Somos a favor do porte de livros!
Somos a favor da economia verde!
E vamos dar voz aos nossos índios!

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Ao leitor


Caríssimos,

Vivemos dias infames!
Não só ouvimos hoje o nosso atual presidente da República na ONU, em um discurso totalmente inadequado, como, por outro lado, ouvimos a jovem sueca de 16 anos gritar verdades que não conseguem ser escutadas pelos dirigentes dos países ali representados.
A jovem é lúcida e o presidente do Brasil é insano!
Está escancarada a questão do Governo Brasileiro que nega até mesmo a história da Ditadura vivida em seu país. E desconhece o que é zona de preservação ambiental da Amazônia. Claro, se é um Governo que tem a cabeça do tamanho de um alfinete não conseguirá dizer nada mais do que disse. Um governo de extrema direita mostrou ao mundo sua cara, e sem maquiagem.
O horizonte é aberto para que todos possam ver e pensar. Estamos diante do aquecimento global, da poluição do ar e das águas dos rios. Habitamos um país com uma taxa alta de desemprego, um grande número de crianças vive aqui sem escolas, além de tantos problemas sérios de violência às mulheres e assassinatos que não são desvendados nem punidos.
E estamos aceitando um discurso vazio do presidente do Brasil na ONU?
Trata-se de uma falação repetitiva, que se volta para o passado e não reconhece a ciência e suas pesquisas de ponta, pois aprovou recentemente o aumento do número de agrotóxicos no dia a dia de nosso país, conforme sabemos, e, cada vez mais autoriza o desmatamento de áreas enormes de florestas para fazer o pasto do gado.
A jovem Greta gritou suas palavras lúcidas reconhecendo as mentiras dos representantes de tantos países, que há anos fazem promessas que não cumprem: “Como ousam?”

Preciso afirmar:
Somos todos Greta!


Rio de Janeiro, primavera de 2019.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Fragmento - 17.09.2019


Nem sempre solares são os vasos desta sala. No lugar onde mergulham, os caules verdes de flores acessas vagam no vazio do dia. Vasos brancos, amarelos ou azuis bebem as horas na mesa retangular de madeira arranhada.  


segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Fragmento - 16.09. 2019

Não me movo para ler ou pensar nada sobre este governo.
E me mantenho no desterro onde me lancei naturalmente.
Aqui de onde escrevo trago na testa as memórias de tempos mais íntegros.
E tenho nos braços os livros densos que me alimentam com constância.
Os dias difíceis passarão procuro repetir, sem muito crédito.

sábado, 14 de setembro de 2019

Fragmento - 14.09.2019


As mesas desta casa são distintas. Abrigam histórias, línguas, livros. Lamentos. Há mesas agudas de leveza estranha. A branca carrega um mármore de origem mineira. Viajou muito até viver neste canto com seus pés gastos e altos.



De tarde:
A casa se mostra igual no entorno das horas que sopram minutos, quase nada.
Portas grandes acomodam gestos e dão margem aos caminhos de pés diversos.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Catedral de San Gimignano - 2016


                                         Ainda pela Itália revimos a linda San Gimignano,
                                         agora cheia de turistas. Eu a visitei pela primeira vez,
                                         em meados da década de oitenta (um pequeno relato
                                         sobre esta viagem participa do Livro das areias.) 

Em Veneza - 2016

                                          Nota:
                                          Após a escrita do livro Oito noites em Veneza,
                                          visitei bibliotecas e universidades.
                                          Esta montagem de fotos foi feita pelo google.

                                          Fragmento do livro Oito noites em Veneza:
                                         
                                          As noites em Veneza são das luzes.
                                          Espantalhos refletidos nos espelhos balançam.
                                          Nas noites de lua cheia
                                          a luz maior acorda o escuro.
                                          As estrelas escrevem no céu.

                                          (...)
                                          (p.24)
                                         

domingo, 8 de setembro de 2019

sábado, 7 de setembro de 2019

Poema


5 de setembro de 2019

O vidro da janela ganha formas novas
O lado de fora é vento
Embaçado e respingado o vidro flutua
As mãos trabalham o ferro quente
O fogão descansa fogoso
A vida molhada por dentro
No circuito do tempo o olhar não se cansa de mirar
Detalhes de todos os dias ficam mais perto;
os dedos das mãos e os ossos dos braços
seguram a manhã branca no guarda-chuva.

(revisto em 8.09.2019)

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Metamorfoses poéticas e musicais, com Jorge de Sena

Ontem no Palácio São Clemente, bem no final da tarde, aconteceu uma homenagem ao poeta português Jorge de Sena. Participantes do Congresso Internacional Sena e Sofia: centenários; um grupo de professores, pesquisadores, escritores, estudantes e alguns convidados tiveram a grande oportunidade de partilhar um momento único de música e poesia.
Está se iniciando o VII Congresso Internacional da Cátedra Jorge de Sena no Real Gabinete Português de Leitura, e o evento, este ano, compõe com as homenagens, também, a Sophia de Mello Breyner um encontro singular. 





                                                          Fotos feitas por José Eduardo Barros

     Foto feita pelo fotógrafo oficial do evento, setembro 
de 2019

domingo, 1 de setembro de 2019

Poema

Enquanto o verde vira cinzas
enquanto tudo em torno vocifera
enquanto o azul vira fumaça
enquanto as cores mudam de cor
os tons pardos se misturam
e os homens não acontecem

Enquanto o nada ganha corpo
enquanto as armas crescem
enquanto as vozes não dizem
o necessário desaparece
e os corpos vivos pouco importam
no espaço deste Rio cheio de sangue

Enquanto, enquanto... quanto?


Rio de Janeiro, 1 de setembro de 2019