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Mostrando postagens de novembro, 2025

Absurdo, lastimável e triste!

 O que acontece em Brasília no Congresso Nacional é irracional e complexo demais! Vivemos dias de constatação da imaturidade e inconsequência de alguns políticos, que agem em causa própria e sem nenhuma noção de país.  O papel que deviam ocupar enquanto políticos eleitos pelo povo está totalmente esvaziado de sentido. É uma vergonha total e uma desmoralização nunca vista! Estes senhores precisariam receber sérias punições. E o povo saberá dá-las! Vamos à luta! E viva a nossa democracia! Hoje é sábado!

Poesia pra que te quero?

 E me vejo lendo e relendo poemas.  Leio Cecília Meireles em Poemas italianos ,  Global editora. 2017 Escrevo: Rio de Janeiro Este Rio grande demais, cheio de gente colorida, anda ligeiro. Corre e se abisma. Nem parece saber que mais um ano se aproxima do final. Continua com pressa. O tempo acumulando tudo: muito suor e cansaço. O calor bate na porta e quer entrada franca. Cigarras em algazarra. Ônibus lotados e sinais fechados. Chuva e sorrisos de lado. Gente boa ou desconfiada. (As saias dos vestidos andam frágeis. Às vezes, curtas demais.) Perfumes quentes saltam do mar. Futebol ou vôlei nas areias. Tem gente correndo bem cedinho. Os pés e restos de asfalto. Orla do mar de Copacabana. Não engana ninguém. Nuvens no alto do céu.  Abraços de gaivotas. Vestido de azul ou lilás  o horizonte brinca e se esconde. Rio de Janeiro e de novembro, 2025

Cenas patéticas

Mais uma vez estamos assistindo as cenas patéticas, que se montam orquestradas pelos filhos de um ex-presidente e pela crueldade de alguns homens perdidos em si mesmos. Constatamos que o nosso país continua muito necessitado de leituras sérias e de pensamento crítico. Como é possível que um ex-presidente tão bizarro, preconceituoso, cheio de planos loucos e rodeado de pessoas despreparadas e fascistas como ele receba um tratamento especial e se considere digno de respeito. Ele busca algo inalcançável, porque já está julgado e condenado pela instância maior de nosso país com provas suficientes, e já deveria até estar trancafiado em um presídio.  São estes momentos tradutores ainda do muito que precisa ser modificado em nossa nação. É patético ver de novo uma comoção irracional! É patético perceber a orquestração de um plano que busca sempre danificar o país. Um plano buscando o desmonte do governo atual que está acontecendo lindamente. Rio, 23 de novembro de 2025

A esperança ainda brilha

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 Amigos, Nada como um dia atrás do outro. Mas, queremos vê-lo logo, logo lá, na Papuda. * E viva a Democracia! Abaixo a Extrema-Direita! Pintando este dia verde e amarelo. Com pitadas de PT 

Um sábado e o pão de cada dia

Alguns amigos morrem, amigos partem. Onde estarão para além das palavras? Há tantas palavras ainda ecoando.  O pão e o doce suspiro.   Um sábado.   * Onde a janela do dia Abre a vertigem O meu rosto de lado Ao vento se oferece  E a praia ali parada É um cartão postal A cidade faz o momento Infinito momento da presença  Rio de Janeiro e de novembro, 2025.

Que susto!

 Na França "perderam a mão", de vez! Imaginem que o chefe do Estado-Maior do exército francês declarou que "devemos nos preparar para aceitar perder os nossos filhos para proteger o que somos".  Que horror! - Como ousam?!  E repito a frase de Greta. * Um rio de sustos aos nossos pés... * A situação, claro, tem relação com a guerra da Ucrânia onde os europeus estão cada vez mais envolvidos. Os EUA cada vez mais enlouquecidos com os graves problemas causados pelo próprio presidente.  Quanta ironia... *

Amigos

Ainda aguardo os livros que estão a caminho. E escrevo. Escrevo os dias que nos envolvem de esperança. E ainda os que nos incomodam em demasia. Governantes cheios de soberba acendem um mal-estar inesperado. Vimos na Cop30 um pouco de tudo. Vemos as mudanças climáticas confirmarem que o tempo das estações corre de forma diversa. Hoje está nevando muito na França. E na Suécia neva muito há dois dias. Mas, o inverno ainda não chegou. * No Brasil comemoramos o Dia da Consciência Negra e, assim, o nosso presidente Lula assina decretos confirmando apoios e benefícios aos quilombolas. Na Cop ele certificou territórios indígenas. Enquanto bolsonaristas fogem pra todo lado. Enquanto confirma-se o enredo 'mafioso' existente na era bolsonaro e depois. Enquanto...  De tudo muito e bem assustador, meus caros. E mais complicado do que conseguimos imaginar. Os dias se desdobram em abundância de notícias dramáticas ao nosso redor. Morrem cantores importantes de nossa geração. Morrem as vozes d...

Hoje é sábado - diário fotográfico

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                                  Em recantos dentro de casa, minhas pinturas.                               Paisagens sensíveis. Recantos poéticos.                                                        Et voilà!                                                           

Sem título

Dizer o mais de dentro Dizer o lume a vela e o vento

Escuto este Brasil múltiplo

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  Experimento... E a pintura fala!                                                                                       Brasil em marcha 

E o teatro do mundo continua

 1, 2, 3, 4 e 5 1 Enquanto alguns atores sérios lutam, de fato, pelas questões climáticas na COP30 em Belém do Pará, outros fazem figuração ou mesmo 'semblant' de gente séria.  E há os que insistem em agir por aqui, ou em outras partes do mapa mundi, como  marginais ou loucos esperando mesmo um lugar no manicômio mais perto. 2 Não vivemos mais o prefácio dos tempos. As narrativas se desenrolam densas. É preciso proteger o nosso mundo. Colocar as mãos de esperança a trabalhar. Doar com inteligência ações a favor dos rios e árvores de nossa floresta amazônica. Atender a porção humana do planeta mais necessitada. Distribuir, sim, fraternidade e alimentos. 3 Quando os próximos cinquenta anos se estenderem sob os pés de nossos descendentes precisamos ser lembrados como os que deixaram um mundo melhor. 4 No posfácio de nossa existência, cada um de nós sempre poderá recorrer à janela do passado e sorrir... 5 Nota de rodapé: Respirar melhor, comer sem agrotóxicos. E pescar peixes...

Alguns passos

E são quase nove horas da manhã.  Acordei na primavera. Os azuis e os verdes se misturam do lado fora. Não saí do quarto. O tempo ali parado levava-me  de volta à adolescência.  Dobrei roupas e guardei  a pulseira; um presente de meu pai. Em passos lentos andei. Abri um passado de gestos.

Ventania

O poema se compõe límpido  Sopra onde a sílaba se inventa Olha. Escuta o ritmo Corre nas pedras da calçada  ou na areia da praia A nuvem fita de longe O som marinho e crespas ondas chegam gelando meus pés  Cascalhos de conchas Búzios raros cor-de-rosa Ventania. Poesia ................................. Um mundo de sussurros

Oração recém-nascida

Dai-me os dias a seguir enquanto as ruas se confundem e as areias do mar marchando ao vento oferecem ainda barcos e peixes. Dai-me o movimento das mãos  que escrevem a vida fresca e seus fantasmas. Enquanto os pássaros flutuam sozinhos por esta terra sem fim dai-me o pouco, Senhor. Ou o muito pouco. Mas dai-me jardins e plantas. Num mundo de frivolidades, sorrisos simples tangenciando os olhos míopes, sem certezas de nada, na emoção dos dias ternos nesta vida com arte e gratidão  dai-me, sobretudo o pão (e o vinho.)

Sábado de ventos

Amanhece no Rio Temporal de vento O túnel no escuro e circulam os que trabalham Acontece que hoje  é sábado! Silêncio da terra Muitos ainda dormem Respiro alto Um rosto na sombra A palavra quieta é um abrigo * Peço desculpas aos montes. Há sonhos a sonhar. E sonho. Sou diante de ti uma nuvem preciosa. A face oval voltada às crianças.  O pulso de cristais límpidos  pertencendo aos ramos das árvores. Escuto línguas  diversas que soam ao redor. E restos de conversas.

Escrevi agora

As ondas se debruçam  brancas brancas Caem ligeiro E se desmanchando  seguem-me na areia (Tocam meu corpo de memórias) A claridade me veste de branco O vento nos ombros escorre Frias preocupações  Primavera de novembro Meus dedos oferecem o sol pensamentos e carícias tantas

Escrevi em 05.03.2024

Não procures tanto. Encontres. Tudo no ritmo certo onde nunca é sem nome.

Um poema ou mais

Vim até aqui Vim e venho Sou o sabor dos dias e dos quartos Nos muitos cantos da casa silencio o corpo e descanso Um poema ou mais Versos soltos na boca Rio de novembro e mais ainda, 2025

No canto da casa

Por um momento apenas Bem no canto da janela O hálito do bem-te-vi 

Se eu parasse agora

Neste espaço de silêncio  e em plena luz do dia qual seria a curva do poema se eu, no rumor desta tarde, silenciasse. Rio de novembro, 2025

Escrevo e reescrevo o agora

A poesia se reescreve Entre dores, letras e harmonias  Texturas nuas: um inventário do mundo Gavetas amplas ou vazias Espelhos de um tempo difícil  Territórios de agora  Abaixo abro portas  Os dedos soletrando  A luz do corredor Árvores altas  Do lado de fora Ruídos de grilos A tarde contagia formigas Rio de novembro e de azuis, 2025

Sem título

Ao longo da rua corpos em silêncio  Fria a rua  não cala seus mortos