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Mostrando postagens de dezembro, 2024

Faleceu a poeta Adília Lopes

Sentimos muito! Adília Lopes partiu! A importante poeta portuguesa parte aos 64 anos, em Lisboa. Alguns de seus versos e as nossas saudades teremos: "sempre saudades" Faço crochet o crochet faz-me e nisto me desato                             P. 48 Os poemas que escrevo são moinhos que andam ao contrário  as águas que moem os moinhos que andam ao contrário  são as águas passadas                                P. 23 O marulho do mar nas praias atlânticas  o marulho do vento na folhagem dos choupos da minha rua lisboeta                                P. 112 (Aqui estão as minhas contas. Antologia poética Adilia Lopes. Organização Sofia de Souza e Silva. Bazar do Tempo, 2019)

Um dia qualquer

O corre-corre não me pertence.  Nem mesmo no final do ano.  Nasci prematura. Não entendo o porquê.  Gosto das manhãs alongadas de domingo. Das noites que começam lentas. Das luzes  mudando a cor dos pensamentos.  Do amarelo ao azul.  Um vento vem chegando na crista das  ondas qual galo que canta sinfonias. A felicidade tem muitas faces. O verão começou e nem me dei conta. E o passado corre em um único instante. Árvores e sombras alcançam a praia e lembranças raras. Uma jovem descalça caminha comigo.  Rio, 30 de dezembro de 2024

Mais um ano

Reflito: Vem chegando o final do ano de 2024. Realizamos bastante. Somamos força e pensamento crítico ao nosso tempo. Algumas viagens foram possíveis. E aconteceram situações ímpares em momentos inesperados. Mas isso, também, é bom. Os amigos são sempre a diferença que torna a realidade, por vezes tão dura, mais palatável. Leituras e escritas harmonizam as horas do dia. O trabalho exige concentração e paciência. Os livros novos já prontos vão chegando, e, ainda irão chegar outros devagar. Encontros literários coloriram algumas tardes, mesmo que não tenha sido possível ver e ouvir a todos, o desejo se fez presente. Muito a agradecer. Perdemos poetas queridos e, assim, vamos aprendendo a arte da despedida. A vida simples e voraz ensina. É preciso se cuidar, com delicadeza. Parentes bem idosos passam mais um Natal por perto. Lúcidos, mas nem tanto.  2025 está chegando. Estes últimos vinte e cinco anos foram rápidos demais! Por sorte e com entrega, os dedos ágeis alcançam os pincéis e ...

Eu canto pela Palestina

Hoje eu canto em várias línguas. E canto com delicadeza olhares e gestos.  Canto pelas crianças e idosos que partem de repente.  Canto pela Palestina. Minha voz de contralto soma alto. Minha voz é a voz de tantos. Mulheres choram de fome e seus filhos gemem. Canto pela Palestina.  Lágrimas crescem e secam. Velas acesas espalhadas suplicam. Cantemos pela Palestina. O final do ano se aproxima. Oremos pela Palestina. Cantemos preces pela Palestina. Rio de dezembro de 2024

Reflexão desta tarde

 1 Suportaremos neste final de ano carregar nos ombros e no olhar tanta agonia ? Tantas mortes de indefesos! Tantas mentiras embaladas no horror! 2 Mais um ano de sofrimento humano desmedido. Mais um ano de guerras e naufrágios para a humanidade. 3 Suportaremos ancorar nossos laços, lábios e afetos em um vagão sem trilho? 4 Rio, 26 de dezembro de 2024

A noite da Palestina

A noite geme. O vento treme. O mar amplia a escuridão. É quase noite de Natal. Crianças perderam os sonhos. Mas ainda se voltam procurando a luz. E a casa de antigamente desapareceu. Névoa. Fumaça.  É quase Natal. Crianças famintas vagando sem sapatos.  É Natal? Onde?  

Hoje é domingo, dia 22 de dezembro de 2024

O Natal se aproxima rapidamente. E continuamos assistindo a matança orquestrada por Israel com o apoio dos EUA, e o silêncio complacente da Europa e de muitos outros países do mundo. Estão matando crianças em Gaza sem parar! É uma catástrofe! O espírito do Natal não se instala no mundo com toda esta crueldade nos envolvendo. Então, recolhemos outras crueldades. São já alguns países importantes que denunciam esta barbárie sem precedentes. A Irlanda, a Noruega, a Colômbia, o Vaticano com voz do papa Francisco, o Chile, e muitos muitos de nós que convivemos com a violência desmedida deste nosso tempo ficando com o coração apertado. Governantes importantes estão amarrados economicamente neste projeto insano, e se tornam cúmplices de tal horror. Cada dia se torna mais claro o projeto deste governo israelense. Ganância e poder. Dominação.  A repetição desta denúncia é cansativa mas necessária, embora não consiga o efeito desejado até agora. É preciso punir Israel. Basta de tanta destruiç...

Escrevo letras e sonhos

Essa letra me escreve em cores diversas  Vaga-lume  E o vento bate línguas  em meus cabelos Brancos fios O som da harpa soa Dedos ágeis  Sem atalho Ninguém oculta o dom Letras entre laços  Flor e traço  Arranjos de arvoredo Caminhos de sons Sonatas Espelhos lagos Telas pintadas  Sonhos dependurados  Poemas Rio, 15 de dezembro de 2024

Hoje é sábado

   Acontecimento De súbido, um acontecimento inesperado. Sem sossego nem silêncio.  As chances pequenas sempre existem. Se não fosse essa árvore, que cresceu dentro de casa e o verde recortado das folhinhas, de onde recupero o ritmo com suavidade, inocência e silêncio  tão completamente inundados  de depois... Não sei como seria prosseguir. Rio quase no meio de dezembro, 2024.

Amigos,

1. Os dias seguem atravessados e a escrita se impõe com parcimônia. Ainda que eu deseje mais silêncio ao redor, escuto todos os sons vizinhos: cachorros em sinfonia, adolescentes jogando, pássaros procurando ser ouvidos.   2.  Não há sinal de livro em estado nascente. Há os que já estão a caminho que irão vingar em 2025. Ops... O tempo de pensar se coloca imponente.

Diario, amanhã é dia 13 de dezembro

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Querido,  Comemoro sempre as datas bonitas e queridas. Amanhã é o seu aniversário. Estas fotos são de 1998 em Nova York. Eu o fotografo de vez em quando, e ao longo destes mais de trinta anos juntos.  Parabéns, meu amor! Muitos anos de vida! Sigamos construindo juntos. E viva o amor! Sua sempre, Sol

Diário de dezembro

Minhas lágrimas rolaram por Lula, hoje, pela manhã. E as preces se somaram a este momento delicado. * E são dois familiares em UTI: minha sogra e Lula, que sinto tanto afeto como se fosse um familiar. * Rio de dezembro delicado, 2024.

Hoje é domingo

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 E ainda comemoro com alguns cliques o meu último lançamento, vivido no dia 2 de dezembro. Voilà! São breves instantes que permanecem. Alguns amigos ou leitores não foram fotografados, e aparecem só nas gravações ou na memória pois foi tudo rápido demais (mesmo tendo leituras e apresentação do livro). Agradeço carinhosamente a todos. E desejo bons momentos de leitura no Livro da Rainha - Isabel de Portugal.

O poeta Gilberto Mendonça Teles partiu

Soube, ontem, da morte do professor e poeta Gilberto Mendonça Teles.  Agradeço suas alegres aulas sobre métrica e as muitas regras de um soneto, no Centro Cultural UAPÊ, na época em que criamos o Jornal Poesia Viva da editora UAPÊ de Leda Miranda Hühne. Era o início da década de noventa. Poucos alunos, muitas conversas e as histórias sobre Carlos Drummond de Andrade jorravam cheias de detalhes curiosos nestas tardes poéticas entre um café e alguns biscoitinhos. Chegamos a entrevistá-lo em sua casa para um dos números do jornal, quando tive a oportunidade de ser a fotógrafa do grupo. Na época, Leda, Léa Madureira,  Augusto Bastos e eu formávamos a equipe do jornal. Comento ainda, que as fotos do grupo ficaram com a Leda e uma das que tirei dele saiu no Jornal. Depois, ele pediu para usar uma outra na orelha de um de seus livros, colocando o meu nome nos créditos.  Voilà! Faz tempo! Quase dez anos depois, fui sua aluna novamente. Assisti um seminário sobre poesia durante o ...

Leitura do Livro da Rainha no dia do lançamento

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 Amigos, Um pequeno fragmento da gravação efetuada no dia 2 de dezembro, na livraria Lima Barreto no Rio de Janeiro.

Momentos de emoção e leitura

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 Um anoitecer suave entre conversas de apresentação do Livro da Rainha - Isabel de Portugal e leituras de fragmentos distintos.