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Mostrando postagens de outubro, 2025

31.10.2025

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Luto na cidade do Rio de Janeiro

 1 Sim, estamos de luto nesta cidade e por esta cidade. Pelos jovens que morreram de forma inesperada e violenta. E estamos tristes por todos aqueles que votaram neste governo insano, que se mantém há tanto tempo causando danos graves à população.  Esta matança não foi a primeira, e todos sabemos disto. Mas quem vai determinar a absoluta impossibilidade de um governador assim continuar à frente desta cidade? 2 Meu caro ministro Dino, você tem muito a ensinar. O mal maior tem que ser cortado na raiz! As Pecs não resolverão a questão que tem raízes profundas na história. Mas elas, claro, poderão começar a contar a favor quando acontecerem. 3 Há décadas que escrevo sobre a nossa cidade que está tão adoecida. Adoecida pelos governos desgovernados que se estabelecem aqui, adoecida pelos excessos de bares espalhados pelos bairros da cidade, adoecida pelos excessos de festas e bebedeiras. Adoecida pelas distribuições e vendas de armas para todo lado (pelos desmandos e balas perdidas)...

O horror instalado no Rio de Janeiro

Orquestrado por um governo bolsonarista, que se estende há alguns anos de forma irresponsável, ou seja agindo como bem quer, o Rio de Janeiro, ontem, foi palco mais uma vez de uma série de assassinatos. Lamentamos e esperamos justiça. A reprodução de cenas de horror não cabe na cidade, dita, maravilhosa! Há que ter lei! 

Depois de ontem

 A tua voz permanece comigo quando deixas a casa: a palavra velha  e a palavra gasta. Me encontro com o vento em meio ao silêncio. Rio de outubro, 2025

Diário fotográfico

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Faço mudanças e novos ângulos nascem na nossa casa. O antigo e o contemporâneo, o sagrado e o profano se misturando. Meu trabalho de colagem "Mundi" e algumas telas; o cuzquenho: Madonna del Latte, José de Dome com dedicatória e minha pintura  "Ilhas do Leblon".  Uma rara coleção sacra com peças mineiras antigas (acervo de família), e uma mini santa Isabel, nomeada paulistinha. 

Così

Assim, seguindo os dias somando um domingo e outro, quase inaugurando o mês de novembro e ainda um pouco assombrada, persevero. A língua mãe  bate no compasso entre o vento e o chão.  Così così.

Amanheço cedo

E, hoje, é sábado novamente. As articulações ainda padecem. Vai passar, vai passar, repito. E escuto o canto dos pássaros. Ruídos de aviões ao largo. Longe. Ontem, um beija-flor verde escuro azulado deu um show diante de mim. Bailou. Abriu as asas e as plumas beijaram o galho espantado de tanta beleza. Bem perto. Agradeci. Rio de outubro de muitas cores, 2025

Poesia hoje

Uma rede de fios Flutuam sons antigos "The moon is a balloon"! Rio de outubro em tons de rosa, 2025.

Diário (en train de se faire)

Deitei cansada das histórias do passado. Calor e frio não dão o tom das mãos que escrevem quer eu queira, quer não.  Com os risos dos outros guardados nas gavetas ou as rugas de expressão alinhavando histórias revolvo as casas onde já vivi. Abro portas. Pequenas frestas me observam. O vento varre folhas no chão.  Deixei para trás recantos, móveis, um gramado verde e flores. Até os coqueiros ficam misturados ao pé de mulungu. Estas casas não são minhas. E vibrarei sozinha com as luzes de antigamente.  A banalidade da linguagem  brinca.  Fotos em pb. Um barco. Um Natal. Cenas em cor. Veloz o tempo saltita. Saltam espaços olhos úmidos. Rio de outubro, acácias e hortênsias nos jardins. 2025

A escrita em obra

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Leio Virginia Woolf com emoção. Leio Entre os atos, seu último romance, na tradução de Lya Luft.  E o leio logo depois de ter relido As ondas, ambos publicados na coleção da Novo século editora, obras que adquirimos em 2010 possivelmente. Eu me emociono desde o início com o Prefácio escrito por Antônio Bivar. Obrigada por recuperar o encontro de Virginia e Leonard Woolf com Freud em Londres.  Sim, esta escrita densa, poética e sublime é rica na narrativa que estende a história daqueles dias, em cenas familiares de delicadas e deliciosas fantasias.  Virginia nos abre uma cortina de sua vida literária desde seus Diários, editados pela Nós recentemente. E, aqui, neste seu último livro continua nos mostrando os pensamentos humanos permeados de devaneios. Um primor! Rio de outubro rosa, 2025.

Nota triste

Partiu no domingo passado, dia 12 de outubro, meu ex-marido Carlinhos. Gostava de caminhar na praia todos os dias, e partiu depois de uma caminhada. Partiu rápido, de um mal súbito.  Vivemos, durante toda a década de setenta e um pouco mais, nossos sonhos partilhados! A praia, o cinema, a música bossa-nova e o jazz. Dançamos muito ao som de Frank Sinatra, Beatles e Stevie Wonder. Éramos muito jovens. Cenários multiplicados: Búzios, Cabo Frio, Guarapari e Teresópolis. Silêncio... * Rio de outubro e de perdas inesperadas, 2025.

Diário

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Pelas paredes da casa sobem e descem  formas, quadros, texturas e sombras: cuzquenhos, espelhos, estantes, gobelins, telas.  Fotografias e mosaicos andam até no chão.  Escrevo revendo um próximo livro. Nasce lento. As articulações das mãos agradecem o calor de primavera. * Uma interrogação  Um ponto e vírgula.  Um ponto final. No espaço limpo e aberto, a serenidade de mais um dia. Um ponto no branco da página.  Respiração.  Um ponto de união: a paz desejada. Um ninho apenas. Um ponto de descanso. Suave e lento um pequeno caminho. Um ponto no universo.  Estrelas mil. Um traço.  Vulnerável navegação.  Um ponto de interrogação.  Mais um. * Pelas paredes da casa o branco caminha. Andam minhas mãos  na página branca. Abertura. Letras altas sustentam o vento. Vendaval. (Um ponto de exclamação)! * Detalhes de sombra e luz.  F otos domésticas. 

Escrevo o agora

Estamos em meados de outubro de 2025. O mundo se mostra dinamitado pela violência. Nem mesmo a nomeada Paz em Gaza pode ser considerada paz. Assistimos, escutamos e vemos as mentiras continuarem a se misturar aos fatos nos noticiários, naqueles que fingem acreditar no que transmitem.  As imagens, hoje, falam mais do que as palavras. Porém, os testemunhos ainda nos abismam! Homens palestinos saem das prisões de Israel depois de vinte e dois ou vinte e cinco anos de detenção em celas horripilantes. O que vemos é uma inversão de valores humanos nunca imaginada.  Tanto faz se é em Israel ou nos EUA, as sementes da violência estão lançadas e brotam homens de uma crueldade insana. Dentro mesmo dos EUA vemos a cada dia algo mais violento acontecer ao próprio povo. Não bastasse um presidente louco, eles ainda terão que conviver com as atrocidades, agora, se tornando lei. My God! Nem com ironia é suportável! Tudo muito distinto do mundo americano que conhecemos em leituras e em filmes ...

E,

Morre Diane Keaton, um ícone do cinema. Ela que nos fez rir ou chorar nos filmes de Woody Allen. Poucos dias antes, partiu Claudia Cardinale com sua beleza e inteligência imensas.   Estes dias de tantas manifestações a favor de Gaza são também, e principalmente, momentos onde lutamos por nossa humanidade. Alguns atores, cantores, cineastas do mundo todo gritam se manifestando com sua força e carisma pedindo não só pela paz entre os povos, mas pelo respeito entre os homens. Façamos valer a delicadeza! É preciso fazer vingar a inteligência do pensamento! Os livros, o cinema e a música sempre! Rio de outubro rosa, 2025

Domingo desdobrado

 3. À noite Antes de mais nada e ainda sobre Gaza: Quem vai se responsabilizar por tanta loucura? Quem vai indenizar os palestinos por um tal nivel de perdas? O escuro da noite não escurece os pensamentos. É preciso pensar no desdobramento de um genocídio como este.

Domingo desdobrado

 2. A luz se espalha na manhã azul. Uma luz lívida, pálida e quase branca. Mas a tarde chegará ligeira e cheia de sombras. Na praia estreita de areia e mar, em Gaza, os homens se perguntam: onde estão os peixes? Onde foram parar nossos peixes se indagam, também, as mulheres famintas, exaustas e sujas destes dias cheios de dor. Estas mulheres que carregam ainda seus filhos, os que restaram desta matança sem medida. Nesta faixa de terra, totalmente destruída, os idosos de olhos vazios procuram suas casas, suas ruas, seus vizinhos, seus irmãos, e olham para o céu que ainda os comtempla com um feixe de luz e lua pedindo que suas mãos sejam poupadas de tanta dor. Ora, a luz deste céu traz perigo de repente. Ora, o tempo do relógio não é mais escutado. No entanto, muitos se ajoelham em oração. 

Domingo desdobrado

 1. E não me custa desdobrar as questões mais densas de nosso tempo: Assuntos densos demais merecem reflexões. Uma escritora pode e deve deixar ver os pensamentos em ação.  Há muitas décadas que percebo a Extrema-Direita chegando ao dito Ocidente, primeiramente na Europa e, quase ao mesmo tempo, nos EUA onde se mostrava de forma mais disfarçada. Por lá, sempre foi assim. Não mostram bem a cara, falando claramente, e vão agindo pelas brechas com governos estranhos tomando posições de comando pelo mundo afora; militarização sempre fingindo defender a democracia. Com D. Trump confirma-se, definitivamente, a Extrema-Direita no poder. O assombro é ver aqueles que não querem ver. As falas violentas deste senhor são bizarras. São desconcertantes. São desconectadas e quase sem vocabulário. Mas tudo me parece bem orquestrado, claro.  O mais importante fato e tremendamente violento, ainda ocorrendo, é o total apoio que o governo americano deu e continua dando à invasão feita com ta...

Hoje é sábado

Que horror a escolha do Prêmio Nobel da Paz E sem comentários! (Pois a Democracia se dá pelo diálogo, e não no discurso da violência)

Uma casa no Leblon

De pedra e cimento.  De silêncio e vento. Paredes da casa contemplam as mãos.  Livros e telas pendurados ou estendidos. Miragens no chão.  Texturas, panos e cores. Cenários abertos.  Movimentos de letras correndo no aberto do pensamento.  E na paisagem do bairro  os corpos ardentes de jovens e velhos mergulham no mar.  Braçadas largas e vagas. De pé, um cigarro na mão. Bebendo de tudo. Juventude ou não.     Leblon de todos e de cada um. Águas, carícias e flores. Velas e veias estalam. Bairro alto de quilombolas. Rio de outubro rosa, 2025

Pés descalços

Andam com delicadeza  os pés nus. Pátios vazios e silêncios.  Na areia fina e fria  em arco voam. E dentro de casa pisam fácil. Caminham nuvens! Vestidos em dóceis meias acalmam a madeira do chão. De lado no sofá sopram ritmos e leituras. Enquanto o vento vadio vaza por todas  as brechinhas ao sabor dos quartos. * Cheguei em março.  E antes do sol nascer  avisei  (que já vinha!) Cheguei lento. Dei trabalho. E  dor. O sol dentro  de casa jorrou: um hálito-flor! Tudo que acende o chão brilha. E passa pelo olhar. Cheguei antes. E cheguei  poema! Rio de primavera e chuva, 2025

Diário

 Poesia e fotografia Uma luz cai no canto da cortina E no vidro da janela a vida se sustenta  Folhas que farfalham Asas de borboletas balançam Nuvens se encendeiam no azul Estou aqui  Inclinada escrevo este vento do mar De óculos escuros ele caminha pensando. Rio de outubro, 2025

Até quando?

Onde estará o ponto de basta? O que vemos acontecer, diariamente, há quase dois anos em Gaza ultrapassa todos os limites humanos! É absolutamente insuportável viver e ver esta crueldade que acontece com os palestinos. Vivemos com a crueldade do governo israelense que com o apoio do governo americano e a 'cegueira' de vários governos europeus causa e sustenta o pior momento de nossa história recente. Assassinatos são orquestrados em série e o desmonte de um país e sua história se desdobra. Não é apenas cruel, é bárbaro! Agora, depois de terem aprisionado a tripulação das inúmeras flotilhas que navegavam próximo a Gaza, ainda torturam Greta! A nossa jovem-esperança. A bela Greta que luta por nós e pelas causas humanitárias! Até quando estes monstros vão agir diante de todos nós, que queremos que eles sejam punidos urgentemente. Queremos que a lei volte ao seu lugar. Ou seja, que as atrocidades com os homens não aconteçam nem obedeçam regras loucas. Nunca mais um governo de extrem...

A pintura em ato

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  "Árvores em luta" nasce em dias de dores nas articulações das mãos. E assim é... Um dia e mais um. Delicadeza nos gestos. Rio de outubro, 2025 Sublimação em ato...