Café Letrado Pequeno histórico: Creio que foi durante o ano de 2000 que inventei o Café Letrado. Visualizei-o como um “espaço” para leituras e conversas sobre o fazer poético. Pensei-o enquanto um lugar sem lugar (pois poderia acontecer em espaços outros que não os acadêmicos: livrarias, bibliotecas, etc.); um espaço, no qual os escritores e poetas convidados pudessem conversar e dizer de sua obra, dizer deste lavoro (com as delícias, as manias e/ou as tensões fazendo parte dos comentários ouvidos pelos leitores e também pelos poetas presentes). Diferente das conferências e das palestras, que os escritores em geral fazem nas universidades e em auditórios, o Café Letrado proporcionaria, à maneira de Maurice Blanchot, uma conversa infinita, ou seja, uma conversa com a escrita (que seria regada a café e biscoito). Os primeiros encontros do Café Letrado no Rio de Janeiro aconteceram na livraria ContraCapa no bairro do Leblon. Os organizadores convidavam dois escritores a cada vez para leit...