Somos a favor do porte de livros!
Somos a favor da economia verde!
E vamos dar voz aos nossos índios!

terça-feira, 30 de abril de 2019

Universidade de Veneza


                                           



Fotos de abril de 2015, em visita à bela Universidade
Ca' Foscari.

domingo, 28 de abril de 2019

Homenagem a Fernando Coutinho

Escrevi, antes de completar quarenta anos, alguns versos que aqui transcrevo:

Entre os dedos de minhas mãos
escapam meus pensamentos,
nunca soube trancá-los.

Enderecei o poema ao psicanalista que costumava me escutar.

Declaro minha gratidão a Fernando Coutinho Barros!


Rio de Janeiro, 28 de abril de 2019

Livros, sempre: filosofia, literatura, sociologia, história, psicanálise, etc,etc.

                                             Livraria Lello - Porto
                                              Real Gabinete Português - Rio de Janeiro
                                           Biblioteca de Coimbra - Coimbra (visita guiada)

terça-feira, 23 de abril de 2019

Leio Fustel de Coulanges. Viva!

Hoje, Dia Mundial do Livro, faço a minha homenagem ao livro A Cidade Antiga de Fustel de Coulanges. 
O livro participa da coleção "A obra prima de cada autor" da editora Martin Claret, 2009. Tradução de Roberto Leal Ferreira. Texto integral.

Logo em seu início os editores nos contam detalhes importantes da história do livro:
"(...) as bibliotecas da Antiguidade estavam repletas de textos gravados em tabuinhas de barro 
cozido". Depois, com a fabricação sendo modificada ao longo das mudanças nas diferentes sociedades até que o livro pudesse ser feito em papel, ele foi se tornando "uma mercadoria especial".
Mas, "no moderno movimento editorial das chamadas sociedades de consumo, o livro pode ser considerado uma mercadoria cultural" e "símbolo cultural" pois se abre ao pensamento coletivo, e enquanto seu texto passeia intelectualmente vivendo e revivendo os sentimentos, as escritas - que nele revigoram ideias - circulam. O livro tem vida própria e caminha ao ser comprado, presenteado, trocado, e ao ser vendido e revendido nos sebos que ainda existem.
"A palavra escrita venceu o tempo, e o livro conquistou o espaço." A história do livro e a da humanidade caminha lado a lado, conforme sabemos. Até o século XV, o livro só alcançava uma minoria de homens considerados mais sábios ou intelectuais (em geral, os que tinham acesso às bibliotecas dos mosteiros, onde manuseavam e estudavam manuscritos raros e ilustrados).

Já no final do século XVI, os burgueses e os comerciantes integram o mercado livreiro. Há, naturalmente, um aumento no número de escritores que começam a escrever em outras línguas que não só o latim e o grego. O sistema de impressão Gutenberg saboreou este avanço do homem  autorizando e dinamizando a fabricação de livros. Com alegria, recolhi estas informações e relembrei tudo isso na abertura desta edição da Martin Claret, Série Ouro. 

Com a chegada do século XX não podemos visualizar o mundo sem os livros, porque "as transformações sociais seguiram regularmente as transformações da inteligência". As leituras são parte de nossa humanidade, assim como as traduções que nos trazem registros de outros tempos da história.

Quando eu nasci, no início da década de cinquenta, os livros de bolso eram prioritariamente destinados a pessoas de baixo poder aquisitivo. Já na década de sessenta, nos EUA, eles abundavam até em "edições de luxo". Tudo nos leva a constatar que ler passou a ser parte fundamental de nossas vidas. Observamos a venda dos livros de bolso hoje não só em livrarias como em bancas de jornais.

Debruçada durante o mês de abril de 2019 neste belíssimo livro consigo realizar pesquisas para o meu próximo trabalho, e descanso das algazarras e das turbulências de nossa cidade e dos "desgovernos" que assistimos acontecer dia a dia nos primeiros meses deste ano.  





segunda-feira, 22 de abril de 2019

Rio, 22 de abril

A cidade acorda devagar...
Hoje é dia 22 de abril. Acordem! porque há inúmeros trapaceiros ao redor. Há ainda os alienados e estes são muitos. Nem as notícias nem as leituras conseguem despertar os homens de nosso tempo.
No Brasil liberaram os agrotóxicos, e esqueceram a nossa água que não respira mais pureza alguma.
Escutei que estão tentando autorizar a pesca de peixes em extinção. A natureza geme junto aos homens, mas ninguém quer ouvir. E a poluição dos mares avança e sufoca nossos peixes. Sacos plásticos em demasia.
A cidade dorme... os homens lúcidos se contam nos dedos. Nem se reconhece mais os que falam o que precisa ser dito. Há ruídos em excesso. As fake news atordoaram os homens, e ainda circulam.
O movimento das falas dos que não dizem nada nos constrange e envergonha, e anda na velocidade do que é falso, e permanece solto no vazio.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Paris e a Catedral de Notre-Dame - uma homenagem

                                             Foto de José Eduardo Barros em 2011


A Catedral de Notre-Dame participa da cidade de Paris compondo um cenário magnífico.
A vida pulsa ao redor. Lembro que esta Catedral não é só cristã; ela é francesa 
e universal.
O silêncio de suas paredes fala. E diz também de trabalhadores anônimos da idade
média. Sua arquitetura é luminosa, onde a luz "vertical" abre espaços de fé que pode
vir a iluminar até mesmo os sem fé.   
Assistimos algumas missas inesquecíveis lá, ao longo dos últimos quinze anos, 
e ao som do impressionante órgão do século XV.

Vivemos tempos difíceis!


                                                     
                                             Missa em 2015
                                                                                                               

domingo, 14 de abril de 2019

Chuvas de verão?

                 
A água desce os céus. 

Molha as ruas, 

os telhados, os ossos. 

A chuva descortina a falta. 


Nos trópicos, as chuvas amedrontam. 

Crianças correm 

na chuva que não freia os pés. 

Chuvas torrenciais.

Inundam rios, esgotos. 

As águas invadem as portas das casas. 

Lavam e levam as cores.



Na claridade da nuvem, por detrás do vidro desta janela, 

alguma coisa não se alcança de imediato. 

O vento frio e o arrepio do corpo, mudos, respiram medo.

Não é a chuva a razão deste texto, mas 

os homens sem casa. 

Homelessness

Les sans-abri.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Caetano Veloso, Gilberto Gil - Andar com Fé (Vídeo Ao Vivo)



Uma força para a cidade do Rio de Janeiro!
"Andar com fé"!

Homens violentos

O mundo explode. A troca digna desaparece.Violência
avassaladora vaza em muitas vozes. Os homens usam
máquinas e armas. Sem diálogo desaprendem a fala.
(...)
Máscaras nas rugas da face. Um mar imundo afunda
corpos vivos. Resta um zumbido en passant...

(fragmento do livro O riso do inverno, p. 40)

terça-feira, 2 de abril de 2019

poema (sem título)

Água e campo cravados de fé
O sonho do menino não descansa
Um ombro murcho de mãe
Caminha o imigrante: terras de passagem
Ler as palavras distintas de um estranho idioma
Chegar nas terras de hoje de outro lugar

Soldados de olhares e barbas (março e abril)
Final de um inverno qualquer
Sapatos gastos amarrados nos pés
Água e tempo nos campos sem fé
Incertezas perenes. Dias rasos de fumaça e farnel
Sonhos de um menino imigrante


(do livro O riso do inverno, p. 46)