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Mostrando postagens de janeiro, 2016

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O novo livro de Pascal Guignard

Princesse Vieille Reine de Pascal Quignard Comprei em Agosto de 2015, em Paris, o livro recém editado pela Galilée O livro e o título Com menos de sessenta páginas, o livro elegante de Guignard me atraiu primeiro pelo título. Posso traduzi-lo, de imediato, como: Princessa   Velha Rainha   cinco contos ou, ainda, Princesa Rainha Velha em cinco contos. As duas formas fazem o leitor pensar. Sugerem um caminho na linguagem no qual a menina-princessa se depara com o lugar de uma rainha na velhice? Possivelmente. Mas, não só isso. Logo na abertura do livro encontro, em uma folha solta, uma Prière d’insérer. Surpreendida pelo fato procuro a tradução mais ampla para o gesto do autor. Uma Prière/Prece aqui não se parece com uma oração. Vou buscar desvendar a expressão em diálogo com uma amiga francesa. Princesa, velha rainha Em cinco contos revela-se em cinco vestidos: um quimono japonês, uma longa túnica, um vestido de seda da China, um ma...

A Claridade

Na frase, às vezes, não se encontra muito facilmente a claridade. Em meio aos nomes e colocada ali de forma tal que deve pulsar de repente, a claridade participa da elegância da linguagem, mas não tem relação direta com a simplicidade das idéias e, sim, com o ritmo (a condensação, aquilo que já foi dito antes mas que se mostrava desgastado). A claridade tem relação com a invenção. A claridade está na linguagem assim como estamos todos nós na natureza. Nós participamos da natureza, mas não somos a natureza!                                                                               ...

Escrevo:

E… enquanto Assisto constrangida o vai e vem dos imigrantes no mundo europeu, principalmente assisto comovida a luta destas mulheres e homens por uma vida digna. A grande maioria procura escapar das bombas sem fim que pipocam em todas as direções. O desmonte da vida e das raízes destas pessoas não se parece com Nada. Talvez, com as invasões e bombardeios durante a Segunda Guerra nas regiões em luta. Porém, essa gente não escolheu a Guerra. Submetidos a tal barbárie, mal têm tempo de pensar e entender o que se passa em seu País. A terra que deixam para trás, a história, as raízes e até mesmo a língua são parte de um Tempo nunca antes imaginado como perdido. Precisamos respeitar essas pessoas. Entendê-las em seu sofrimento. Ajudá-las a superar o trauma e a sustentar a humanidade que possuem. Enquanto, o mundo se transforma e se define na direção da redução de princípios humanitários antes considerados básicos, alguns países, os ditos civilizados, só pensam na gu...