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Mostrando postagens de janeiro, 2018

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Terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Acordar os sentidos do novo. O dia se acende e levanta ânimos. Chove um pouco. A brisa da manhã não corresponde ao verão. A cidade vibra em sua órbita violenta. Alguns usam fuzis. Roupas coloridas não colorem de alegria os homens. Nas ruas circula de tudo: fome, miséria e desânimo. Com drogas e álcool em demasia os jovens não pensam. A mídia embaça a visão e estimula o gozo. A cidade gira em sua órbita de belezas naturais. Engole excessos e os cospe em seguida. O lixo não desaparece no mar.

Domingo, 28 de janeiro de 2018

Quase carnaval, outra vez... Nas ruas circulam os jovens e as bebidas em demasia. Alguns arranjos colorem as cabeças das mulheres. Disputam o meu olhar com o lixo que se vinga do asfalto. Quente imensamente quente os dias deste janeiro aceleram o tempo. Ainda estamos no horário de verão: tardes longas e praias lotadas. Escuta-se o momento político. Estabelece-se uma memória inusitada. Homens e mulheres acordam os sentidos. O tom de voz é mais baixo. As músicas, as canções se alinham no fio tênue. Não há equilíbrio. Alegria, entusiasmo na direção do Novo. Um carnaval de notícias...

Notas sobre a leitura

Notas sobre a leitura: 1.  A leitura literária nos alcança em níveis humanos. Ler, na via da ética e da moral, nos dá a possibilidade de voos para além dos livros. De um lado, podemos bordar nas margens dos livros ou a partir deles anotações sensíveis sobre os assuntos lidos. Escutamos em nossas leituras o que ainda não vivemos nem pensamos, escutamos com o nosso corpo, e a partir daí nos sustentamos mais livres na vida. Assim e sempre, ampliamos as compreensões humanas que nunca alcançaríamos sem os livros de filosofia, arte ou literatura. Aqueles que lemos em goles longos ou curtos. Os que nos acompanharão por toda a vida. 2. Aprender a ler. Sensibilizar o nosso olhar. Sensibilizar o nosso espírito. Ler para as crianças pequenas desde cedo. Humanizar. Ler e escrever. Crescer. Construir.

Segunda-feria, 22 de janeiro de 2018

Recomeço e as linhas de um próximo livro se arrumam. Lentidão. As mulheres insistem em subir o tom. Falam. Tagarelam. O silêncio não participa deste momento de mundo. Na praia a água lava rancores, maus tratos, humores. As mulheres jovens não trabalham mais como antes. Jogam para o lado cuidados domésticos e, em meio a luta do dia, tudo desfrutam. As mãos escrevem na via de outros tempos. Insistem nas camadas mais internas. Reconheço nas letras que se montam as beiradas, os caminhos: respirados, transpirados. Pirados? piratas? Nas pedras solitárias dos dias os aprendizados se acumulam. As árvores firmam as raízes do tempo. E os homens acomodam novos olhares. Longe. Recomeço linhas de próximos livros.

Domingo,

faz calor e o silêncio nos envolve na manhã encoberta. As mãos circulam  na escrita. A linhavam os segundos. Os pensamentos pululam. São quase  doze horas. As manchetes do  dia no jornal amedrontam. A banalidade  incomoda.   Algumas barbáries ‘perdem o  ponto’ até mesmo quando  as notícias fazem sentido. O mais vulgar se estabelece. Faz calor. As mãos com os dedos ágeis e os olhos penetrantes  saboreiam  às  margens da escrita jornalística. O tato sente um desejo de crítica.                                                                           ...

Centro da cidade, Praça XV

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                                          Fotos de José Eduardo Barros em 20.01.2018

Sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Escrevo o que vi ontem à noite em Copacabana. O bairro estava incendiado de horrores e vomitava pessoas  em trajes de banho. Jovens e crianças se misturavam aos idosos  que procuravam um pouco de ar fresco caminhando pelas calçadas  indefesas. Em plena avenida N. Sra. de Copacabana a cena do uso do crack  acontecia a céu aberto. Sem preocupação motos andavam pela  contramão na mesma calçada, onde os jovens acocorados fumavam crack. Riam à toa. E havia uma criança na cena. Grupos de adolescentes falavam palavrões entre si em voz alta e atropelavam com o corpo os transeuntes. Tudo me pareceu cinza. Cinza chumbo.  Mulheres descabeladas e de roupa de banho circulavam às dez horas da noite. Mas, não culpem o calor. Não culpem os menos capacitados nem os desfavorecidos. Onde estamos? (O que estamos vivendo neste verão nada carioca, no qual o desmando é de tudo?)

Terça-feira, 16 de janeiro de 2018

As mãos nas teclas acontecem naturalmente. Ruídos leves. Respiração lenta.  Desde bem  cedo o azul insiste em sinalizar o verão. Não longe daqui o mar  sacode sua espuma; vapor  d’água. O livro levanta as letras que se  acomodam na história dos antepassados.  Guardo o espaço da ficção.  Não esqueço os segredos soprados antes. Mas o texto  recomeça e,  em seu movimento, põe as palavras nos lugares.

Segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Sobre Um teto todo seu O corpo no leito quente recolhe o texto de Virginia; a Woolf. O cenário quieto do quarto não respira. Quase não penso. O corpo vira de lado e guarda o livro rosado. As páginas do diário de Virginia escrevem um domingo de Páscoa. 1919. Com “as mãos nas palavras” ela escolhe dizer não às pausas longas. E sopra pequenos segredos. Escrever conforme dita o humor . Ma s é preciso esforço para encarar um personagem . Algo solto pode se transformar em desleixo. Descobrir a matéria vital, vaga e errática... E, depois , encontrar outro uso ... na ficção . (Sim, isso me interessa!)                                                    S.R Em 10 de maio de 2016.  Obs: releio e republico agora.

Domingo, 14 de janeiro de 2018

Não consigo parar de pensar. Hoje sinto-me estranha. Um desejo enorme de escrever e as tarefas domésticas me chamando. Duvido que consiga tempo para fazer tudo. O calor aumenta ao longo da tarde. Arrumo algumas estantes. Mudo livros e objetos de lugar. Preciso alongar o olhar. Guardo roupas que estavam dispostas no varal. Na intimidade do pensamento os espaços são outros. Desvendo nas paredes da casa as sutilezas das cores e das imagens. Não paro de pensar. Estou descalça. Domingo, definitivamente não é um dia qualquer.

Milton Nascimento e Mercedes Sosa (TV Globo, 1987)

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Tiradentes sem idade

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Tiradentes , Minas Gerais

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                                          Imagens feitas por mim das paredes da antiga cadeia, hoje                                           transformada no belo Museu de Sant'Ana.                                            www.museudesantana.org.br                                                            Em Tiradentes as horas do dia                                                   ...

Imagens de arquivo no Jardim Botânico em 2014

Clique no link abaixo: https://photos.google.com/share/AF1QipPhFFhrFwha1QwvA91XSkAel7F_K5WQfkKmETqR9Fi8ZPgXkkK3v5SAB5ZjMI5O_g/photo/AF1QipNXUufhv1iEQzGMHtG8wJXQ3Z_Ln6BMpXExfMib?key=UGhOZ25DR2FIb1Ytb0ZRZk9KTERlOXdBWFdYNU9n (Partilho imagens perdidas recuperadas em montagem feita pelo google). Merci! Obs: Estranha sensação a do olhar de um outro sobre o trabalho poético da fotografia registrada e perdida em meio ao burburinho de fotos e textos guardados na internet. Estranho mundo de excessos. Lixos, vozes, fotos. Vazios se mesclam e se confundem.

Verão no Brasil

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                                         Praia de Guarapari, Esp. Santo (dezembro de 2017)                                           A escrita das ondas se faz e se refaz.                                           Páginas molhadas de grãos mínimos                                           nos alimentam.                                           Os ventos sopram ventos. As areias se renovam.                     ...