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Mostrando postagens de março, 2024

Sem título

A linha azul Um horizonte claro. Tênue (ela) se desfaz longe                         Rio, 31 de março de 2024

Nesta Páscoa pedimos em voz alta

Cessar fogo em Gaza! E Palestina livre! * Pedimos  um tempo de Renovação! * Pedras pesadas Nos envolvem A guerra insana continua  * Quando sairemos deste tempo? O corredor da paz precisa se abrir... Pedimos pelo Líbano  Pedimos por Gaza Pedimos pela Síria  Pedimos pelo Haiti Pedimos por Miamar Pedimos pelo Sudão e o Continente Africano * Pedimos pelas crianças do mundo! Um pensamento mais elevado ajuda a abrir os caminhos.  

Hoje é sabado

 Lembranças                                  Aos meus pais (Por uma associação de imagens as mãos de meus pais se tocam na extensão dos dias quentes de Manaus.) Ou no meio de um domingo quando os olhos da menina cuidavam de admirar o amor com dedos de infância  brincando na chuva.

Sexta-feira de poesia e reflexão

Um pouco de vento  nos galhos das árvores.  Pingos d'água sublinham o dia. Um dia distinto: o da morte de Cristo. Mais de dois mil anos contados nos relatos dos antigos. Um homem jovem morre na Cruz: Jesus de Nazaré. Pregava e caminhava entre os mais  necessitados.  Abençoava os famintos e os sedentos. E se unia aos homens de boa vontade sempre ensinando o amor. Jesus de Nazaré, filho de Maria e José. Homem simples que fez uso de palavras falando por parábolas.  Sua voz crescia  e alguns necessitavam tocá-lo até mesmo pra crer... Outros buscavam a cura de seus próprios males. Algumas mulheres o amavam: Maria, sua mãe  e Maria Madalena, aquela que foi perdoada  (e não mais apedrejada). Entre seus doze discípulos  um iria traí-lo; Judas. Outro teria a missão de acompanhar sua mãe  até o final da vida; João.  Pedro deveria caminhar pelo mundo  e ensinar o Evangelho. Paulo e Lucas chegaram depois.  Um pouco depois. Firmaram os...

Poesia de um dia chuvoso

De repente sobre os escombros da cidade invadida e humilhada a vida se estica em sua imensidão.  Partidas e surpreendidas se cobrem de sombras as ruas. Os homens mais tristes abatidos se desprendem de quase tudo. Mais um minuto de vida. E inocentes crianças procuram alimentos. * Mulheres de véus  cobrem um pudor natural. * De noite a claridade da lua cheia guarda alguma esperança. 

Diário

Rio de Janeiro, 27 de março de 2024 As nossas férias se aproximam. Gostamos das férias em abril. Um mês de transição de temperatura no Brasil e no mundo. Voar...voar... Em breve, voaremos outra vez Nas asas do avião. 

A angústia se dilui um pouco

Amigos, O que moveu tanta angústia se dilui um pouco. Agora, sabemos um pouco mais, bem mais sobre o Caso Marielle. Nada muito distante do imaginado. Porém, já vemos o grande iceberg que flutua na cena do crime. * No Rio de nossos dias, alguma esperança!

Domingo de poesia

 Dia a dia Nos vidros da janela na sala reflexos e sombras alcançam  plantas, violetas em vasos de barro ali, espalhadas por nossas mãos.  Já não penso no verão.  Só o outono me alimenta em suas cores inquietas e um crepúsculo solar dourado. Quando o inverno chegar árvores secas estarão por perto: natureza mais selvagem. Nem tudo perdi da infância  nas pedras molhadas de sal e vento. Relembro muito das enormes noites                                       da adolescência entre a escrivaninha que dividi com minha irmã  anotando números e letras e o diário vívido de sonhos. Em mim guardo a esperança  dentro e fora do corpo                                         onde habitam vozes gestos árvores.  E aonde a aurora, o vento e o mar nos abraçam.  Rio, outo...

Hoje é sábado

 E nos envolvemos em poesia... * Evocarei sempre aos sábados  o poema que nasce escuta o silêncio  e parte inesperadamente.  * Um ponto de catástrofe                                       para A. Negri Corre sobre a praia de Gaza pés de crianças e medos ("medos que infiltram a morte") Quando a manhã se abre  e acende o horror ao redor as ondas se misturam com as almas que partem  

"Nossos filhos não são nossos filhos..".

Todas as crianças que nascem no mundo são filhas do mundo. Temos responsabilidade sobre a vida das crianças de qualquer país e língua.  Aprendemos com Khalil Gibran, poeta libanês.  A insanidade com o assassinato de tantas crianças em Gaza traz à tona a falta total de responsabilidade dos EUA, que faz o jogo duplo sempre. Diz algo e age de forma distinta do que diz. Na linguagem popular é o conhecido "bate e sopra". Vemos o início das "fusillades" / dos ataques terroristas no mundo, hoje, em Moscou. A violência está plantada e começa a dar seus frutos do mau. É triste e preocupante. Sem banalizar a questão séria demais, não consigo guardar meu mal estar diante de tanto horror! Enquanto os grandes governantes continuarem se postando de forma cínica, o mundo sofrerá ações cada vez mais violentas e cruéis.  As crianças precisam ser protegidas e cuidadas! Elas são as nossas sementes!

Poema do livro Outonos

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 amigos, leiam na sequência das pgs

Leitura e emoção

 Leio Virginia Woolf em Uma prosa apaixonada. Ed. Autêntica,  2023 Tradução de Tomaz Tadeu Capa dura, e posfácios de Roxane Covelo, e Emily Kopley Magnífico livro!

Outono chegando

E o verbo no gerúndio. Calor insuportável. Exagerado. Sofremos junto aos animais, e lamentamos um verão desenfreado. * Calor nos braços  No mar cai o calor das alturas.  Mulheres se banham quase nuas. Pernas e braços de crianças somem nas espumas. A noite deixa o calor circular entre copos. Nos bares em pé os homens riem. Já em casa falam alto procurando a cama. Verão que retorna sempre e se debruça nas madrugadas. Guardando meu calor entre os braços,  quando o outono chegar e a cidade, inteira, descansar do sol fervente, as janelas da casa acendendo flores (em versos,  recolhida  permanecerei.) Rio, verão de 2024

Domingo de famintos em Gaza e ameaças ao redor do mundo

Mais de dois milhões de famintos em Gaza. Os alimentos que começam a chegar pelo mar não dão conta da tarefa de alimentar tantos homens, mulheres e crianças famintos. Um vulcão em erupção torna vermelho o mar e o horizonte da Islândia. A cor traduz nosso momento político no mundo. O presidente Macron insiste em convencer o povo francês de que é preciso entrar na guerra contra a Rússia enviando soldados, etc,. Enlouqueceu! Quanta irresponsabilidade! O papel da França na Europa sempre foi o de favorecer a paz! Imagine que lá estão às vésperas de uma Olimpíada. Então, este discurso parece mesmo completamente louco. Há comentadores que dizem que o presidente russo ganhará as eleições atuais facilmente e, com isso, a guerra com a Ucrânia já está sendo nomeada como a guerra contra o Ocidente. Os sustos não param por aí.  A Ucrânia funciona razoavelmente bem mas muitas mortes acontecem, e a fala de Zelensky, sempre pedindo mais e mais ajuda, leva o ocidente a pensar uma guerra sem tamanho...

O fulgor do sonho

Há sonhos sonhados para serem escritos. Transcritos. Merecem ser escrituras. Em 2007 sonhei que conversava com Jacques Derrida. Este sonho participa de um de meus livros, assim como algumas escritoras participam de meus poemas com seus nomes próprios transcritos nos versos. Alguns sonhos são relatados em família, e fazem sentido só ali (junto aos mais próximos, ou ao amado). Porém os sonhos podem deslocar valores do mais familiar porque eles conversam com o estranho! Há sonhos sonhados que seguem o caminho discreto e íntimo e são relatos levados à análise. Necessitam de trabalho; associações livres se manifestam, os lampejos e relâmpagos da memória os enriquecem e traduzem. Há sonhos que são esquecidos e quase totalmente deixados de lado. Há os recorrentes e repetitivos da infância, que podem chegar à superfície de forma serena ou não. Todos eles podem participar da gramática de nossa autobiografia mais íntima. Daquela intimidade desenhada também fora do corpo: a intimidade que pede pa...

Diário

Escrevo nesta tarde quente de março. Escrevo enquanto espero. Melhor escrever enquanto espero. A guerra lá bem longe mais parece ficção. Mas, não se sabe nada disso. Armações e mentiras tomam espaço entre a violência instalada até mesmo nas ajudas humanitárias. Digo: deste tempo de horror e medo que tomou conta dos espaços (des)humanos.  Aguardo e aguardo a leitura dos que se debruçam no meu Livro da Rainha . E aguardo a impressão do  livro Laços , que virá neste primeiro semestre ainda.  Os dias seguem e, em breve, estarei com 73 anos (dois números ímpares e lindos: o sete e o três). Dizem que o sete é tradutor de novos ciclos de vida, e o três é meu número favorito.  Enquanto espero, escrevo. Rio de março, mormaço, calor. 2024.

2.

 Pergunta que não cala: Por que a vice-presidente dos EUA não fala? Gostaríamos de ouvir a voz desta mulher sobre este genocídio em Gaza. Os jornalistas gostam de comentar as barbaridades de Trump e a mesmice de Biden, mas as opiniões de Kamala Harris aparecem muito pouco e sem força.  3. O Ramadan começa e estamos todos de olho no exército de Israel. Serão eles capazes de mais cenas de horror? 4. Os alimentos que despencam do céu se tornam lixo no chão.  Difícil de aproveitar esta "gentileza" que os EUA pensam dar aos habitantes famintos de Gaza. 5. Amigos, o que estamos presenciando é cruel demais. Ainda assim, as mulheres palestinas são lindas e lúcidas! E os professores ensinam pisando o caos.

Amigos,

1. Escutei, ontem, que apenas 1% da população de Gaza é analfabeta. 90% da população tem ensino superior completo. E uma parte enorme deste grupo tem Mestrado. Assisti um momento de uma aula partilhada, entre crianças de diversas idades, com um único professor e um quadro negro. As crianças de pé na rua juntas assistiam a explanação falada e escrita. Todas estavam interessadas. A menina de dez anos disse: "Eu vou recuperar o que perdi destes dias sem aula." Qualquer comentário é pequeno diante desta grandeza! Emocionada com o que vi e ouvi, na TV francesa, divulgo agora para vocês a vida sendo reinventada em Gaza. E viva a Palestina! Palestine free ! E respeitada, por favor! Rio de Janeiro, neste Brasil que carece de ensino, 2024.

8 de março: Dia internacional da Mulher

Salve as mulheres e as conquistas das mulheres! Salve Greta Thunberg! Salve Sâmia Bonfim! Salve Marina da Silva! Salve Anna Akhmátova! Salve Marina Tsvetàieva! Salve Sophia de Mello Breyner! Salve Cecília Meireles! Salve Hannah Arendt! Salve Marie Curie! Salve Françoise Dolto! Salve Simone de Beauvoir! Salve Virginia Woolf! Salve as mulheres de Gaza! E milhares de outras guerreiras  ao redor do mundo! Mulheres que constroem e plantam e cuidam  e só somam força e amor!

Segredos mil

Meus poemas são versos em diálogo com o universo. São brancos, curtos ou longos, plenos de verdes árvores e azuis ou rubros de rios e marés, onde braços e mãos tocam a terra fresca, os peixes, as algas. Vestem-se de cinza, de cinzas de repente, e andam tristes pelas ruas da cidade. Não costumam usar os decassílabos. Embora, às vezes, façam um ar arrumadinho de soneto onde o tom da métrica aparece tranquilo nas rimas que nascem à vontade. Meus poemas gostam de vibrar as assonâncias e as dores do mundo, enquanto reverberam desigualdades no plural dos jardins humanos. Meus poemas berram o horror de nosso tempo. E assim, também, o fazem com a boca ardente e feminina diante da beleza do mundo. Gritamos juntos. Gememos. Amamos e nos desiludimos.  Sentimos na pele do verso, na raiz das palavras, nas paredes da casa, nos encontros verbais e consonantais o giro do tempo. Saboreamos a língua materna nas nuances e nos silêncios das pontuações: Gramática da carne. Gosto (di)versos de mel &...

Depois dos setenta anos

                                                                                                        Y aún me atrevo a amar                                                                                                                   Alejandra Pizarnik Quando a vida nos envolve e se faz lenda. Quando o corpo sinaliza alguns cansaços. Quando escrevemos e lemos e amamos muito as ruas e avenidas onde vivemos. Quando o trabalho nos dá mais que o esp...

Bom dia, amigos!

Escrevo: Alguém ainda tem alguma dúvida de que o grande 'maestro' da destruição no mundo é o EUA e seus governos? Há décadas que vemos o processo de domínio se desdobrar em ataques graves contra a humanidade. Vários países foram destruídos com arrogância, e alguns quase desapareceram do mapa ou do circuito sério do mundo. Não se esconde a sujeira embaixo do tapete por muito tempo. Não se calam os escritores, os estudiosos, os cineastas, os filósofos, os historiadores, os cientistas, os cientistas políticos, os jovens, as feministas, os negros e as minorias do mundo a qualquer preço. Não estamos à venda! Somos todos seres pensantes. Ou seja, enquanto os políticos rasteiros lançam verborreias mentirosas no seu entorno, o mundo anda com a ciência iluminando como sempre. E as palavras críticas nascem, naturalmente. A sensatez anda junto, pois lemos muito e estudamos muito e não estamos retidos nas mãos de nenhum conhecimento de extrema-direita, nem mesmo quando tenta se mostrar tra...

Vamos boicotar!

1. Meu convite, hoje, é para que possamos boicotar todos os produtos que venham de Israel. Meus caros, não comprem produtos de origem israelense. Não é possível aceitar esta série de assassinatos em massa que o governo de Netanyahu realiza em Gaza e ao redor. E, começaremos a boicotar também os produtos dos EUA. O Sr Biden é bélico. Sempre foi assim. Não suportamos mais tanta ambivalência do governo americano nas falas e nas atitudes. E nos parece que só entendem a gramática monetária.  Triste demais tudo isto! Rio de Janeiro em ação, março de 2024. 2. Geléia de Israel? Não.  Tennis shoes made in USA ? No .  Coca-Cola? Never. A regra é olhar ao redor e só tocar  e se alimentar  com o que faz bem. Viva a diferença! Rio de março com o outono se aproximando...

Pintando em março

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         No calor desta tarde pintei de rosa e verde a tela pequenina que me aguardava no cavalete.  Rio de Janeiro encalorado de verão, 2024. *           .................................           el hombre bebe sol, es agua, es terra.                                                    OCTAVIO PAZ Um sopro de calor Um gesto O movimento do olhar: respiração, vibração que ondula O rosa se impõe quase rubro E o verde vivo robusto abre a terra em cacto A arte resiste e persiste na visão  entre o céu rabiscado rente à realidade onde adormeço com as mãos 

Hoje é sábado

Palestina livre! Free Palestine!

Luz e lágrimas

O corpo não é uma sombra. Os olhos de sangue e a boca de ardentes desejos andam e desencadeiam tempestades. Mundos se abrem em mãos que guardam o  passado e o presente. E a justiça se fará.  Todo o nosso futuro o afirma. * Luz e lágrimas: sementes em movimento. * E é por isso que voam. Voam nas asas da bonança.  * E a tristeza imensa de agora não restará entre nós. Frutos e perfumes do mundo no brilho do mar em ondas grandes  chegarão às praias. Vencendo a imundice destes dias trágicos ...

Março iluminado

Esperamos as águas de março:  iluminação e raio de luz.  No escuro verão encalorado  de paredes e corpos úmidos  somos todos peixes vivos   na areia do mar respirando. Resta a brisa do ventilador.  A água do mar que molha o olhar. Um azulado no céu rabiscado de branco e rubro. Os pés enfiados em sandálias de dedo. O algodão envolvendo o corpo. Envolvendo  corpos apagados. Sereias & conchas & copos d'água  desaparecem neste deserto. Março chega devagar. E o outono nos cobrirá outra vez de luzes amarelas? Rio de Janeiro, primeiro de março de 2024.