Livros, luz e luar
Brancos livros. Pobres. Raros. Um raio atravessa o céu sem nuvens e sem estrelas. Páginas abertas perto do mar. Traços. C a l i g r a f i a s. Ligeiras letras sinais. Cicatrizes. E banham o espaço do corpo de palavras. A cor percorre os dedos bem estendidos. Nuvens altas. Chuviscos. Mais um raio. Luz clarão. Ao sabor do sol o pulso arde o poema. Um só momento lento. Dentro de casa e perto da janela restam sombras. Na madrugada a lua compareceu. Desapareceu mansa linda luz (no suspiro da boca).