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Poesia na chuva

Entre os dedos saboreamos dias e noites Que nos chegam quentes ou frios Algumas vezes as tempestades alcançam as areias E nossas veias amargam um sabor sem sabor algum Quando as chuvas cessam deixam ver a algazarra Que a natureza não previa Árvores caídas e raízes naufragadas na lama Entre restos de resíduos humanos O lixo não nomeável vai e vem A bordo destas letras que o alcançam No campo de mãos abertas Sentir a natureza transbordante Sorver com a boca o sofrimento Que pode ser de água ou de fogo em demasia                                                                            ...

Letra Aberta de Herberto Helder

Leio Letra Aberta de Herberto Helder. Porto Editora, 2015 Um livro comprado em Lisboa no bairro do Chiado.  Os versos são frutos de “uma escolha realizada pela viúva do poeta”, Olga Lima, no momento do primeiro aniversário de sua morte.   Cito: “ a morte é sempre estranha:   morre-se todos os dias   e enquanto se morre pede-se uma esmola para matar a fome de outra vida,”                                                                                                   ...

A letra da Água de Luciana Brandão Carreira

Recebo pelo correio no final do dia, ontem, embrulhado em papel branco. Capa dura azul. Poesia. Editora Paka-Tatu. Belém do Pará, 2017. Belo em muitos sentidos o livro de Luciana entusiasma. Em goles longos ou curtos vou sorvendo-o "no ventre da boca". "Escuta" : "ouço a língua da morte cantar a escrita viva               carne que funda a palavra." Em "partitura" "Mais um espasmo no meu ventre" que recolhe com sede os versos de "sete sementes de romã" "Vida em estado e rota de colisão com o Tempo.  Não adianta desacelerar.  No cio do poema plantamos sete sementes de amanhã." ........ ............... "Fizemos sangrar o prefácio dos tempos. Colhemos o fruto dormido no canto da boca. Partilhamos as bocas. Cantamos o ramo - romã amor." Parabéns, Luciana! Rio de Janeiro, 17.06.2017

"Navegar é preciso, viver não é preciso"

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(fotos de José Eduardo Barros: Évora, Estremoz e Monsaraz) No século I a.c., o general romano Pompeu, encorajava marinheiros receosos, inaugurando a frase “Navigare necesse, vivere non est necesse.” Corria o século XIV e o poeta italiano Petrarca transformava a expressão para “Navegar é preciso, viver não é preciso.” “Quero para mim o espírito dessa frase”, escreveu depois Fernando Pessoa, confinando o seu sentido de vida à criação. (retirado do site da Universidade de Coimbra: www.uc.pt/navegar/ ................... Hoje, a frase me habita. E, relembro que era sempre repetida por meu pai, ao longo da vida, em momentos distintos.  Viva! Viajar é preciso. Criar é preciso. Experimentar é preciso! É preciso navegar ... Viver, como já afirmaram outros, não é tão preciso assim... Rio de Janeiro, 12.06.2017 

Flores secas na beira da estrada

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                                        Delicadezas do Alentejo. Portugal, primavera de 2017

Colagem portuguesa e fragmento de Os Lusíadas de Camões

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                                          Fragmento de Os Lusíadas de Luís de Camões, Porto                                           editora, 2014                                           Canto II                                            13                                            "Aqui foram de noite agasalhados,                                     ...

Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva

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                                         No detalhe, obra de Vieira da Silva em Lisboa, 2017

Um silencio que fala...

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                                            Fotos feitas por mim em Portugal                                            Cromeleque:                                           repito este nome enigmático,                                           e experimento  olhar as pedras                                           enterradas no chão do Alentejo.                           ...

Detalhes de Portugal

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                                          Fotos feitas por mim no Alentejo                                                 Alentejo,                                           O vento respira o ar seco                                           e deixa passar o deserto.                                            Não há insetos ao redor.                           ...

Ruas de Lisboa, primavera de 2017

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Revista Piauí, capa de maio de 2017

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                                                         Divulgo e deixo aos leitores as inúmeras                                                          leituras que a imagem desta capa histórica                                                          nos traz! 

Atenção:

Muitas cabeças vão rolar. Não se sabe ao certo o rumo que teremos nos dias que virão. Momentos sombrios desvendam os nós que escondiam os fatos. Caem as máscaras. Nas ruas escutei restos de conversas: "Não há direção!" "Vamos pedir pra voltar para o dia de ontem que era melhor." Os homens de terno estão sérios. Os porteiros dos prédios também. Não estamos na época da guilhotina, mas muitas cabeças vão rolar... Na TV dizem: "precisamos blindar a economia." Muitas cabeças vão rolar! Rio de Janeiro, 18.05.2017

O céu é cinza e o país sombrio...

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                                             Fotos feitas por mim, hoje, 18.05.2017

Salvador Sobral - Amar Pelos Dois (Portugal) Semi-Final 1 and Grand-Fina...

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Evento em Lisboa em 24 de maio de 2017

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Outono na Urca

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Fotos feitas hoje por mim

Do livro Oito noites em Veneza

                                                                *      Monet pintou 37 telas em Veneza. Sua mulher, Alice, conta em algumas cartas que eles chegaram a Veneza no mês  de outubro de 1908 pela primeira e última vez. As visitas aos  palácios e a vida em detalhes são relatadas à filha Germaine.  As horas corriam nos pincéis de Monet, muitas vezes  pintando no canal à tarde e, depois, desdobrado, debruçado na janela do quarto. Permanecia incansável apesar da idade.      Alguns afirmam que Monet permaneceu em Veneza em  sua pintura. Com ninfeias ou não, seus quadros colorem de  azuis e vermelhos os Crepúsculos de Veneza. (...) Pgs 30-31.

Em maio de 2017

Pergunto a mim mesma: Por que, aqui no Brasil, não se fala sobre os problemas graves que acontecem com os jovens e as crianças em geral? Por exemplo, não se comenta os problemas sérios que os celulares causam ou podem vir a causar às crianças pequenas.  Escutei, aqui mesmo no Rio de Janeiro, que os médicos que tratam de câncer em crianças em geral   temem o uso dos celulares enquanto as crianças estão em formação. Mas, parece que este assunto tão sério não interessa à mídia. Por que será? Mas a incidência de câncer infantil cresceu muito! Escutei, também, que em um país europeu bem adiantado estão colocando as meninas e os meninos, os bem jovens e os adolescentes informados sobre os danos causados pelo álcool. O programa instalado nos colégios tem conseguido reduzir enormemente o uso do álcool entre os jovens. Porém, por aqui, não circula nada sobre isso. Insistimos em priorizar os eventos em vez de inserir na nossa educação a importância dos cuidados com o cor...

Do livro Canto de sombras, 1997

.................................. Acordo no silêncio dos começos Versos do poema "Naturalezas", dedicado a Manoel de Barros p. 41

Bastão do Imperador - ciclos da natureza

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                                                     Jardim Botânico do Rio de Janeiro                                                      em fotos de José Eduardo Barros.