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Mostrando postagens com o rótulo Poema publicado pela primeira vez na revista eletrônica Famigerado n. 1.

Poema da madrugada

1. Perdida no metrô ela marcha sem fronteiras uma pressa sem fronteiras todos correm - correm c'est par là - ah non - c'est par ici Ah, oui ! Todos têm pressa uma pressa de todos os dias todos os gestos nos pés poeira outros povos outros chãos c'est par là ah oui mais non c'est par ici (um sobe-e-desce não mais de ruas e avenidas no metrô todas as línguas !) 2. A mulher sorri alimenta o filho-bebê-indiano olhos de vazia Amêndoa L'amande de Paul Celan est là dans ce moment au métro et je suis là aussi (com o olhar pequeno e marrom) A mulher reconhece em mim a mulher do dia anterior - à mesma hora : 15:15 na estação Cité Universitaire Mas como posso seguí-la agora que desceu de repente ? Não saberei dizer o que faz essa mulher e seu bebê no trajeto do metrô jusqu'à station St. Michel Notre Dame (Amande: fruit en forme d'oeil, plein de secret de la mort. Fruit en forme de larme - a écrit la poètesse Martine...