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Mostrando postagens de julho, 2019

Veneza: um mapa a ser desenhado

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Os caminhos e as pontes de Veneza se cruzam de  muitas maneiras. Freud escreveu à noiva, Martha,  em 1895: "Você não vai receber muitas descrições.  Não me é possível fazê-lo por causa da embriaguêz  que Veneza provoca." Nas águas doces ou salgadas, entre as pedras e as madeiras, a escrita dos sonhos convoca o nosso pensar. Freud estava correto em sua avaliação primeira. Impossível descrever Veneza. É a cidade que se inscreve em nosso psiquismo. Fotos minhas e de José Eduardo Barros, 2018

Poema da casa conhecida

Na miragem da manhã senti entre as brumas a casa Ainda tenho pressa na caminhada E a matéria dos dias pode ser escrita ou cantada Através dos espíritos na música dos sabiás O que mais importa é a prece que se possa dizer ao mar A nossa casa ainda tem o idioma conhecido Nos dias e noites que nos seguem o inverno traduz A vida construída nos livros em leituras e nas paredes alvas A tela de um poeta pinta de azul o recanto desta sala E a cadeira alta de palhinha foi até o quarto Segura roupas, gestos, perfumes Nesta casa de paredes alvas as janelas têm permissão   Olham em torno de um passado Rio de Janeiro, 26 de julho de 2019

Cadernos de viagem- tempos diversos

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Aquele abraço - Gilberto Gil

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Aquele abraço ao Gil, a quem agradeço muito por letras, músicas e shows imperdíveis ao longo de décadas!

Chico Buarque e Mílton Nascimento O Que Será Que Será?

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Nossa história nossos músicos!

A luta continua...

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Ontem, aconteceu a abertura da exposição “A luta Yanomami” no IMS do Rio  com fotos  impressionantes de Claudia Andujar. No final da tarde, o espaço da  Casa da Marquês de São  Vicente na Gávea estava lotado. Nem todos  conseguiram  senha para assistir a conversa que  se deu ali na Abertura  desta exposição com a  presença da fotógrafa, do líder indígena Davi  Yanomami e do curador. A divulgação via e-mail convidava: O IMS Rio inaugura a exposição da fotógrafa e ativista Claudia Andujar.   Com  curadoria de  Thyago Nogueira, a mostra reúne centenas de fotografias,  desenhos,  uma instalação audiovisual, além de livros e documentos que  traçam um panorama  da dedicação de Andujar aos Yanomami.  Mas, a fila para adquirir uma daquelas cem senhas distribuídas se fez enorme  desde  uma hora antes do previsto. Assim, que consegui ver  a expo...

Exposições

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1. O inverno carioca sopra ventos frios que nos alcançam em meio ao calor de duas belas exposições tão coloridas quanto revigorantes. Ontem, a Casa Roberto Marinho apresentou “Djanira a memória de seu povo” ocupando o térreo do bonito casarão no bairro do Cosme Velho e, no segundo andar abriu o nosso olhar para as obras de artistas “Estrangeiros na Coleção Roberto Marinho”. Tudo conforme o figurino e na elegante concentração dos convidados que se espalharam até nos jardins. A noite de lua e o vinho deram o tom às conversas animadas, mas me concentrei, principalmente, em ver e rever obras de tempos diversos de Djanira, “a artista que surgiu no cenário da arte brasileira no ano de 1940”. Circulei entre as paredes brancas buscando observar detalhes da nossa história ali revelados, embora alguns convidados também compusessem o cenário da noite junto às litogravuras aquareladas de Jean-Baptiste Debret, que esteve no Brasil desenhando o inimaginável da vida dos senhores e d...

Recanto

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No detalhe: os livros de Haroldo de Campos, Umberto Eco e Francisco dos Santos

Inverno no Leblon

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Versos de Emmanuel Moses:  "La mer des années, avec leur hautes vagues et leurs abîmes".                                         Fotos de José Eduardo Barros em 17 de julho de 2019

Fagner, Zé Ramalho - A Terceira Lâmina (Ao Vivo)

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Anotações em 13.07.2019

Pelas calçadas da praia do Leblon escutei o rosto tensionado do cantor Fagner. Início de semana e um grande músico havia partido; João Gilberto. A seguir, no final de semana avistei o poeta Armando Freitas Filho caminhando nas calçadas da Urca absorvido no ritmo do pensamento. Estas notas apressadas não visam notificar apenas o tempo. São atravessadas, também, pela música das ondas do mar e pelas pedras que desenham o entorno da cidade do Rio de Janeiro. 

No azul da Urca

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Poema do livro: O riso do inverno

Para onde caminha o poeta? 2. A solidão dos tempos. Uma breve presença da memória. Nas mãos só teclas e letras alcançam o espaço. Um rio sujo e sem direção atravessa nossos caminhos. Quase totalmente vazias as ruas padecem. Falam de um novo momento que se anuncia tímido. Ao poeta é dada a constatação do escuro. Ainda e sempre é preciso dizer as horas e as manhãs. Se um pedinte esticar as mãos não esqueça de abençoá-lo. Traduz-se o descaso com muitas nuances. Traduz-se a fome em camadas. Finas e fundas. Não se traduz a corrupção. Ela amarga na boca seca. No horizonte o riso de poucos. Minguados. Caminha o poeta claustrofóbico. Caminha lento. Trôpego. Procura o verde das árvores. Suas letras mancas quase se perdem. Pedras da cidade. Clama o poeta pelo verde e o amarelo. Estrelas tontas da fuligem contaminam o nosso horizonte sem lua. (pg.48)

Joao Gilberto - Garota de Ipanema (junto a Tom Jobim)

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Uma homenagem à delicadeza!