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Mostrando postagens de fevereiro, 2016

Solange Rebuzzi entrevistada por Nonato Gurgel

Entrevista a Nonato Gurgel Rio, 22/11/2012 A escritora, tradutora e psicanalista Solange Rebuzzi ostenta uma bibliografia cuja dezena de títulos contempla gêneros diferentes como a poesia, o ensaio e o romance. Autora de textos sobre alguns autores seminais da nossa literatura, como João Cabral e Paulo Leminski, a autora lança no próximo dia 28 o Livro das Areias , sobre o qual ela fala a seguir. 01 – Solange, como classifica o seu novo livro de ficção, cuja “língua que não é só a de um romance”? O Livro das areias é uma narrativa. Está fora das classificações mais usuais. Nasceu assim. A escrita deu a direção à minha fala, fora da linguagem mais linear. Quando afirmo, no início do livro, que a língua não é só a de um romance quero marcar essa diferença, enquanto possibilidade. Ele está escrito em versos livres, mas é uma narrativa de tempos vívidos em diálogo com a escrita. 02 – A sua inscrição profissional abrange diversas áreas do saber e da cultura como a psica...

À Sombra das Tamareiras (Contos Orientais) de Humberto de Campos

Comprei na semana passada o impressionante livro de contos À Sombra das Tamareiras de Humberto de Campos, escritor e acadêmico já falecido há muitos anos. Intrigada e atraída pela leitura fui, lentamente, levada a relembrar um outro momento de minha vida, vivido na biblioteca de meu avô em Vitória, quando ainda muito jovem fiz a primeira leitura deste livro. Talvez com a primeira edição; a de 1935 pela José Olympio. A delícia desse reencontro com o escritor foi crescendo de um conto a outro. E não me tirou o gosto de reviver na leitura a escrita dos contos orientais, possivelmente soprados ao escritor maranhense conforme ele mesmo afirma logo no início do livro. Mas as lembranças não pararam por aí, nem as delícias. As N.A. (notas do autor) assim como as notas em geral são de grande proveito, e lemos as explicações sobre os nomes próprios, as expressões, os hábitos e as inúmeras sutilezas vividas tanto na Síria quanto no deserto de Dahna, ou nas montanhas de Oman, na Turquia e ...

Artesãos de Arles

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Homenagem a Einstein

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A Física comemora hoje a fantástica descoberta que confirma na experiência a teoria de Albert Einstein. Viva! O mundo vibra com a confirmação da existência das ondas gravitacionais que participam do movimento da terra. Estamos inundados por estas ondas! (Direto da cidade do Rio de Janeiro)

Carrancas - Exposição no IMS do Rio de Janeiro

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Fotos feitas no final de janeiro de 2016.

Nota de Carnaval

Escuto o samba ao longe. Como se fosse um sonho estranho, interminável e sem imagens; os ritos deste carnaval chegam pelas paredes de minha casa. Invadem espaços abertos, antes dados aos pássaros e ao vento. Não me incomodam tanto. O mais difícil e abominável está encoberto pelo descaso de homens que ocupam funções e cargos políticos que desvalorizam a necessidade de cuidar da Saúde da Cidade Maravilhosa, agora, invadida pelos mosquitos da zika. Uma epidemia sem precedentes se apresenta! Ninguém se responsabiliza. O samba e o álcool escondem e abafam o medo. O horror da devastação da doença. A calamidade.  Talvez, o fundo do poço a que estamos lançados neste verão! Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 2016.

Poema

Talvez a terra seja estreita para os homens de diferentes credos O sol no monte dourado parece partir em improváveis direções Na hora da despedida a música das lágrimas escorre Talvez, a terra não seja a mesma para os diferentes credos A história da peregrinação dos homens se faz com desespero No horizonte acende-se a angústia do peito e dos pés Os personagens não são os mesmos de outros séculos  Talvez os homens necessitem do rito da partida Algum estranho caminho se mostra como salvador: Germany para além das estradas... logo depois do mar A poeira do chão carrega o brilho dos astros Homens e mulheres sustentam velhos e crianças Talvez, a Guerra não esqueça o sonho de seus filhos No entanto, presenciamos um cenário devastado Cidades e monumentos abandonados. Violência. A história se conta pelas mãos e nos olhares Ou nas línguas ainda a aprender A música das lamentações secou As mulheres acalmam os desejos antigos Elas pregam em voz baixa sem...