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Mostrando postagens de julho, 2023

Reflexão

Todos nós devemos desenvolver o nosso pensamento crítico. A nossa capacidade de ler e avaliar o que nos rodeia, e não só as informações ou opiniões mas, sobretudo, o pensamento que circula dentro do que nos chega, às vezes, como simples notícia mentirosa ou apresentada parcialmente.  Digo isto porque quem lê muito aprende a pensar, e aprende a perceber as sutilezas do que circula na mídia de forma equivocada, tantas vezes. É preciso aprender a ler não apenas nas entrelinhas, mas no entorno. Digo, na temporalidade de nossos dias cheia de equívocos, até mesmo os provocados por interesses nebulosos. Rio de Janeiro, 31 de julho de 2023

Sinal de alerta

O mundo em ebulição, explosões, revoltas. Por que os EUA resolvem trazer este tema de alienígenas no mesmo momento em que há explosões causadas por drones dentro de Moscou? Explosões feitas pela Ucrânia.  O mais curioso é constatar que a guerra toma proporções maiores e, por outro lado, os alienígenas são, certamente, da paz!! A Rússia declarou hoje que fará uso de armas químicas. Alors, veremos os próximos passos dados ao redor do mundo que definirão muita coisa. Não só Israel grita pela Democracia que está sendo enterrada como os nigerianos gritam contra a França.  Na crônica do dia, há assuntos dramáticos demais. Seria mais sensato contarmos com a ajuda de seres mais inteligentes que nós!

Leitura de poemas de Paulo Leminki

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  Leitura realizada em 2001 no Jardim Botânico de nossa cidade.

Um ramo de flor

Um ramo de palavras Um ramo de significantes Um cacho de sementes Uma árvore em flor Uma dádiva  Muitos sentidos O indefinido Um rumor Rio de julho, 2023

Se a vida

Se a vida pode ser narrada devagar, pode ser deglutida bem depressa ou pode se reinventada, também, pode ser um vir a ser, uma via de mais de um trilha onde o viajante, qualquer um, siga e persiga sua história gostando de contá-la e escrevê-la em pequenos goles. Conforme os dias crescem, e se alvoroçam entre as sutilezas necessárias que nos acomodam os ossos e os pensamentos, as mãos costuram retratos e os quadros mudam de lugar. Se a vida guarda instantes de fuga e de desejos ardentes demais, também, suporta os pés que caminham entre as marés e os luares das idades já bem longe, e das praias onde os corpos quentes mergulhavam em águas limpas de sonhos e mais sonhos sonhados a dois.   Rio, inverno de 2023

Na Europa, há incêndios para todo lado

Com grande tristeza constato que os incêndios na Europa queimam nossa história. Vi cenas do fogo comendo uma das igrejas de Palermo e alcançando a cidade. Conheci Palermo, na Sicília, em 2013. Inesquecível. E não consigo imaginar este caos de fogo e calor destruindo tanto. Palermo, Catânia e Messina padecem. Os bombeiros chegam atrasados. Os habitantes de Palermo choram. Na ilha de Rhodes, na Grécia, o fogo não foi contido totalmente ainda. A temperatura é de 43 graus. E, hoje, a cidade de Marseille na França começa a arder.  É sério, grave e triste que o verão se transforme em inferno! Mais triste ainda é ver alguns homens de nosso tempo sem preocupação séria com a questão climática! E alguns políticos sem se comprometerem com o tema. A Sicília é pura arte! Respira história. Há cidades de uma beleza inigualável.  Contam e recontam o tempo dos homens. Praças, igrejas, esculturas, afrescos, jardins, templos, a magnífica Catedral de Monreale, mosaicos em colunas douradas e azuis...

No dia do escritor

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          Gravação feita no início da pandemia. 

Fragmento de inverno

A tarde se perde e a noite escorre lenta. Não faz parte de um sonho. As luzes lá fora são vivas e misturadas ainda ao azul céu. Firmamento. Um silêncio rouco habita ao redor sem cor e sem ousadia. Os instantes deste dia foram de leituras e devaneios mansos. As decisões grandes chegam perto devagar. Assim, são as estrelas que se acendem longe que passam a habitar o cenário, naturalmente. Longe ou perto o frio faz parte do dia que corre como uma lebre no campo. Rio de Janeiro, julho de 2023.

Hoje é sábado:

Um dia distinto no meio do caminho. Faz frio. Um frio incerto. A casa que habito é plena de luz. A minha mão escreve letras inverno. A terra e o chão de pedras invento.  As raízes e o ventre. Com pulso erguido vocifero. E a face lívida invade as noites frias. Onde estão meus pais, amigos, e uma parte do passado? Hoje é sábado.  Rio de julho, 2023

Visitando o Palácio do Itamaraty, Brasília

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 Fotos de José Eduardo com a máquina Nikon 

Em casa

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 Começo a ler "A mulher moderna" de Josefina Álvares de Azevedo. Coleção Escritoras do Brasil, vol.I. Publicação do Senado Federal, 2019. Surpreendida com a escrita de Josefina, dei boas risadas. Encontrei expressões antigas que ainda eram usadas no meu tempo de menina em Manaus: "ué" e "ora figas"! Expressões que estavam completamente esquecidas por mim.  O texto "O voto feminino" é uma comédia em I ato. Instigante e atual traz questões relevantes do universo feminino ainda hoje. A autora apresenta seus personagens no Rio de Janeiro, na época em que a cebola custava 200 réis e o toucinho 1$500. Caro demais! A expressão "mulher objeto" (de casa) comparece de repente! E as vozes femininas que definem lugares novos e desejados pelas mulheres combinam as personagens Inês e Esmeralda - mãe e filha-  compondo um cenário de um futuro almejado ardentemente. Inês ( Só) na Cena 3 diz: "São insuportáveis estes monstros de egoísmo! E quando s...

Leitura do poema "Movimentos"

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Sonhos de inverno

Foi em um dia qualquer  quando você chegou perto e sorriu.  As luzes da casa nos aqueceram. Neste dia de frio e nevoeiro. Bem perto o teu rosto. Pássaros soltos. Fora ou dentro dos sonhos.  Rio de inverno, 2023 * Nunca Nunca imaginei viver tantas barbaridades Venenos largados nos caminhos Entre árvores e sombras  Mentiras em toda parte E em meio aos loucos ou bandidos  Os gestos vociferados  Nunca mais acreditaremos ingenuamente *

Voltando para casa

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   Acima de nuvens e asas Quase um sonho                           A bordo da aeronave                        faz silêncio       Nuvens de algodão Rendas brancas   no horizonte anil Abro as mãos     E seguro os sonhos  

Caminhar

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 Foto de José Eduardo Barros, Brasília 16.07.2023

Dois momentos

 1. O taxista nos contou que em Brasília os ladrões usam a caneta pra roubar. Diferentemente do que se vê no Rio de Janeiro. Ainda acrescentou: os homens que trabalham aqui somos nós.  2. Perto da Igrejinha de N. Sra de Fátima havia um padre ouvindo confissões do lado de fora, exatamente bem embaixo de uma árvore bem frondosa. 

Hoje é sábado

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Livros recebidos, ontem, na Biblioteca do Senado. Uma bela coleção de obras femininas estão sendo publicadas lá. Agradecemos muito o acolhimento e os presentes, e batemos palmas ao projeto! Participam desta coleção escritoras que não estão canonizadas, mas escreveram e publicaram ao menos um livro nos séculos XVIII ou XIX. Entre elas: Josefina Álvares de Azevedo, Nísia Floresta, Júlia Lopes de Almeida, Carmem Dolores, Francisca Júlia da Silva e algumas outras fantásticas e talentosas mulheres que escreveram. E viva a literatura!

Jardins de ética

Nos jardins da capital do Brasil florescem o abstrato o concreto e o amor. As raízes da ética plantadas há décadas atrás  voltam a sorrir. São árvores de troncos fortes e nodosos e flores delicadamente arranjadas no solo. A arquitetura da cidade nos abisma. Comove. E a arte nos abraça em meio  às manobras políticas vividas vergonhosamente enquanto o país aguarda.  Trabalha trabalha e sua  a nossa gente.

Em viagem - anotações

Chegamos, ontem, em Brasília pela Latam. O voo atrasou e nos deixou embarcados 40min. Sem sair do solo. No aeroporto do Rio, antes de nosso embarque, José foi cumprimentado por Ailton Krenak que andava por lá.  Estamos em terras novas. Digo, na cidade construída por  Oscar Niemeyer & Lúcio Costa.  Os sinos batem. São 18hs neste 14 de julho vivido na capital do Brasil. Há uma capela por aqui. Estamos na nomeada Asa Sul. A casa de uma amiga de infância nos recebe de braços abertos. BRASÍLIA, 14 DE JULHO DE 2023

Abraçar Brasília

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Fundação Athos Bulcão           IGREJINHA N. Senhora de Fátima, obra de Niemeyer. Afrescos de Volpi e azulejos de Athos Bulcão. Francisco Galeno renovou a obra de Volpi depois que as paredes foram pintadas e a obra desapareceu.         Biblioteca do Senado Federal

Milan Kundera partiu

 Nota de pesar: Li " A insustentável leveza do ser" e " Risíveis  amores" de Kundera na década de oitenta. Era outro o mundo, e sonhávamos muito para todos  nós. Naquela época, trocávamos livros entre  amigos. E, até quem não lia muito leu Kundera. Na rua Redentor o livro "A insustentável leveza  do ser" aconteceu. Depois, voltei a ler o autor já consagrado, e,  sempre devorando seus textos, refleti sobre a  diferença entre os homens e aprendi muito  sobre a finitude da vida. Agradeço. Rio, 12 de julho de 2023

Veneza

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 Anotações e descobertas vividas em Veneza

Cadernos de viagem

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Na manhã

Acende-se o dia vagaroso. Enevoado o ar na humidade da página branca pergunta: palavras nuas nascem aquecidas? Não pergunte demais. Há personagens  estranhos na sombra. Na sombra do dia o desvio. A guerra na esquina. Mulheres descalças de dor. Mortes rasgadas. Nuvens velozes de mísseis.  Palavras e fatos. Sombras e sonos. Madrugadas mortas. Verão e inverno misturados. O dia azulado de perfumes  do lado de cá do mundo. Onde o vento sopra os cabelos as vozes sussuram sem medo. Escrevo. Rio de um domingo manso, julho de 2023.

By the way

Indignada com a postura americana neste momento, escrevo minha opinião sobre os mísseis, que começaram a ser lançados pela Ucrânia e jogam o jogo sujo desta guerra.  Mísseis americanos se estilhaçarão e explodirão causando a morte e danos imensos aos civis não só hoje, mas no futuro.  Armas indecentes só reforçam a guerra indecente que temos diante de nós.  By the way, Brasil, 8.07.2023

Roma de novo, 2013

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Roma é um museu a céu aberto! Estátuas e santos. Mulheres e mosaicos. Arquitetura. Igrejas e museus. Fontes vivas. Praças. O clique do olhar. A emoção no peito. Inesquecível! A Itália nos faz sonhar sempre.

Hoje é sábado de luz

Poesia e muita prosa. Ainda que as horas desta manhã brotem pelos pulsos e pelos ouvidos.  Nua é a imagem que se alarga; areias do mar. Rio de entusiasmos, 2023

Início da noite no Leblon

A sexta-feira cresce entre os dedos de minha mão.  O joelho repousa no sofá  um cansaço semanal misturado aos minutos insistentes  que surgem na mente: memórias e sonhos.  Sim, somos atraídos por assuntos sérios. E se abisma no mar azul profundo  o nosso tempo cheio de barbaridades. Diante do que se evapora entre gestos estranhos, diante de ruídos e homens que mentem sem parar. As imagens da noite gemem. E a esperança treme. Os mísseis cegos matam. Uma flor rara ainda nasce em nossa casa  e o mar do Lebon sublinha um perfume (que penetra espaços e frestas). Rio de julho invernal, 2023.

Bom dia!

 Amigos, Agora, o Quênia nos visita. Muita alegria com as surpresas de novos leitores. Viva!

Ontem

Ontem à noite o rosto da lua redonda e dourando o céu abriu a alegria E entre um sonho acordado e conversas com o passado alguns personagens chegaram perto A morte que era tão longe com os mortos já dormindo atravessou a fala dos pensamentos Acordada no movimento das recordações nós suspiramos juntos algumas vezes antes do sono voltar Rio de noites de lua, 2023

Inverno (em mim)

Pés gelados pisam o chão do mundo O espelho da janela reflete O verde do lado de fora Flor de jasmim

Inícios

Abre a voz e chama a claridade do dia. Um sol frágil sussurra e o mar em ondas brancas onde o rito se levanta a cada dia  diz o mais veloz: sal e espuma. A praia sopra suaves palavras que em nossas bocas pedem novos começos. Rio de esperança sempre, 2023

Hoje é sábado

Quando o corpo agradece a luz E cada instante é tanto Os murmúrios e as preces crescem Em sintonia com o mar  Dias de julho cheios de esperança  Com a porta aberta  E os cabelos da floresta soprando Ventos frios e douradas manhãs  O segredo dos murmúrios longos Deixa ver a vida correr No sono dos jovens que pedem tanto Quando a língua diz a raiz Outros vão amar certamente Tanto quanto eu amei Rio de julho e renovação,  2023