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Mostrando postagens de dezembro, 2015

Não mais o verso. Ainda o verso (e mesmo o in-verso)!

Feliz Ano Novo     de Esperança! Conseguimos a erradicação do vírus do ebola na Serra Leoa, na Libéria e na Guiné. Surge uma vacina (francesa) para a dengue. O fogos vão abrir os céus do mundo (apesar do policiamento intenso e ostensivo que engolimos vida adentro). Como sempre ganhamos e perdemos. Permaneçamos de pé! ............... Milhares de crianças chegam à Europa nos braços do mar (algumas nem chegam)! Os jovens do mundo desejam deixar seus países em busca do sonho. E muitos de nós não acalentam mais os sonhos na língua mãe. .............. Feliz 2016! Resistir, resistir! Criar! Inventar e re-inventar são as palavras de ordem. (dentro do possível com delicadeza!)  Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2015.

Feliz Natal a todos!

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FELIZ 2016 !

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                                             Que a natureza continue nos acompanhando!                                         (Foto de José Eduardo Barros no Jardim Botânico do RJ) 

Leituras fotográficas de Veneza

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                                  Fotos de José Eduardo Barros. Primavera européia de 2015.

Escrevo:

Na manhã de 18 de dezembro de 2015 1. Faz muito calor. Estamos às vésperas do verão que deve começar, oficialmente, no dia 21 de dezembro. A temperatura na política está quentíssima.  Assistimos um desmonte político nunca visto antes em nossa história. Não sei dizer se tememos. Antes, constatamos que para viver uma outra história precisamos de mudanças, mas de mudanças éticas. Enquanto isso, o país perde a credibilidade e o mundo observa nossa pouca educação tanto na política quanto nos demais processos necessários para trazer alguma ordem ao caos que se apresenta neste final de 2015. 2. A calota polar do Ártico derrete no calor de nosso mundo incivilizado. As medidas necessárias para conter o caos que se apresenta, inclusive na natureza, estão atrasadas e caminham com lentidão. Aprendi ontem que o metanol é mais perigoso que o CO2 ao ser lançado no ar, e ele habita o polo Ártico surgindo junto com o descongelamento que impera sem controle. Presenciamo...

Berlim, árvores e sombras

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Fotos de José Eduardo Barros. Verão europeu de 2013.

Respirar

Ainda procuro respirar profundamente. O sol não se desprega do horizonte e o traço antecipa o dia. A China - na manhã de ontem - protegia-se com máscaras para respirar. O CO2 cobria as mentes et les visages étaient aturdis : surpreendidos na escura bruma. Na metade corroída pela ganância não se pensa nada. Na outra metade há a tosse tosse tosse! No Brasil havia um rio que era doce. Agora, corre veloz a mousse ocre   e alcança o mar. Carrega numerosos peixes e árvores frondosas na estranha correnteza. Animais e homens foram enterrados vivos.     Na África, na costa norte, as areias partem rapidamente com o vento desmembradas dos vilarejos. No Egito costumam dizer:   “o rio Nilo faz parte da família”. No Brasil havia, sim, um rio Doce! Árvores nossas de cada dia, rogai por nós! Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2015. ...

Detalhes

Cartões postais Walter Bemjamin disse uma vez que os selos colocados nos envelopes postais guardam imagens do mundo em detalhes. Sim, eles nos fazem olhar as imagens menores. Mas, creio que são os cartões postais que permanecem como uma espécie de memória que se abre de repente e nos carrega para longe em viagens inesperadas. Encontro, entre os meus cartões postais, alguns muito antigos que foram recebidos como um presente especial e longínquo, e outros que ainda hoje traduzem um sorriso dado junto com o gesto quando foram entregues pessoalmente. Há alguns postais que gosto de colocar entre as páginas dos livros que manuseio sempre. Estes parecem conter a memória mais iluminada. E, me alcançam na surpresa de uma leitura repetida que faço em certos momentos. Nas caixas altas se encontram alguns deles, bem guardados, em meio às cartas e às fotos que também gosto de unir às colagens que, agora, também narram algum detalhe de viagem ou uma vivência resgatada. ...