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Mostrando postagens de abril, 2019

Universidade de Veneza

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                                            Fotos de abril de 2015, em visita à bela Universidade Ca' Foscari.

Homenagem a Fernando Coutinho

Escrevi, antes de completar quarenta anos, alguns versos que aqui transcrevo: Entre os dedos de minhas mãos escapam meus pensamentos, nunca soube trancá-los. Enderecei o poema ao psicanalista que costumava me escutar. Declaro minha gratidão a Fernando Coutinho Barros! Rio de Janeiro, 28 de abril de 2019

Livros, sempre: filosofia, literatura, sociologia, história, psicanálise, etc,etc.

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                                             Livraria Lello - Porto                                               Real Gabinete Português - Rio de Janeiro                                            Biblioteca de Coimbra - Coimbra (visita guiada)

Leio Fustel de Coulanges. Viva!

Hoje, Dia Mundial do Livro, faço a minha homenagem ao livro A Cidade Antiga de Fustel de Coulanges.  O livro participa da coleção "A obra prima de cada autor" da editora Martin Claret, 2009. Tradução de Roberto Leal Ferreira. Texto integral. Logo em seu início os editores nos contam detalhes importantes da história do livro: "(...) as bibliotecas da Antiguidade estavam repletas de textos gravados em tabuinhas de barro  cozido". Depois, com a fabricação sendo modificada ao longo das mudanças nas diferentes sociedades até que o livro pudesse ser feito em papel, ele foi se tornando "uma mercadoria especial". Mas, "no moderno movimento editorial das chamadas sociedades de consumo, o livro pode ser considerado uma mercadoria cultural" e "símbolo cultural" pois se abre ao pensamento coletivo, e enquanto seu texto passeia intelectualmente vivendo e revivendo os sentimentos, as escritas - que nele revigoram ideias - circulam. O l...

Rio, 22 de abril

A cidade acorda devagar... Hoje é dia 22 de abril. Acordem! porque há inúmeros trapaceiros ao redor. Há ainda os alienados e estes são muitos. Nem as notícias nem as leituras conseguem despertar os homens de nosso tempo. No Brasil liberaram os agrotóxicos, e esqueceram a nossa água que não respira mais pureza alguma. Escutei que estão tentando autorizar a pesca de peixes em extinção. A natureza geme junto aos homens, mas ninguém quer ouvir. E a poluição dos mares avança e sufoca nossos peixes. Sacos plásticos em demasia. A cidade dorme... os homens lúcidos se contam nos dedos. Nem se reconhece mais os que falam o que precisa ser dito. Há ruídos em excesso. As fake news atordoaram os homens, e ainda circulam. O movimento das falas dos que não dizem nada nos constrange e envergonha, e anda na velocidade do que é falso, e permanece solto no vazio.

Concerto no Marrocos em homenagem ao Papa .

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Paris e a Catedral de Notre-Dame - uma homenagem

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                                             Foto de José Eduardo Barros em 2011 A Catedral de Notre-Dame participa da cidade de Paris compondo um cenário magnífico. A vida pulsa ao redor. Lembro que esta Catedral não é só cristã; ela é francesa  e universal. O silêncio de suas paredes fala. E diz também de trabalhadores anônimos da idade média. Sua arquitetura é luminosa, onde a luz "vertical" abre espaços de fé que pode vir a iluminar até mesmo os sem fé.    Assistimos algumas missas inesquecíveis lá, ao longo dos últimos quinze anos,  e ao som do impressionante órgão do século XV. Vivemos tempos difíceis!                                                                ...

Chuvas de verão?

                  A água desce os céus.  Molha as ruas,  os telhados, os ossos.  A chuva descortina a falta.  Nos trópicos, as chuvas amedrontam.  Crianças correm  na chuva que não freia os pés.  Chuvas torrenciais. Inundam rios, esgotos.  As águas invadem as portas das casas.  Lavam e levam as cores. Na claridade da nuvem, por detrás do vidro desta janela,  alguma coisa não se alcança de imediato.  O vento frio e o arrepio do corpo, mudos, respiram medo. Não é a chuva a razão deste texto, mas  os homens sem casa.  Homelessness .  Les sans-abri .

Caetano Veloso, Gilberto Gil - Andar com Fé (Vídeo Ao Vivo)

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Uma força para a cidade do Rio de Janeiro! "Andar com fé"!

Homens violentos

O mundo explode. A troca digna desaparece.Violência avassaladora vaza em muitas vozes. Os homens usam máquinas e armas. Sem diálogo desaprendem a fala. (...) Máscaras nas rugas da face. Um mar imundo afunda corpos vivos. Resta um zumbido en passant... (fragmento do livro O riso do inverno , p. 40)

poema (sem título)

Água e campo cravados de fé O sonho do menino não descansa Um ombro murcho de mãe Caminha o imigrante: terras de passagem Ler as palavras distintas de um estranho idioma Chegar nas terras de hoje de outro lugar Soldados de olhares e barbas (março e abril) Final de um inverno qualquer Sapatos gastos amarrados nos pés Água e tempo nos campos sem fé Incertezas perenes. Dias rasos de fumaça e farnel Sonhos de um menino imigrante (do livro O riso do inverno , p. 46)