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Mostrando postagens de setembro, 2023

Escrever

Escrever... o quê? E por quê ?   A partir de nossa escrita, percebemos nossas mudanças?   A mão assim como o pé envelhece. A escrita pode permanecer firme. Eretas, as letras cavalgam. Abrem trilhas. Mudam caminhos.            “As palavras são mais velhas que nós e o texto não tem idade.”                                                                                   (Edmond Jabès)   Mãos se enfurecem não se abandonam, viajam com o corpo de alto a baixo. Degolam. Formam a linha e os encantamentos da  geometria. Dormem. Morrem.   E a voz? (para onde ela vai?) : a voz do escrito sussurra pedaços de histórias     e alguns enxertos de textos    lidos.  A voz     negocia com pessoas distante...

Diário:

É Primavera no Rio. Mais uma vez, primavera-verão. O calor aumenta ligeiro. No Rio de Janeiro assim como no Ceará estamos vivendo dias de muito calor, um calor sufocante até mesmo dentro de casa. (Por aqui, hoje, a sensação térmica é de 40 graus). Relembro dias da infância em Manaus! Às vezes, tomávamos banhos frios durante o dia para evitar a febre de calor. Hoje, fecho até as persianas da casa. Aprendi na temporada na França que as janelas, durante o verão, só devem ser abertas no entardecer. Beber água e se proteger do sol são movimentos saudáveis e necessários.  Rio, que corre  ao verão desenfreado nesta primavera de 2023. E não podemos esquecer: ao sair de dia devemos usar um chapéu, óculos escuros & protetor solar! Li que vivemos dias de El Niño... Tanto verões insuportáveis como invernos muito frios serão sofridos por todos nós.  Chuvas abundantes também serão recorrentes. Em curto espaço de tempo, a Europa entrará no inverno. Temo pela Turquia, por Israel, pel...

Na Provence há um ano atrás

https://photos.app.goo.gl/ToCzEGLZB66CpHyWA   Memórias poéticas aqui registradas por mim. 

Leitura de A bordo do Clementina e depois (continuação)

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  Amigos, um pouco mais de minha leitura. 

Lendo A bordo do Clementina e depois

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 Amigos, desfrutem da leitura. Gravação feita hoje, no início da primavera.

Hoje é sábado

 ... e nasce a Primavera mais uma vez.

Tradução de Francis Ponge

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=pfbid029x91fRDjpVYbcMw5AvnxMG2H9AWY1Jsej3G9N3LN3oZvCxUh2rfJ3Zeckfk4yh4l&id=100063506056188&sfnsn=wiwspwa&mibextid=RUbZ1f   Amigos, Esta postagem foi feita na França, no site do poeta Francis Ponge. Quem tem Facebook consegue acessar, facilmente, clicando no link acima.  A Sociedade de Leitores de Francis Ponge tem um site bonito, rico de dados com estudos e publicações do poeta e de estudiosos de sua obra. Vale a pena acessar e descobrir um mundo de informações poéticas e instigantes. Participo desta Sociedade desde sua fundação.  Rio de Janeiro, (quase) primavera de 2023

Zona Sul do Rio

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               Lagoa Rodrigo de Freitas, Ipanema Urca (fotos minhas) Domingo anil    Cidade mágica rodeada de                        pernas e praias.                                               Ruas e avenidas vesgas                                                 atravessadas de                        carros, bicicletas & motos.                                               Centenas de barracas ao léu:              ...

Hoje é sábado

Paisagem com chapéu  Estranha foto. Entre a mão  e o rosto circula um chapéu.  A calma ali se sustenta.  Clara calma. Nuances do dia: folhagens e raios de sol. Uma janela dependurada no céu. A ladeira de pedras em baixo sussurra e enquadra a nossa voz. Rio de setembro, 2023

Cidades e corpos

Corpos soltos no chão, desalinhados de títulos. Corpos mudos, sem gritos. Abandono dos pés.  Cidades impróprias. Cidades grandes, mínimas. Homens sem banhos, sem bancos, sem leitos.                                                                       Sem nada.  Ondulações do tempo na miséria  de hoje: catástrofes... Tempestades imundas, as aves desaparecem. Sem voz, o olhar perdido e sem horizonte. O sol escondido desaparece. Profundos troncos de árvores ainda respiram. No vendaval as casas tremem e levam as vozes, os pés e as mãos.  Várias gerações desaparecem. Rio de Janeiro, 15 de setembro de 2023.

Em cada rosto muita história

E a tarde chega quente Os olhos não adormecem ainda Sou apenas ouvido O que escuto ninguém vê Uma jovem mulher chora Não há esquecimento Rosas rosas dependuradas Na transparência cristalina Um portal se abre e se fecha Minhas olheiras escorregam Observo o azul que circula                                           

Sem paisagem

Caminho no corredor Entre paredes verdes sem olhar cada passo em lentos passos passo O corpo pequeno flutua entre a sombra sem rosto e o momento seguinte onde as coisas mais ignoradas  e mudas permanecem sós. Rio, 13 de setembro de 2023

Diário

E se tudo pudesse ser bem simples. Ou mesmo mais banal. Acordaríamos com o som dos pássaros na janela, e isso bastaria para dar ao dia um tom colorido e livre. Ao contrário e bem estranhas são as nossas manhãs percorridas por conversas densas intermináveis.  Enquanto arrumamos a louça, depois de lavada, arrumamos os pensamentos indomáveis e tomados de argumentos poderosos; quer estejamos pensando sobre o nosso país ou um outro país latino-americano.  Na tarde de hoje, comecei a leitura do livro Trabalhar cansa de Cesare Pavese, que comprei no final de semana. Um belo exemplar traduzido por Maurício Santana Dias.  Ler poesia italiana e pensar o mundo contemporâneo. Quanta grandeza! Sinto-me bem miúda diante de tanto! Rio de Janeiro e de Setembro, 2023

Fragmento de hoje

Tudo acontece É complexo o que está acontecendo no mundo. Por um lado o Marrocos muito destruído pelos tremores de terra, que nos abalam também. São cenas terríveis de cidades totalmente destruídas ou quase. Milhares de mortes. Hoje, já confirmam mais de 2800 mortos e 2500 feridos. No Brasil, o Rio Grande do Sul está alagado. Muita destruição. Tristezas e mortes. Por outro lado, a reunião do G20 na Índia aconteceu com surpresas e críticas. A força do Brics aparece (apesar das 'escorregadas' do Lula). Na sequência dos dias tudo se traduz como sempre: a luta pelo poder. O jornalismo não dá conta de traduzir tanto. É preciso ouvir os cientistas políticos, os historiadores e os filósofos. No Chile aconteceu uma grande reunião Popular marcando o 11 de setembro Latino - Americano. A marca do golpe de Estado no Chile. Em tudo devemos fazer viver a ética humana. Rio de Janeiro, 12 de setembro de 2023 * À noite, as imagens de TV francesa nos mostram a Líbia devastada pelas inundações. C...

Dois momentos em Rosário, Argentina

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 No XIII Festival Internacional de Poesia, 2005 Lendo meu poema Vestes e vestígios do livro Leblon, voz e chão           Com a querida Tamara Kamenszain no final das leituras Mais dois momentos com fotos coloridas: Ouvindo Ana Guillot se apresentando. Tamara lê seu poema Solos y solas, inédito ainda.

Hoje é sábado

 O NOME DO DIA É HOJE O MUNDO É REDONDO O TEMPO URGE RIO, 9 DE SETEMBRO DE 2023

Leitura da apresentação do livro ,"Traduzir, Testemunhar Francis Ponge

https://1drv.ms/v/s!AjKION6Ch4KngfAkLJTE4xW397BJ5ghttps://1drv.ms/v/s!AjKION6Ch4KngfAkLJTE4xW397BJ5g   Amigos,  Reencontrei esta gravação feita em 2014. Era o momento do nascimento do livro Traduzir, testemunhar Francis Ponge.  Espero que desfrutem. Compartilho com alegria!

À moda antiga

Um resto de café na xícara.  Um resto. Outro tanto no coador de pano.  O perfume quente alimenta o gesto,  e o pão torrado surge voando no prato e vem pra mesa. Todo dia bem igual.  Envoltos em memórias leves nos alimentamos  de letras e devaneios. Em sonhos a memória gira. Entre jardins de vozes e o mês  corre distraída a minha mão.  O tempo do verso não responde nem as folhas mortas da árvore  inclinada no espaço perto do muro. A voz entre lençóis se arruma. E o branco amassado do travesseiro respira a música dos gestos. Dos gestos e das glicínias. Rio de setembro (revisitado), 2023

Setembro

O chão frio da casa guarda  os últimos dias  de inverno.  Quero escrever o azul  e o movimento intenso  de nuvens brancas.  Diante da rapidez do vento,  quero ouvir o testemunho  das pedras. Alguns passos e tropeços.  Pedras que envolvem nossa cidade e banhadas nas águas do mar deixam passar os dias: sofrimentos e mentiras. Areias varridas de olhar e vento cabem nas paisagens mais distintas. Sapatos apertados. Sandálias rasas. Um pouco de lágrimas (que ninguém vê).  Misturadas ao chão frio deste inverno descem ou sobem as escadas do mundo, enquanto ardem os minutos e os anseios da alma leve, enquanto o rosto se transforma lento. A primavera chega  vestida à vontade  e com os pés descalços  vem sorrindo. Rio, primeiro de setembro de 2023.