Poema inédito
Escrevo uma página branca Uma página clara Sem pudor Escrevo com a dor de um dia De misérias e faltas inúmeras ao redor Escrevo hoje no final dos tempos De um tempo surdo Escrevo Sem me distrair e sem padecer demais Apenas escrevo com a brisa que não sopra Sem as árvores de outrora escrevo Ainda na falta de humanidade Buscando a solidariedade São puras as razões desta escrita São impróprias as suas delicadezas E marginal plural o contexto Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2016