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Mostrando postagens de junho, 2024

Amigos

É uma noite triste hoje na França.  Está tudo sombrio. Abraço meus amigos daqui de longe. Resistir sempre!

O vento se levanta

Silenciei sobre alguns instantes da vida.  Silenciei lá onde o vento se levanta. O poema devo carregá-lo sozinha.  A voz e algumas palavras sussurram insistentemente sobre a mesa. Palavras de abandono e discursos antigos retornando. Às vezes, o espelho espalha diante de mim  imagens do passado. Um passado largo que  carrega o tempo dos mortos. As árvores me ajudam a escrever a história.  E na sombra da janela escuto o rascunho  do poema que nasce onde o vento se levanta.

Domingo múltiplo

Este texto guarda alegrias e aflições.  Guarda emoções distintas. Começam as eleições na França depois que Macron dissolveu o Parlamento. Tememos e tememos este momento. Tememos perder o que já conquistamos. Em breve, começarão os Jogos Olímpicos com os desafios e as belezas que carregam. Com os sonhos e as imagens de hoje. Com um passado trilhado com o corpo. Mas, nada desfaz o horror de nossos dias cheios de preocupações. Preocupações com tantos acontecimentos ao mesmo tempo. Com a destruição de Gaza evidentemente, e com este momento da história.  A língua do passado nos habita. A língua de muitos povos nos constrói. Não adianta destruir. Sempre haverá um poeta a contar a história e um pássaro a riscar o mármore das montanhas. Não se dissolve com bombas um ciclo. Além disso respiramos nossos dias com os danos dos efeitos climáticos que correm no Brasil e no mundo causados pela deslealdade de muitos políticos e empresários gananciosos, que olham o mundo pensando pequeno. .......

Poema da brisa

O tempo tinha sempre uma hora para nascer. Nascer pouco a pouco. E marcando  a memória com nomes, árvores e rios logo cedo de azul abriu as portas do céu.  Um branco tênue manchou o azul. Alguns pássaros soaram seus cantos. As portas surgiram perto das pedras. Os pequeninos insetos mostraram a face. O vento e a chuva chegaram ligeiro.  Cavalos cruzaram os pastos.  E os peixes de todos os tamanhos  sublinharam de vida os mares.  Os homens vieram mais tarde  apressados. Algumas mulheres de ventre  cheios de vida e outras com as mãos fortes  guardavam a voz dos ancestrais. A brisa quando soprou deixou traços segredos e preces. Rio de esperança,  2024

Hoje é sábado

 E é dia de Frei Luiz!

Resistir, resistir

 Vamos apoiar sempre: Sopa para os mais necessitados e Pão para os famintos! Na linhagem de Francisco de Assis!

Amigos leitores

É preciso pensar seriamente este momento grave que a Europa vive. Tememos o fracasso do capitalismo, que bate à nossa porta, e a vitória da Extrema-Direita na França.  É muito grave o que acontece. A força das mulheres precisa firmar a direção do humanismo. Queremos respeito! Queremos fazer valer o amor às minorias. O cuidado aos mais necessitados. Não à violência! Free Palestine!

Hoje é sábado

Evocarei sempre aos sábados  o poema que nasce. Relembro muito das enormes noites da adolescência.  Em mim  dentro e fora do corpo habitam vozes gestos, árvores. Auroras e invernos nos abraçam.  Rio, inverno de 2024.

Caros leitores

Não há limite para Israel. Qual será o ponto de basta? Não suportamos mais violência.  Agora eles ampliam a loucura começando a explodir o Líbano.  Aguardamos que algum forte governante silencie o governo de Israel. Um governo perverso que age de forma alucinada, e sorrindo. * Alguns políticos estão destruindo o nosso mundo! Rio de Janeiro que ama a paz, 2024.

Homenagem à querida Jacqueline Penjon na UFF

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Alguns amigos e pesquisadores presentes no Evento da UFF.  Foto de arquivo da Universidade. Na sexta-feira, dia 14 de junho, nos reunimos na UFF a convite da professora Maria Elizabeth Chaves de Mello e de seu grupo de pesquisadores para homenagear  Jacqueline Penjon. Foram momentos emocionados por depoimentos dados por muitos de nós que convivemos com ela em Paris3, Sorbonne Nouvelle, durante temporadas de estudos, trabalhos ou palestras nas últimas décadas.  Foi bonito participar e agradecer. E foi bonito ouvir o depoimento de amigos e colegas. Um agradecimento chega sempre de maneira singular! Foto de Gilda Santos.  

Na madrugada

Quando a noite cresce e até os balbucios desaparecem os olhos pesando no escuro pedem: clemência  e misericórdia.

À noite,

Macron abre as portas para a Extrema- Direita na França.  Que fracasso da política internacional! Ele declara que dissolve a Assembléia Nacional. Sabemos que com este gesto antecipa as eleições na Assembléia, antes mesmo dos Jogos Olímpicos.   

Onde estão os homens?

Onde sopra o vento? Não escuto nenhuma voz. Caminho entre escombros. A terra e o céu não estão por perto. O vazio está habitado de bombas. Os corpos se amontoam por toda parte. A terra e a relva se calam. Os olhos se fecham. O povo desaparece. Onde sopra o vento  que dispersa tudo? Onde os mortos serão enterrados? O luto deste tempo duro não desaparecerá. Nem as mãos abraçarão seus mortos. Os senhores que criam a morte irão permanecer vagando entre sombras escuras. 

Hoje é sábado

 E não sentimos alegria com o que acontece no mundo. Cinismo e crueldade, mesmo em momentos de comemoração.  * Biden e Macron juntos  não é possivel ver! Nem na tv. É bem triste este momento com tantas  mortes em Gaza. Crianças ensanguentadas cobertas de dor... Homens de nosso tempo Poetas amigos  É preciso gritar a nossa indignação! * Casas destruídas  Crianças mortas carregadas nos braços  Quem são os responsáveis por este  processo de destruição em massa? Nós já sabemos. A matança dos jornalistas  e das equipes de saúde  cotidianamente narram o horror desta invasão  Israelense. (Com o apoio fervoroso dos EUA)

Sem sossego

Frágil na gravidade e desejando passar perto na tarde que me invade,  o mar quando a casa silencia escuta nuvens. A casa vazia apaga luzes enquanto a noite avança.  Olhares e restos de falas ainda ecoam. Mal consigo andar. E com os dedos desenho o teu rosto. Vivo contigo a respiração baixa bem baixa  nos nossos lençóis. Rio de junho sem sossego, 2024

Pintando no meu ateliê

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E nascem árvores azuis em minhas mãos Nascem troncos ásperos Lua cor-de-rosa  sol verde e barcos no azul flutuando Mulheres nuas Flores vestidas de gestos Vasos vazios. Vestígios  Montanhas e céu de muitas línguas  O branco ou o cinza cobrindo o mar e espumas  Anjos dispersos  entre nuvens ricos de luz (Nascem sorrindo)

Reflexão do dia

 "A cidade da psicanálise não garante de uma vez por todas uma cidadania. É como uma fronteira aberta, uma ponte que permite passagens e trocas, um aportar que exige outras empresas, uma audácia que se confronta com o incomensurável."                                   Giancarlo Ricci, psicanalista italiano, no livro As cidades de Freud

Vamos defender e resistir

Defender as nossas praias, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Canal do Jardim de Alah antes que seja tarde! Que loucura é esta de obras para todo lado invadindo espaços públicos e preservados por lei? Perguntem aos biólogos o que eles pensam sobre tudo isso. Perguntem aos ecologistas. O Jardim de Alah é um braço vivo da Lagoa. Chega de tanta barbárie! * Chega de genocídio! E roteiros destrutivos montados. * Misturo os roteiros, sinalizando a insanidade geral que nos rodeia. Falta de ética e ganância.  * Stop Genocide! O governo dos EUA está doente faz tempo! E hoje é sábado!