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Mostrando postagens de maio, 2016

Christophe en concert privé à la Villa Medicis

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Sem título

   Na hora do almoço quero permanecer de pé. Os dias passam e as manhãs se mostram como algumas maratonas que não são nunca vencidas.    A tarde soa mais longa, às vezes, interminável.    As minhas horas são como as marés. Às vezes, com fortes arrebentações que se montam nos textos e outras tantas como um mar sereno  - quase um lago - que reflete o trabalho das horas de escuta e silêncio. Mas, há as tardes que não acontecem. (do livro Outonos, montagem incompleta, p.145)

Fábula (2) de Régis Bonvicino

A borboleta é uma ficção às avessas raios atravessam as letras chove uma chuva seca o brinco-de-princesa é uma realidade extra o ipê-amarelo é uma palavra déspota sem cheiro a dália-gigante é agora uma flor sem pétalas a alga polui o lago em abstrato não há saídas para a névoa a palavra morre de véspera a borboleta se transforma em pedra sua asa, no entanto, se projeta Poema do livro Estado Crítico, p. 49.
Sobre Um teto todo seu O corpo na cama quente recolhe o texto de Virginia. O cenário quieto do quarto ainda respira. Quase não penso. As páginas do diário de Virginia relatam um domingo de Páscoa. 1919. Com mãos e palavras ela escolhe dizer não às pausas. Escreve conforme dita o humor. Afirma: é preciso esforço para encarar um personagem. Algo solto pode se transformar em desleixo. Importa descobrir:  a matéria vital, vaga e errática. E, encontrar outro uso ... na ficção . Volto às páginas do livro – do balbucio ao grito. Encontro outros significantes e retomo a escrita. Esqueço o que resta a viver.  Não penso no Tempo. As palavras se apertam no corpo de um poema. E não se deslocam do sentido primeiro. A personagem poderia vir a ser Virginia , no leito quente!                     

Colagens na Revista Sibila

Acessem o link: http://sibila.com.br/arte-risco/colagens-2/12527

Poema recente em exercício

1. Um vento assombrado sopra na tarde. As páginas do livro correm e os galhos das árvores se dobram. Ruídos de automóveis. A mulher idosa deixa os cabelos fugirem e a saia de pregas miúdas da menina se ilumina no vendaval. Só o outono escuta os cantos dos pássaros. As janelas da sala seguram o vento assombrado. Os olhos circulam nas manchetes do jornal. Acompanham as folhas que deslizam de um lado ao outro. O final do dia não ganha um ponto final. 2. Qualquer lugar é pretexto: (política e texto?) Um poema trafega na página clara. O céu escurece o azul. As letras e os pontos não desabrocham. Insistem na vertical do verso. O pensamento circula em ângulos agudos. Mãos embaralhadas catam a exclamação que (quase) não surge.

Freud em fotos

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Fotos feitas por mim hoje. Pequenos ângulos no consultório.

Flashes do lançamento da ed. 7Letras

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