamos vendo acontecer são medidas de violência contra a nossa própria humanidade.
Homens imperfeitos podem fazer movimentos e até tomar decisões imperfeitas, mas homens cruéis e violentos são danosos sempre.
Reverberando nas redes sociais, continuamente contra Lula, há um grito absolutamente cruel e sem sentido algum, afinal uma criança morreu e merece o nosso respeito!

Rio de Janeiro, 2 de março de 2019