Postagens

Mostrando postagens de junho, 2022

A aranha rubra

Imagem
  Editora Lumme, 2022 Projeto gráfico de Francisco dos Santos

Café letrado em 2001

Imagem
Augusto,  Paloma e eu organizando estes encontros na livraria Contracapa.  Inesquecível!  Os escritores Sérgio Sant'Anna e André Sant'Anna.

O horror em série

 Quando não se tem como nomear, silencia-se? Horrores em série.  Capítulos trágicos.  Cenas inimagináveis. Palavras de governantes sem escrúpulos.  Um país fora das normas de humanidade.  Qualquer que seja a direção tomada não damos conta de pensar o absurdo do momento. Rememoramos as falas de uma reunião presidencial: " ...abrir a porteira para deixar passar a boiada..."  bois, garimpeiros e traficantes de toda ordem, a saber, armas, drogas, madeiras e peixes circulam neste submundo bolsonarista em caos. Rio de Janeiro  16.06.2022

Mais um momento do livro

Imagem
 

Fragmento do livro Caligrafias

Imagem
 

Caligrafias

Imagem
 

Rio de Janeiro, 10.06.2022

Imagem
 Recebi, ontem, o livro O amor em cartas  com as delicadas e impressionantes cartas  trocadas entre os meus avós maternos:  Vovô Lins e vovó Bráulia. Leio em voz alta procurando o tom desta  correspondência de amor vivida em 1916- 1917. Impresso na editora Milfontes. Vitória,  2022 O livro foi organizado por Jussara Martins  Albernaz. E contém fotos em pb (arquivos de  família).

Amazonas em risco

 Destes dias tristes e frios guardarei entre os dedos  lágrimas de poetas Guardarei o canto dos guerreiros em luta no Amazonas E as sementes da sumaúma  para jogar no seio da floresta Daqui deste chão estranho à sombra de paredes altas as mãos embaraçadas  rabiscam a tarde lá fora No fio emaranhado se desenha algo infantil: Canções de roda Cantigas ao vento e orações  Em olhares e sorrisos acesos como tochas a folha da palmeira do açaí guardará a pureza E na claridade do rio espesso o sol deixará ver jacarés  peixes e cobras.  Curumins Os rios são fronteiras ( a água e a terra entre árvores e sombras) Vidas humanas em risco no ritmo dos frutos em movimento Daqui destes dias tristes guardarei a força de um devir Onde a palavra grita : resistir

Rio, 8.06.2022

 Diário  São tempos duros. Tempos de covid. Leio Virginia Woolf: Mulheres e ficção.  Só consigo ler Virginia. As 4 doses de vacina parecem me proteger. Mas quem saberá? * "Em nossa era psicanalítica, estamos começando a nos dar conta do imenso efeito do ambiente e da sugestão sobre a mente". P.11 E, comento, que : Estes ciclos de covid deixam a todos nós mais frágeis.  Eis que nossa visão do mundo parece ter sido capturada com ciclos de covid e de barbáries em séries.  O espírito poético me sustenta. E os detalhes das notícias que caem sobre a mesa da sala deixam ver onde estamos. Faltando apenas poucos meses para as eleições ainda temos que ouvir barbaridades, ousadias de "meninos grandes"  aprontando e pegos em suas mentiras horrorosas.  Ou bem pior, ameaças e mortes. A ficção e a poesia estão no meu norte.

Rio de Janeiro, 5.06.2022

 Diário  Resfriada.  Recostada pelos cantos. Adormeço e amanheço.  *

Poesia

 Palavra   Lavra rio de letras Palavras vivas Palavras mortas   Línguas e anseios No chão entre bombas  E sapatos   Rasga o céu  Nuvens vapores Soldados e idosos   Paredes janelas voam Tombam pontes  Cabelos cicatrizes vestidos   Lavra a palavra Procura Um patamar fora da dor

La Revue des Ressources

Imagem
https://www.larevuedesressources.org/journal-de-solange-rebuzzi-suite-4,3204.html Nova postagem de meu Diário com tradução de MÁRCIA RAMBOURG  Desfrutem desta impressionante gravação, que recebi como cometário de uma amiga francesa ao meu verso em um dos poemas acima traduzido. Merci, Marie! Os versos de Deleuze, (ele mesmo) sempre contundente!