Poesia na chuva
Entre os dedos saboreamos dias e noites Que nos chegam quentes ou frios Algumas vezes as tempestades alcançam as areias E nossas veias amargam um sabor sem sabor algum Quando as chuvas cessam deixam ver a algazarra Que a natureza não previa Árvores caídas e raízes naufragadas na lama Entre restos de resíduos humanos O lixo não nomeável vai e vem A bordo destas letras que o alcançam No campo de mãos abertas Sentir a natureza transbordante Sorver com a boca o sofrimento Que pode ser de água ou de fogo em demasia ...