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Mostrando postagens de fevereiro, 2011

Benedito Nunes morre em Belém do Pará

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Nascido em Belém em 21 de novembro de 1929, Benedito José Viana da Costa Nunes foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia do Pará, posteriormente incorporada à Faculdade Federal do Pará. Por "A Clave do Poético", Nunes recebeu o prêmio Jabuti na categoria crítica literária, em 2010. No mesmo ano, ganhou o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Em 1989, publicou "O Drama da Linguagem - Uma Leitura de Clarice Lispector", um ensaio literário sobre a escritora. * Muito obrigada pela importãncia e generosidade de sua obra!

Cidade de Arles no sul da França em alguns cliks

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Moacyr Scliar faleceu em Porto Alegre - R.S.

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Nascido em Porto Alegre e formado em medicina, o escritor e colunista da Folha publicou mais de 70 livros entre diversos gêneros literários: romance, crônica, conto, literatura infantil e ensaio. Sua obra tem forte influência da literatura fantástica e da tradição judaica. Integrante da Academia Brasileira de Letras desde 2003, Scliar já recebeu prêmios Jabuti, uma das mais prestigiadas premiações literárias do país, em 1988, 1993, 2000 e 2009. Entre suas obras mais importantes destacam-se os livros 'A Guerra no Bom Fim', 'O Centauro no Jardim', 'O Exército de um Homem Só' e 'Max e os Felinos'. * "Acredito, sim, em inspiração, não como uma coisa que vem de fora, que "baixa" no escritor, mas simplesmente como o resultado de uma peculiar introspecção que permite ao escritor acessar histórias que já se encontram em embrião no seu próprio inconsciente e que costumam aparecer sob outras formas — o sonho, por exemplo. Mas só inspir...

Frans Krajcberg (publicado no Portal Cronópios em 11/09/2005 em minha coluna "Nas dobras da língua")

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                         Comment faire crier une sculpture comme une voix?                                                                                      Krajcberg Inspirado pelas formas atormentadas das árvores e dos animais ressequidos, tantas vezes observadas no detalhe das florestas queimadas, Krajcberg sustenta a força de uma estética singular. Quando em 1980 ele começou a esculpir com as madeiras queimadas encontradas e recolhidas na floresta...

Árvores do Jardim Botânico (Rio de Janeiro)

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Inédito

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Um corpo que cai Rio de Janeiro: Calor escaldante. Um corpo. Muitos. Areias. Em todo verão a graça e a harmonia ocupam um lugar De coisa bem preciosa. A polícia cai. Rigorosas amputações. Necessárias. As favelas mudam ? Cairo: Inverno. Cobertores na Praça Tahrir. Muitos corpos. Força. Camelos. Espadas. A política cai. Tunis : Jovens para todos os lados. Celulares a bordo . O que de fato cai a partir das imagens Impostas ao mundo pelos jovens da Tunísia ? Paris: Repercutiram muito mal as férias da Madame das Relações Exteriores. M. Sarkô finge que não vê. Cairá? Cairão? Amazonas: Quantas árvores caem a cada minuto do dia? No verde ininterrupto Somam-se as horas Das cheias dos rios do Amazonas Diminuídas das temporadas de pesca.                              ...

SONG OF THE STRANGER - Edmond Jabès

I'm looking for a man I don't know, who's never been more myself than since I started to look for him. Does he have my eyes, my hands and all those thoughts like flotsam of time? Season of a thousand wrecks, the sea no longer a sea, but an icy watery grave. Yet farther on, who knows how it goes on? A little girl sings backwards and nightly reigns over trees a shepherdess among her sheep. Let us wrench thirst from the grain of salt no drink can quench. Along with the stones, a whole world eats its hearts out, being from nowhere, like me. From the Book to the Book. University Press of New England .  Hanover, 1991. Do livro francês  Je batis ma demeure em tradução feita pela poeta alemã, naturalizada norte-americana, Rosmarie Waldrop.

Homenagem ao povo do Egito: Edmond Jabès

TERRENO VAGO... Terreno vago, página obsedada. Uma morada é uma longa insônia No caminho encapuzado das minas. Os meus dias são dias de raízes, São jugo de amor celebrado. O céu está sempre por atravessar e O terraço por nutrir de noites novas. De meu vagar o luto forma Enclave no clarão opaco das paredes. A terra embebe-se em Vãs visões de viagem. (tradução: Mário Laranjeira)

Colagem: Rio-Cairo

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Colagem: ELA

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Colagem fotografada Colagem escaneada

Poema novo

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As pedras do Egito Da cidade do Cairo ouvi os tiros dos fuzis. Vi os rostos ensanguentados envolvidos Em algodão. E os rostos sorridentes Em um mar assustador. As pedras das calçadas transfiguradas De um colorido humano nasceu a força. Suados na esperança o povo pede mais Days of liberty and Justice for all . Homens e mulheres buscam a "utopia realista"? E na fé consentem que seja a hora. Sofridos os rostos expostos na praça Não desistem. As pedras das calçadas transfiguradas. (Escrito em 04.02.2011, no final da manhã.)

Jacques Courcil - La Traite, poème d'Edouard Glissant

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Homenagem ao poeta Edouard Glissant que faleceu ontem

Victor Brecheret no IMS do Rio de Janeiro (em fotos de José Eduardo Barros)

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Duas leituras do livro ESTRANGEIRA