Quando nascer de novo Para Solange Rebuzzi “Quando nascer de novo” viverei junto ao mar e ao patilhão dos veleiros, não darei passadas largas, tampouco silenciarei a voz curta, em sobrevoo, voltarei pássaro, ave, gaivota, ou outro bicho que tenha asas e se lembre dos sonhos ao acordar, pousarei furtivamente sobre os ombros de Clarice e as patas de seu cão fincados em bronze no Leme, pela manhã estarei na janela da Rua Sambaíba, entre rosas e romãs, e, à tarde, do alto da Antero de Quental avistarei a lagoa, os telhados e a tela que nos liga. “Quando nascer de novo” organizaremos colóquios e edições bilíngues e chamaremos à nossa mesa as mullheres que escrevem em lista alfabética e numerada e também os homens que prescindem das listas e das enumerações, chamaremos ainda os que escutam e escrevem, os que falam, os que emudecem e os que se perderam no anonimato. “Quando nascer de novo” ler...