Somos a favor do porte de livros!
Somos a favor da economia verde!
E vamos dar voz aos nossos índios!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Cidade de Mantova, Lombardia

Caminhando e descobrindo a cidade italiana de Mantova


Durante a Páscoa de 2018 enquanto comprava livros e 
pesquisava para o novo livro, que deve vir em abril. 





terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Poetar (repito o poema escrito em 2019)


Poetar 

A poesia sopra nos cantões do mundo 
Assopra e sacode abalos e mentes torpes
Abre persianas e fendas entreabre ouvidos
A poesia infla fora das areias virulentas
Cria nuances habita as ruas e os milagres
Venta nos olhares benfazejos ritmos desconhecidos
A poesia sustenta laços bafeja alto ou bem baixinho
Considera amores assovia sofrimento
E desfalece no tormento
Sem pudor satisfaz às mãos e aos lábios de cada um
Nas vozes humanas diz o mais brutal grita agoniza sussurra respira
A poesia pinga leve traços letras
Risca nomes e amanhece no repente do sertanejo
A poesia sopra riscos pingos cochicha rabiscos
Sugere espirra uiva buzina!





sábado, 25 de janeiro de 2020

"O importante é o Gato comer o Rato"!


Atenção, atenção:
Acabamos de ouvir o nosso vice-presidente dizendo no canal da Globo News em entrevista a diversos jornalistas da casa:

1.      "A melhor defesa é o ataque"!
2.       "Cultura é coisa de Ipanema"!
3.      " O importante é o Gato comer o Rato"!

Custo a crer que ouvi estas explicações de um brasileiro que ocupa uma função tão séria em nosso atual Governo. É melhor rir para não chorar e esquecer, porque está muito claro que, sempre, irão atacar para não dialogar. Aliás, conversar é coisa que este governo não sabe fazer, pois não sabe pensar. 

(E alguns jornalistas riam porque é tão infame a situação que causa o riso)!!!


Rio de Janeiro, manhã de 25.01.2020

Cadernos de viagem: Vicenza e Sicília - Itália

                                                 
                                               Em 2018
                                     

Em 2013

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Não há água tratada na cidade do Rio de Janeiro

1.

Alarmante constatação, pois não há água pura na Cidade Maravilhosa.
Não se iludam, a situação é séria demais. A água nas torneiras tem cheiro e gosto estranho.
Muitas providências precisam ser tomadas e logo. E as medidas devem ser acompanhadas por todos nós, porque não há como saber quais são os danos causados em nossa saúde. 
Tirem as algas do fundo das caixas da Cedae e lavemos as nossas caixas d´água!
Há mais de uma década, ouvi falar sobre a questão que não foi levada a termo com as providências necessárias. Estamos diante de um problema gravíssimo; um entre muitos outros. 
Temos uma nuvem pesada em cima da nossa cidade às vésperas deste carnaval. 

2.
O mundo caminha com o temor do vírus que vem da China. Sem alarde, quase em voz baixa, posso anunciar que se desconfia dos alimentos estranhos (sopa de morcego silvestre ?) que os chineses comem em WUHAN, como sendo a origem do vírus.

3. Hum... sem comentários!





Escrevi para o Digestivo Cultural e publico aqui agora


A água

- Qual o teu nome?
- Eu sou a água da montanha.
- Por que tanta tristeza?
- Estou fraca. Não encontro mais o meu caminho.



A água vem dos céus?
Na terra caminha entre os homens,
os animais e as plantas.
É coisa dos deuses pensavam os mais antigos.
Os gregos e os romanos criaram sistemas de canalização e saneamento.
Mas antes de Cristo, os homens já usavam as chuvas com sabedoria.
A água lava os corpos. Alimenta a mente.
E engana a fome.
Quando escorre entre os dedos dá alegria às crianças.
É fonte de abraços e beijos.
No nordeste, a água é desejada em versos.
É oração de severinos cabralinos. De difícil ladainha.
Em meio ao silêncio, ouve-se a ave-maria!
Vê-se as pastagens secas “de planta e bicho vazias”.                                                             
Nas cidades a água escapa. Escorre nas calçadas,
nas bicas mal fechadas, nos canos furados.
Argumentos vazios tentam explicar a seca.
Existência estranha. Difícil crer!
O ar não está puro. Nem o espírito dos homens.
Chuvas? Onde se esconderam as chuvas?
Ensimesmadas. Elas se recolheram nas nuvens ralas.
Calor selvagem. Suspiramos sem saliva.
Se possível, mantenha o corpo nu na água salgada.
Envolvidos em algodão fino,
com o peso natural e sem descanso,
os braços respiram no suor de cada dia.
O sonho de olhos abertos se aproxima do escuro.
A lua cor de ouro se apresenta assombrada.
Pede ao dia um contorno suave.
Nuvens, nuvens!
Talvez, alguma alegria fora do furor da crise.
Quem sabe a sabedoria de alguns homens
possa trazer um alívio e
abrir uma janela na marcha da ignorância.
Só escutamos ruídos, palavras ocas
e coisas sem sentido.

(Um livro, muitos livros... quem sabe,
e o pensamento sem mediocridade!)


- Como te chamas?
- Vapor d’água.
- De onde viestes?
- Eu fui a água que sumiu.




                                                                                                                        S.R.
                                                                                                    Final de janeiro de 2015.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Poesia em cena (do tempo em que morei em Manaus)


O passeio da onça
                                                                 Para meus irmãos

Calma. Elegantemente
vestida de pele estampada
a onça ao longo da estrada
de asfalto estreito    
e rodeada de floresta

atravessou oblíqua e paciente
(em frente do automóvel).
Um olhar de luz refletiu o farol.
Não se virou nem olhou
uma segunda vez. Desfilou.

A família assombrada dentro do carro
fixava a cena. O passeio daquela noite
tornou-se lenda: repetida e permeada
às histórias de meu pai
aplaudidas sempre de pé.


Rio, 1 de setembro de 2014.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Rio, 21 de janeiro de 2020


Vou até a noite buscar o escuro
Na claridade blanche montes azuis
Olhos amparam sombras e ruídos
Muitos devaneios poucos medos
Nas distâncias passos cruzam espaços
Ruas de pedras gastas dificultam os pés
Mulheres idosas circulam pouco em meio às dunas
Crianças ruidosas se balançam na infância
Sonhos saltam e andam por perto


domingo, 19 de janeiro de 2020

Com ironia e sem ingenuidade



Se a terra não fosse redonda onde estaríamos hoje?
Possivelmente, confirmando uma planície finita e sem sentido, onde os polos norte e sul não estariam onde estão! Nem os mares, nem os rios.
Se o planeta estivesse respeitando as regras básicas humanas e a natureza-mãe estaríamos comendo tantos alimentos banhados em agrotóxicos como fazemos agora?
A quais interesses respondemos quando “vendemos” espaços televisivos para fazer dinheiro, e não damos as informações básicas às pessoas que vivem enganadas, por exemplo, comendo naturalmente a sua porção de glifosato diária.
Banana, Pêra, Maçã
Café, Trigo, Cana de açúcar
Glifosato, glifosato todo dia...

Informo que não adianta dar “uma lavadinha na fruta antes de comer”... (conforme nos disse um jornalista outro dia), porque as frutas estão inteiramente impregnadas de veneno!
Glifosato: O agrotóxico Glifosato é bastante utilizado no combate a ervas daninhas no cultivo de nectarina, maçã, banana, pêra, pêssego, cacau, café, trigo, cana de açúcar, ameixas, entre outras. O efeito desse inseticida é altamente tóxico e a ingestão diária considerada como aceitável é de apenas 0,02 mg. Quando consumido em excesso o Glifosato pode causar efeitos neurológicos.

De mãos dadas com a Greta, a jovem sueca corajosa e símbolo desta luta, grito aqui aos que me leem que a Terra não comporta mais o desatino de alguns homens enlouquecidos de ganância, que se comportam como se não tivessem humanidade.
A terra é redonda e bela em sua imensa pluralidade.
A natureza precisa de cuidados agora. Respeitemos a sua dor.
Os homens lúcidos de muitos credos sabem que a luta é o respeito maior.
Vamos dizer Não aos agrotóxicos!
Não às queimadas no Amazonas!
Não à violência dos Governos sem cérebro!
Não ao presidente Trump e Não ao presidente Bolsonaro!
(e nem preciso explicar o porquê. As palavras de ambos já são suficientes para desmontar seus próprios governos)!

Rio de Janeiro, 19.01. 2020

Nova York, 1996 e 1997






                                                       
Com Joana em foto de tia Sara

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Colagens: 2014 e 2015

                                              Colagem Mulheres
                                            Colagem Matisse: Une seconde vie!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Coimbra: dia e noite + poema A estátua portuguesa





Poema do livro Pó de borboleta


Branca entre o branco
descamado pelo tempo
em véus desnuda o pé

Na ânfora flutua
o leve espelho
De longe o sorriso
aponta um feminino

Delicada a memória me mostra
as dádivas do ontem:
entre o branco do tempo
e a branca estátua
meus pais sorrindo
no olhar de uma peça
portuguesa de antiquário

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

O fogo das florestas da Austrália e as "nuvens de fogo"

Les feux de forêt en Australie sont si intenses -leur fumée a été repérée au Chili, à 12.000 km de là- qu'ils génèrent leurs propres phénomènes météorologiques, les "orages de feu" aux éclairs dévastateurs.
- Comment ces "orages de feu" se produisent-ils? -
Presque sans pluie et difficilement prévisibles: les scientifiques essaient toujours de comprendre l'origine de ces "orages de feu".
La météo et le sol jouent un rôle tout comme les caractéristiques du feu en lui-même.
Mais les principes de base sont toujours les mêmes: les grands incendies provoquent une chaleur extrême et un grand panache de fumée qui, en s'élevant dans le ciel, interagit avec l'humidité de l'air pour former un nuage.
"Dans des conditions appropriées, le nuage peut passer plus vite dans la basse stratosphère", explique le bureau météorologique australien.
"Les chocs des particules de glace situées dans les parties supérieures très froides de ces nuages provoquent une accumulation de charge électrique, qui est libérée par des éclairs géants. Après avoir produit un orage de feu, ce nuage, est appelé de +pyrocumulonimbus+".
- Pourquoi sont-ils dangereux? -
Ces orages ont tendance à être accompagnés de très peu de pluie de sorte quand la foudre frappe le sol, très sec, cela génère de nouveaux incendies dans les environs.
Lors du "samedi noir" dans l'Etat de Victoria en 2009, les éclairs ont provoqué de nouveaux incendies jusqu'à 100 kilomètres plus loin que l'incendie d'origine.
Le danger ne s'arrête malheureusement pas là.
Les incendies peuvent aussi projeter des braises jusqu'à 30 kilomètres au-delà de l'endroit où l'orage s'est produit. Et les nuages peuvent aussi produire de puissants courants ascendants et des "rafales descendantes" générant des vents extrêmement violents pouvant attiser les flammes existantes. Ils peuvent même créer des tornades de feu.
"Les orages de feu sont les manifestations les plus dangereuses et les plus imprévisibles d'un incendie de forêt et il est impossible d'y mettre fin ou de les contrôler", déclare Rachel Badlan, chercheuse à l'Université de Nouvelle-Galles du Sud.
Traduzo livremente:
"As tempestades de fogo são as manifestações mais perigosas e mais imprevisíveis de um incêndio de floresta e é impossível dar fim a isto ou controlá-lo."

- Peut-on les prévoir? -
Traduzo: "Podemos prevê-los?"
Les experts disent que ces phénomènes sont incroyablement difficiles à anticiper parce que les incendies eux-mêmes sont difficiles à prévoir.
Os especialistas dizem que estes fenômenos são incrivelmente difíceis de antecipar porque até mesmo os incêndios são difíceis de prever.

"La prévision de la composante météorologique sera éventuellement possible des jours à l'avance, mais prévoir les conditions favorables aux incendies demeurera un défi important pendant un certain temps", estime le Bureau de météorologie australien

OBs. material retirado em pesquisa da internet depois de saber que há "nuvens de fogo" nos incêndios da Austrália. 

Tá pegando fogo!

O calor aumenta e o ar está irrespirável. Há animais mortos no chão.
Centenas, milhares de cangurus não pulam mais e os coalas gemem
em silêncio.  O que acontece agora nas florestas da Austrália traduz
bem o que foi gritado ao mundo por todos os que se lançaram nas 
campanhas de proteção à natureza e ao aquecimento global. 
No Amazonas, incêndios causados por queimadas que nem conhecemos
inteiramente acontecem. Índios são eliminados sempre. Os homens 
insanos proliferam e vomitam suas 'verdades' criminosas.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

João Cabral de Melo Neto. Viva!

Sobrecapa do livro
Capa do livro

Em 2010 publiquei o texto reduzido de minha tese de Doutorado na UFMG.
A texto defendido em 2007, com experiência de pesquisa na Sorbonne em 2005,
se transformou em livro na ed. Perspectiva.
A sobrecapa é uma criação de Sergio Kon a partir de uma foto de José Eduardo
Barros, e a orelha do livro é de Jacqueline Penjon que também participou da banca.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Estrangeira, ed.7Letras 2010

                                                           Notas tomadas em cadernos em 2005,
                                                           durante período de doutorado-sanduíche
                                                           em Paris 3, Sorbonne Nouvelle

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Nota de repúdio

Hoje cedo, tomei conhecimento do ataque terrorista feito pelos EUA ao Irã.
Nem dá pra acreditar! Qual será a real intenção do Governo Americano?
Precisamos pensar...

Mal o ano começa e o presidente "sem alma" autoriza algo desta dimensão.
Eu havia escutado, há algum tempo atrás, uma declaração do presidente do Irã
afirmando que os EUA estavam provocando uma guerra contra eles. É lamentável
que algo assim aconteça nos dias de hoje. O povo americano não deve se calar 
diante de uma ação deste porte. Não é apenas um ataque ao aeroporto do Iraque.
É um ataque violento (com várias mortes) à Nação Iraniana e aos seus vizinhos. 

Insano mundo de líderes sem princípios humanos!



 Rio, 3 de janeiro de 2019

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Manhã do dia primeiro de janeiro de 2020


Acordo. Os pensamentos se montam acompanhados do som dos pássaros que ainda
cantam nas árvores próximas à janela. Um tucano deixa soar seu gorjeio anunciando 
o ano que começa. Um ano solar!
No café da manhã, alimentos leves. O silêncio se impõe às memórias de outros dias.
O som dos pássaros permanece.
O calor amplia o dia e as tarefas domésticas recomeçam.
Na tv francesa, as notícias sobre os incêndios na Austrália assustam. Aumenta o calor 
na nossa sala. Penso em Rafael que está trabalhando por lá.
Decido escrever algumas linhas e quero me endereçar a Greta:
Não desista de sua tarefa hercúlea!
Some força com os outros jovens do mundo inteiro!
Sinta a vibração da natureza e aumente sua luz a cada dia!
Não escute os políticos sem alma!
Os mares e os peixes gemem entre os sacos plásticos...
Os pesticidas danificam tudo ao redor...

Somos gratos a você todos os dias!
Auguri!
Vida longa!
Obrigada, Merci, Danke, Gracias, Grazie, Thanks, Tack....


                                 
                                                          Foto de José Eduardo Barros
                                                          em dezembro de 2019