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Mostrando postagens de abril, 2026

Conselho de final do dia

É preciso colocar a cabeça fria pra funcionar.  Meu caro, menos viagens e mais atenção aos políticos que desejam te dar rasteiras... Sem dizer os nomes mas percebendo a bagunça que desejam fazer ao seu redor. A política é mesmo muito louca... E há homens insanos demais envolvidos. Que lástima!

Nota de final de abril

Recebo o Diários (1970-1986) de Andrei Tarkovski Realizações editora, SP. 2012 Vou ler em grandes goles. Tradução de Alexei Lázarev São 683 páginas  Um presente sublime de meu marido! O diário de um cineasta genial que filmou com a alma!

Momentos

Um ano Um mês  Uma semana Um dia Um minuto Um segundo Um instante O fogo-fátuo

Diário feminino

Nunca pensei sobre isto mas este tempo chegou. Em alguns momentos do dia ou na caminhada maior uma bengala caminha comigo. Não há nada a lamentar no fato. Já escutei de um desconhecido que fico muito interessante ao caminhar assim. Ou seja, com a ajuda de uma bengala. Então, caros leitores, há tempo para muita coisa nesta vida. E há o tempo do envelhecer. Envelhecer com arte, com sobriedade e escrevendo muito. Envelhecemos na expressão do olhar. Mas o sorriso é o mesmo. E a escrita cresce. A escrita se abre mais livre. Versos livres. Mas há os metrificados ainda ou os mais ousados. Escrevo bastante e assuntos diversos.  Resenhas. Poemas. Diários.  Livro de Memória. Pinturas em telas nascem neste tempo. Fotografias no gosto do olhar. A arte de inventar. Prosa. Programo livros à venir. E as viagens começam a ser sonhadas, voilà!

Poetas de cabelos brancos

Aqueles e aquelas de tantas idades: Poetas de mãos calejadas das tarefas do tempo. Os que escrevem também com os pulsos. E aquelas que suspiram na escrita  o fogo e o vento das terras ou a chuva chegando abençoada.  Da boca de sílabas sinceras soam palavras que acendem o agora. Poetas de cabelos brancos. De frontes amplas marcadas por linhas que a escrita sublinha em versos e versões. Poetas de portas e janelas. Das ruas e das altas árvores   por onde sopram as rimas  ribeirinhas da ausência. Rabisca o poeta apreensivo  o mundo de estrelas e de bombas.

Nota matutina

 Dai ao homem o que é do homem. Rio em final de abril de 2026

Com a Inteligência Natural

Quando um escritor escreve Quando um poeta faz versos  Quando um pintor pinta  Quando um escultor faz uma escultura Quando um professor monta sua aula Quando um artista faz sua instalação  Quando um curador de arte prepara uma exposição  Quando um psicanalista trabalha com a escuta Quando um médico opera um paciente Quando um operário trabalha em uma fábrica  Quando um leitor lê ou estuda Quando o cientista constrói sua teoria  Quando um historiador pensa assim como o filósofo ou o matemático  Quando um cineasta compõe seu filme  e quando o artista compõe seu personagem Quando um músico escreve sua sinfonia ou a harmonia das notas no papel E quando a música sai pela voz de quem canta enchendo o mundo de alegria Quando ... Quando a humanidade soma gestos  planta árvores e faz jardins e os homens cuidam dos animais no campo anima-se a alma do mundo, sempre. E quando as mulheres alimentam crianças  e cuidam de tudo ao redor é quando rezamos...

Atenção minha gente

 Será que entendi direito, pois acabei de ouvir a noticia, em espanhol, que diz que os EUA não enviaram representantes para o encontro sobre a paz com o Irã que teriam no Paquistão. O ministro iraniano das Relações Exteriores estava lá, mas ninguém compareceu. Porém... As tvs do mundo mostram a tentativa de assassinato (?) ao presidente americano em um hotel de Washington durante um jantar de gala. O mundo gira com cenas de cinema americano. Difícil de crer e difícil de ver! Só mesmo escrevendo ficção!

Mais um sábado com poesia

 Repouso no colo dos versos!

É preciso dormir de olhos abertos

São tempos trágicos: Um governador desgovernado pensa que pode vender terras de nosso país para empresas americanas. E salve-se quem puder! É preciso criar leis de proteção às terras raras, claro! E quem autorizou quem para negociar redução de taxas americanas feitas ao Brasil por terras raras?  My God! Enquanto no Líbano, os soldados de Israel matam uma jornalista depois terem ameaçado ela de morte. É inadmissível. Tentam fazer no Líbano uma nova Gaza. Que pena, muitas vezes! Nos Estados (des) Unidos tudo continua acontecendo de forma atroz. Por lá já perderam tudo: humanidade, caráter, vergonha e tudo mais... O poder tomou conta da civilização.

Diário feminino

É preciso escrever e dizer o dia e os horrores que nos cercam. Impossível viver tudo isso  em silêncio.  Eu escrevo, escuto meus analisantes. Trabalho com a psicanálise há muitas décadas. Mas, também, escuto meus pensamentos mais sinceros. A ética é a mesma.  Ontem, fiquei sabendo que em SP prenderam um casal jovem de palestinos no aeroporto.  E estão detidos há mais de uma semana. A mulher está grávida de três meses e anêmica.  Como é possível que isto aconteça no Brasil? Eles têm visto de turismo e vieram do Egito. * Ufa! Finalmente, a Justiça Federal autorizou a saída do aeroporto e entrada no país deste casal e ainda seu filho de um ano, com problemas de saúde.

Ainda

 Ainda que desejásemos acreditar que os EUA são um país sério, seria impossível.  Isto porque o que vemos é uma paralisação de seus senadores diante da política assassina em curso, uma arrogância sem fim de seu vice-presidente nas negociações com o Irã e uma falta de vergonha de seu secretário de Estado ao declarar, ontem em Berlim, diante dos governos europeus que é importante retomar a colonização para voltar a ser grande. Sem comentários.  Mas o mundo precisa se posicionar diante disto.

Não é possivel esquecer:

O Império americano é um Império assassino. Já matou mais de 38 milhões de pessoas no mundo. O fato foi divulgado, segundo informações que circulam na Internet, pela revista Science de novembro de 2025. (A conta começa em 1971 e vai até 2021) É estarrecedor! Inadmissível! E comprova a loucura que impera por lá!

Diário de abril

Se eu pudesse escrever os dias verdes e azuis da infância em tintas e nuvens que  acordaram as manhãs e os banhos de rio, na década de cinquenta em Manaus, Se eu pudesse contar as ondas do mar da adolescência em Ipanema, quando o sol  brincava em riscos brancos de sal nos meus braços, Se fosse possível listar os livros que li, naquelas décadas de Ditadura, quando o tempo  corria devagar e as sessões de cinema traziam a vida em technicolor,  Se as viagens de férias para Guarapari e Teresópolis somassem a idade de meus pés,  Se os sonhos sonhados fossem menores que os sonhos vividos, Se as mãos que escrevem poemas pudessem dizer até os devaneios, Se os versos e as histórias ouvidas pela voz de meu pai estivessem mais perto, Se as viagens de estudos pudessem continuar eternamente, Se fôssemos um e outro lado a lado sempre, Se o mundo deixasse para trás as guerras loucas, Se as mãos nos dessem a dimensão do nosso imaginário,  Se fôssemos falar com Deus no escur...

Poesia tardia

Não me olhes com estes olhos loucos e mansos. O passado já passou por aqui e não foi ontem. Na porta do quarto aberta escutei teus passos entre as paredes e o brilho do chão.

Roseiras

Quero plantar roseiras.  Rosas vermelhas. Rosas rosas.  Amanheci assim. Procuro o canto do muro e com as mãos abertas levo a cor e a vida abraçadas.  Desperto de um sonho antigo e levo rosas,  sim, rosas de muitas cores: amarelas, brancas, lilases.   Despertando pássaros e cantos  levo comigo o amanhã. 

Sem título

O sopro da noite nos dá notícias de outros povos. Há ameaças circulando mesmo em tempos de trégua.  Na mesa da sala a jarra d'água respira sua existência.  A música de Alma Mahler ou de Chopin acende sentimentos e versos pelos cantos dos olhos. O mundo despido de harmonia suspira. E suspira diante do absurdo destes dias. Crianças procuram água.  Crianças desejam dormir. No canto do muro ou da cabana é preciso resistir. Nesta noite de domingo, em abril de 2026

Discurso histórico de Lula

Agradecemos, mais uma vez, as palavras únicas e sinceras do nosso presidente Lula! Agora na Europa, na Espanha e diante de jovens e políticos da esquerda progressista. É preciso ouvi-lo. E ouvi-lo outra vez. Depois, bater palmas. E junto com todos que estavam lá, dizer bem alto: Bravo! "É preciso garantir a paz no mundo!" Rio de abril, 2026

Ainda é sábado

Final de sábado com suavidade. Respiro... Mas os fascistas continuam agindo como fascistas. E a mídia internacional finge que não vê.  Algumas crianças de Gaza temem as bombas. Elas surgem no meio da noite. Crianças precisam dormir. Free Palestine!

Tardes de abril

Nestas tardes, os dias seguindo nuvens brancas, sem certezas de nada, seguram as horas de misericórdia.  Pernas e bocas deixam traços.  Inquietas e ternas, as tardes de outono sopram ventos.  Sopram profecias as horas deste dia. Um poema de angústia  cai no caminho. Obscuro mundo incerto. Mundo sombrio.

Homens sem direção

Estradas abertas no dia. E no dia seguinte os corpos no chão. Sem direção. Lançados ao acaso no ritmo imposto alguns homens fogem. No minúsculo de um instante abrindo esferas novas  para a eternidade seguem. A porta que desliza é outra. * A boca virgem. Quase não cala. Fala. A língua diz o sol. O outono espera. * Dobrarei os pulsos a escrever A face oculta do mundo A minha face A casa A pátria  O suor e o silêncio. Rio de outono, 2026

Diário

Um espaço. Um poema. Ausências. Uma página ou uma linha. Pontuações.  Riscos. Respiração.  Rio de abril, 2026

Líbano: "no nos queda ningún lugar"

 Uma menina de oito anos nos conta: - "Não consigo mais sonhar. Quando durmo só tenho um sonho: estão bombardeando a nossa casa." As cenas falam por si. A família se desloca de carro. Seis pessoas dentro de um carro. (Três adultos, duas crianças e um bebê de menos de mês) Afinal, que mundo é este? O governo de Israel já matou mais de duas mil pessoas e dezenas de crianças. As cenas da France 24 nos emocionam.

Diário, 15 de abril de 2026

 Escrevo  e neste blog mantenho, há mais de quinze anos, alguns poemas que nascem pela manhã ou no final do dia, enquanto a força da escrita pulsa. Ainda escrevo pequenos fragmentos: textos críticos a tudo que me rodeia neste mundo que gira muito enlouquecido.  Já tive muitos seguidores anônimos no Brasil e ainda os tenho, porém, agora, surgem leitores novos e eles surgem ao redor do mundo todo. Agradeço, a todos os que se debruçam em minhas letras.  Merci, thanks,  gracias, grazie, danke  Obrigada, arigatou. Shukran, spasibo. Tack, takk. ( e mais e mais ainda...)

Segunda-feira, 13 de abril

Voltamos a contar os dias. Parece brincadeira de criança mas não é.  O poema nasce lento. Vago. A nuvem longe no azul do outono ainda fabrica sonhos? Voltamos a imaginar a vida. Parece ainda possível. É possível viajar? A bomba que ameaça mata. Importa lutar. Lutaremos pelos nossos olhos.  Sim, lutaremos sempre. Há ainda um céu bordado no horizonte. E as madrugadas correm sob nossos ombros. Os meus olhos e os teus esperam. Temos sonhos a sonhar. Mas os mortos partem derepente. Na claridade se vestem de silêncio.  Não me parece ser tempo de lucidez. Com dedos retos escrevo o movimento vivo deste instante: um gesto só. (E basta)!

A grande farsa americana aos olhos do mundo

 Hoje é o segundo domingo de Páscoa. Enquanto isso, os países do ocidente que pretendem dominar o mundo, com arrogância e infantilidade, ameaçam de morte líderes iranianos com quem foram conversar buscando um caminho para a paz. Nesta manhã de outono, daqui do Brasil, acompanhamos os gestos, as posturas políticas e falas destes homens sóbrios que enfrentam a raiva da ganância americana. Eles, os americanos, infelizmente, não são mesmo confiáveis! Eles só querem a guerra! Basta ouvir o leviano Trump para entender o que desejam. Somando força com o alucinado de Israel se tornam os grandes assassinos de noss o tempo. Só não vê quem não quer! * Buscando um caminho mais aberto, onde será possível ainda escrever as memórias dos dias, escuto pássaros...  

Dia 11 de abril de 2026

As conversas sobre a paz nos países invadidos pelo E.U.A ou por Israel se desdobram no Paquistão nesta tarde. O curioso é que se misturam com ameaças de morte aos líderes do Irã que participam da tentativa de conversa. Nunca vimos nada igual. O real da violência humana está exposto em cenas cruéis em toda parte. Nem dá tempo de reagir. As aberrações são tantas. Lá como aqui há horrores acontecendo na política. Manobras, mentiras, traições. Há países que se aliam a outros por covardia. Há posturas violentas sendo levadas adiante encobrindo um horror pior ainda. Mas, até quando? Não consigo crer que alguém em sã consciência deseje eliminar um povo ou uma nação pensando ter direito a este ato extremo por ser melhor e mais digno daquela terra. Assim como não dá para aceitar alguém do mundo politico colocar em votação uma medida ou lei que vai punir quem se manifeste, livremente , contra estas violências que acontecem no mundo de hoje. Uma jovem deputada pensa ser possível fazer uma lei par...

Amanhã é sábado

Pingos escorridos nos olhos. Assombramentos. Pedras no chão  e a poeta entre os destroços.  No Líbano há nuvens e ruídos. Aberto o campo de visão  as mãos de esperança  andam com delicadeza.  Realmente é uma data vaga aguardar o dia seguinte. A bordo do mundo de hoje não sabemos se vai  existir o amanhã. Se o relógio e os pés  sentirão o chão.  Se um poeta escrevendo terminará seu verso. Amanhã é dia 11 de abril.       Para Khatoun Salma, poeta libanesa

E as guerras aumentam os problemas do mundo

 2. Ontem, à noite, ouvimos uma conversa entre dois embaixadores na TV francesa em espanhol, canal 710. Não disseram nada diferente do que pensamos. Então, repito alguns pontos: A guerra dos EUA contra o Irã não tem explicação plausível.  A razão afirmada pelos Estados (des)Unidos é mentirosa. De fato  eles querem o petróleo da região e dominar o país como já fizeram outras vezes em outras regiões do Oriente Médio. Eles têm petróleo mas querem mais ainda. Por isso,  também, sequestraram o presidente da Venezuela, etc. O problema maior para o mundo será se esta guerra se estender muito. Eles não imaginaram que o Irã iria fechar o estreito de Ormuz. Repito: "O presidente americano é tema para psiquiatras e psicanalistas." Alors... O jornalismo brasileiro precisa acordar, meus caros. É preciso pensar. É preciso criticar. E ainda: "Os americanos não podem romper com a Otan, porque precisam dos parceiros europeus para continuarem a ter suas bases de controle na Europa." ...

E as guerras aumentam os problemas do mundo

 1. Vivemos dias de horror. Os bombardeios realizados por Israel não cessam de acontecer no Líbano, e até com a trégua combinada eles bombardeiam. E é assim que até mesmo duas ilhas iranianas foram bombardeadas. Assistimos, hoje, inúmeras vezes as palavras serem distorcidas por políticos insanos, que não prezam nem as próprias palavras, já desgastadas e totalmente sem moral. Veremos a partir destas guerras em curso que será difícil determinar a imigração de povos árabes. Libaneses ou não. Claro que todos têm direito à vida, com moradia, saúde e educação. Os países mais ricos são responsáveis por essas guerras loucas, diretamente ou não, e devem se responsabilizar na reconstrução dos países destruídos. Mas a passagem, a circulação das pessoas que desejam uma vida segura e portanto precisam deixar seu país, e viver em outro não pode ficar restrita por medidas semelhantes às colocadas em ação nos EUA. Vejamos que se esses países europeus que apoiam as guerras loucas, seja até mesmo po...

A normalização da violência

 Não sabemos para que serve ver a face oculta da lua, mas sabemos que a face oculta dos líderes mundiais sádicos e infames tem nos dado incertezas e tem nos ameaçado de forma irracional nunca vista. A normalização das ameaças de um presidente adoecido em níveis nunca vistos parece ser um novo código utilizado nas 'não' negociações políticas. Parece que conforme as violências avançam, os códigos conhecidos caem por terra e as mentiras se misturam com os atos. Não há mais certezas de nada. Quisera usar minha 'bola de cristal' e poder dizer aos homens de nosso tempo: Não é possível confiar em quem mente sem parar. Não abram mão das posições sérias. Confiem nas civilizações antigas. Mas, minha bola de cristal só é percebida pela sinceridade das crianças.  Relembro que há muitos anos atrás, um menino pequeno me disse: - "Você deve ter uma bola de cristal." Quisera, hoje, não estar vendo a face oculta dos homens de nosso tempo; os sádicos e infames que ousam ameaçar...

Quem vai barrar esta insanidade americana?

E quando? Ninguém percebe que não é possível viver diante de tanta violência? Ameaças e violências adoecem.. O mundo parece estar estarrecido e paralisado. Que horror! Mas, até quando? ** E no Brasil há jornalistas loucas na contramão.  *** Amigos, ao assistir os noticiários do Brasil e do mundo eu quase sufoco!

Uma memória velha

 Já posso dizer que tenho uma memória assim tão antiga? A leitura do livro de Púchkin me leva por caminhos estranhos. O título do livro, logo que chegou, não me pareceu novo. Comecei a ler e com o coração animado fui encontrando flashes de memórias. Inesperado. E ao mesmo tempo comovente.  Eu, certamente, era muito jovem quando li este livro tão surpreendente. Agora, tenho a alegria de relê-lo. A filha do capitão na tradução de Boris Schnaiderman. Descem pedaços de texto com ternura pelos meus olhos. Algumas expressões russas me causam arrepios... Qual seria a minha idade quando encontrei este livro? Um poeta russo me alcançou ainda no tempo dos diários da adolescência? Ou um pouquinho depois? Não importa. O mais importante é resgatar algo deste tempo de minhas leituras tão sérias. Tão belas. Um grande poeta e escritor russo: Aleksandr Púchkin. 

Com os livros ao redor

 Na Páscoa nos presenteamos com livros. Hoje chegaram aqui dois exemplares fantásticos: A Filha do Capitão de Aleksandr Púchkin e Por uma outra Globalização de Milton Santos. Chegam e se somam aos nossos muitos livros queridos. E já são mais de dois mil. Eu diria que bem mais. Há livros de arte sobre as mesas. Livros de poemas em locais especiais. Literatura e arte para todo lado. Não compramos ovos de Páscoa.  Nos envolvemos nos livros, felizmente! Recebemos um bolo de laranja de presente de uma amiga sincera, e mensagens bonitas ou divertidas. * Nestes dias tristes continuamos com a pergunta: Como transformar a ruína em alguma coisa nova, surpreendente? * Anoitecemos pensando...

Domingo de Páscoa:

Sopramos ventos e abraços. Sopramos esperanças e tememos tanto este tempo que nem sei dizer o embaraço. E a guerra infame demais, atrapalha todos nós.  Vamos lutar, sim. Sempre mais e mais. Esperança:  Palestina livre. 

Hoje é sábado de Aleluia

 Na infância era o dia de "malhar" Judas. Imagine! Em Manaus, no final do dia, as crianças se reuniam para malhar Judas; um boneco de pano dependurado em um poste. E todos diziam a mesma coisa:  "bate-se em Judas porque mereceu". A expressão, hoje, causa estranhamento. Afinal, ainda é um dia de silêncio e espera. Um sábado santo. Para os cristãos a "aleluia" é um momento de oração.  Neste dia, Maria, a mãe de Jesus viveu imensa solidão.  Porém, os tempos estão mudados. E muito mudados. Amanhã é domingo de Páscoa.  E no ocidente querem comer chocolate. Imagine! Os que fabricam as guerras continuam enlouquecendo o mundo. A regra é consumir. As guerras e os assassinatos de jovens e crianças têm uma representação nesta cena inumana. Vamos compondo os tempos de nossos antepassados, com as mensagens que nos alcançam desde os evangelhos, os textos de Averróis e os livros lidos em décadas diversas. No entanto, nunca vimos tanta violência e mentiras misturadas. Cam...

Poema de abril

Eu falo de outro lugar Perto das nuvens e das estrelas Onde construo sonhos a sonhar Onde os passos a dar... Abril Acontecem lentos Mas o pensamento ligeiro se abriu Acomoda o mundo em outros movimentos  Água fria entre os dedos  Dias de lírios  E a torrente de uma escrita  Alcança árvores e folhas  (E a justiça tarda mas acontece) * Sem anistia!

Quanto ao Brasil:

 Na luta para voltar ao poder, a oposição de Direita e Extrema-Direita joga o jogo sujo de sempre: mentiras e armações.  É bem impressionante constatar que os mesmos homens de sempre agem na ganância de ações contra o próprio país armando falcatruas o tempo todo. Vamos assistindo ao longo do governo Lula as dificuldades inúmeras que se impõem com estes "monstros" buscando desmontar ou impedir que a política humanista e justa aconteça.  Os mais ricos não podem pensar minimamente em construir um país mais justo. Só cedem ou concordam com alguma mudança se representar mais dinheiro aos seus bolsos já gordos de tudo.  É bem ridículo constatar que os passos a dar na construção de um país soberano ficam presos nas mãos destes sujeitos tão infames. Em uma medida distinta mas da mesma ordem é o que vemos acontecer nos Estados (des)Unidos. Só que por lá é muito mais complicado, porque as medidas violentas geradas nesta luta por mais e mais poder e dinheiro matam.  Matam ...

Uma imensa podridão

 Ao acordar, e tomar conhecimento dos noticiários internacionais comandados por uma mídia estranha, procuramos informações sobre a vida das pessoas que trabalham a favor e não na contramão.  Os governos infames gostam de movimentar as bolsas de valores no jogo bizarro que alguns senhores insistem viver. Ameaças e escuridão. Submundo. Bombas acontecem na cegueira destes dias tristes. Muitas vidas desperdiçadas.  Homens, mulheres e crianças assassinadas.  O mundo às avessas. (E, um presidente delirante que precisa ser freado.)

Abril, abril

A pomba da paz, errante e desconfiada não pousa em galho algum. Carrega no bico o mais necessário, um fio fino de linha qual erva de passarinho. A lembrar os dias onde somar  era possível. E a água não se misturava com o petróleo. Nem os gritos roucos de bombas existiam. A pomba Bum... Em um abril explosivo, 2026