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Mostrando postagens de janeiro, 2025

Árvores e cores

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No céu da Itália  o azul e o rosa sempre têm lugar. Na Sicília vi o sol se pôr entre  o azul e o rosa. Diferentemente de nosso sol dourado da orla do mar. O sol ganha nuances inesquecíveis.  Aqui ou lá, junto ao mar o sol se veste de cores. E abraça as águas salgadas  e se guarda no azul  até o outro dia.

Associação de verão

Por uma associação de ideias, quem sabe, em janeiro: as mãos de meus pais se tocavam na extensão dos dias quentes de Manaus Ou, no meio de um domingo quando os olhos da menina cuidavam de admirar o amor arrebatador  brotando em gestos e sorrisos Rio de janeiro terminando, 2025

Amigos,

Comento, com sinceridade, que nenhum espaço de mídia para mim substituiu o blog. Explico: O meu blog : Manuscritos, poemas, narrativas, traduções, colagens foi criado em 2010. Desde lá tem sido um espaço de escrita e criação.  Vários livros meus nasceram de versos escritos e/ou prosas pensadas neste espaço de tela nua. Aqui construí distintos momentos de reflexão com leituras comentadas e pequeninas resenhas sobre livros diversos. E ainda vivo momentos de criação crítica com textos endereçados ao mundo que nos cerca. Neste espaço, agora, também posso e gosto de mostrar minhas telas pintadas, além de fotos de viagens ou de lançamentos de livros que já circulam somando imagens que contam pedaços da vida vivida. Alguns dizem que é um espaço ultrapassado por outros meios de linguagem midiática que se movem rapidinho. Mas, eu continuo aproveitando e escrevendo e dando a ver minha produção artística aqui. Escapo das polêmicas mesquinhas. Sigo um pouco à margem.  Respondo ou não aos ...

Flor e cor (série branca)

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                         Paisagem abstrata

Flor e cor (série branca)

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Óleo sobre tela Novos tempos

Flor e cor (série branca)

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 Aquarela Momento de paz

Flor e cor (em série )

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Flores surpreendem Um céu de cores Nuvens abismadas

Flor e cor (em série)

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                           Flores alegram Vermelhas  Brancas Roxas Azuis Amarelas

Flor e cor

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                      Flores comovem Encantadas Inventadas Passageiras

Recantos

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Arte em telas, fotografias e livros de arte. Tela de Teresa Coelho César, Heitor dos Prazeres com uma pintura em cartão, fotografia do canal do Leblon de José Eduardo Barros e as minhas epifanias em Telas. Objetos de artesãos e plantas: um mundo que nos envolve de cor e vida.

Domingo com Mallarmé

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 Uma maravilha! Na tarde do lançamento do Livro da Rainha na livraria Lima Barreto adquiri esta publicação da Cultura e Barbárie editora. Impressionante no projeto belo demais, demorei alguns dias até abrir o envelope transparente e tocar as surpresas que encontrei dentro. Aos domingos gosto de olhar e me surpreender com os três pequenos cadernos-Livro costurados a mão em 2020. E com os seus múltiplos detalhes! Um abraço aos editores de Florianópolis que pensaram esta maravilha! Parabéns e vida longa! E viva Mallarmé!

Hoje é sábado

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                       (Foto de José Eduardo Barros:    o céu de Copacabana ontem pela manhã) Verão escaldante  Sorvo o verão com hálito fresco A praia é só paisagem Ruídos misturados da cidade sacudindo os dias e as pernas  das madrugadas Recolhida escrevo e recolho restos  Em sinfonia latem cinco cães no vizinho Água mais água, repito Verão escaldante  Nas areias crescem pés  de todas as idades Vozes se envolvem nas águas do mar: márcias ou marias mergulhando  em algas Verão escaldante de biquíni que não cobre nada (Nem a vergonha de nossos dias) : n e o f a s c i s mo no "Face" e nos gestos

A arte e a vida

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Epifania Escultura à direita de Antoine Bourdelle no Museu Bourdelle em Paris. Minhas pinturas ao fundo e à direita (diversas telas). A tela de W. Kooning fotografada no Accademia de Veneza em maio de 2024 (à esquerda). Esculturas à esquerda no alto, Exposição 'La passion de l'antiquité' na Biblioteca Richelieu em Paris, abril, 2024. Telas da série Epifania em obra (E as fotos são minhas)  "O princípio criativo não se esgota na obra em ato, mas continua a viver nela." Giorgio Agamben comentando as anotações de Paul Klee. P.164 de O fogo e o relato

Leituras

Amigos, Nos últimos meses de 2024 li poetas que nunca lera antes. O "Poeta da  Palestina" Mahmud Darwich e o marroquino Tahar Ben Jelloun. Os dois poetas caminhavam comigo na casa. Por vezes, a leitura dos versos acontecia no início da tarde quando os minutos se prolongavam em descobertas. E em outros momentos, no finalzinho do dia enquanto as luzes da janela abriam o anoitecer. Versos de uma beleza inconfundível ainda habitam minha mente:  Como escrever na nuvem? Como escrever na nuvem o testamento de meu povo? Nossa gente abandona o tempo como quem deixa um manto em casa e, toda vez que alguém ergue um forte, outro o derruba e, em seu lugar, arma uma tenda por saudade da palmeira original. (...)  Do livro Onze astros, ed. Tabla (P.23) Na página 63 li: Mortos dormem nos quartos que vocês vão construir. Mortos visitam seu passado nos lugares que vocês vão destruir.(...) Mortos iluminam a noite das borboletas.  (...) Assim é com a força do verso que abriga verdades, a...

Incerto

Aqui a planta arde luz Um calor vazio sopra Mas é quase imperceptível  O que soma vai mais longe na manhã de sílabas e figuras rostos e olhares  E abre uma chave mais visível  Coisas obscuras e portas guardadas inesperadamente  dizem as pausas e se iluminam Tramas surgem  em movimento rápido  Da brisa a noite é folhagem E do estrume surgem  fagulhas incandecidas  Homens e monstros misturados A língua virulenta  Rostos expostos Luxúrias Resta o trabalho e muito trabalho O poema a se escrever  Uma insensata esperança   Resta a dança das vogais Que sustenta margens distantes  Um nome a pronunciar Um amigo  E o aperto de mão 

Minhas telas passeiam nas paredes

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Amigos,  Ora leio o italiano Agamben nos ensaios sobre Criação, Escrita, Arte e Livros ora o grego Kazantzákis no livro Relatório ao Greco. Os dois livros presenteados me enchem de alegria! E os dias seguem neste calor de um verão desenfreado... Rio de verão, 2025 Em tempo: Giorgio Agamben  O Fogo e o Relato Ensaios sobre criação, escrita, arte e livros Tradução: Andréa Santurbano e Patricia Peterle BOITEMPO, 2018 Relatório ao Greco  Níkos Kazantzákis  Tradução direta do grego por Lucília Soares Brandão  Cassará, 2014

A democracia americana está doente (ou morreu?)

Amigos  Estou sem palavras sobre a posse do presidente americano! Apenas, comento que a "máscara facial" de sua digníssima senhora merece estudo.  Seu chapéu negro de abas largas faz história  e escondeu seu olhar! Quem sabe entre os jornalistas internacionais alguém possa dizer alguma coisa.  Além, claro, de fazer as críticas necessárias para a loucura de um discurso de posse muito violento para o mundo!  Algo jamais visto! Falava para os seus? Como assim? Acabara de se tornar presidente dos EUA. (E o seu segundo discurso, mais parecia a fala de um psicótico, ou seja, um discurso deslizante.)  E de uma ameaça a outra ou de um assunto a outro e sem noção de compromisso nem de política internacional caminhará o novo presidente.  Nós assistiremos de longe, felizmente!  Voilà!!! Rio de um janeiro inacreditável,  2025 Ainda comento: Ao que tudo indica, o tempo dos Monstros chegou! Alguém já tinha visto antes o tal senhor Musk fazer o gesto obscen...

Livro da Rainha - Isabel de Portugal

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 O livro circula e recebo os bonitos comentários dos amigos. Agradeço! E não me custa dizer que, hoje, recebi flores pela escrita deste Livro da Rainha. Mas, antes, recebi um comentário interessante do amigo professor e poeta Jorge Fernandes da Silveira e uma resenha da mineira escritora, psicanalista e artista, a querida Flávia Drummond Naves no Instagram.  E viva a vida da Rainha e Santa Isabel, que tem tanto a ensinar surpreendendo os nossos dias!

Final de domingo

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 Cor e traço: Árvores incendiadas

Praticamente tudo destruído em Gaza

 E os palestinos, muitos deles, retornam hoje ao seu território pisando em pedras e ouvindo tiros ao longe. O que pensar desta cena? Há, de fato, uma trégua? Alguns dançam nas ruas e cantam... Mas, quem ainda acredita em homens irracionais? O governo de Israel não é digno de confiança.  Vamos aguardar e pressionar sempre buscando a paz. 

Domingo de janeiro, 2025

Amigos, Em breve, assistiremos grandes mudanças no mundo ocidental. Não esperamos nada sensato. O governo americano que começará a governar amanhã é machista e negacionista. Uma mistura estranha e ultrapassada. Alguns temem, mas a escolha feita por uma parte do povo dos EUA mostra que, neste momento, o mundo anda às avessas. Tudo me parece bem irracional.  Homens estranhos estarão tomando decisões importantes, que podem afetar muitos países ao redor.  Mas sempre foi assim. Até os presidentes americanos mais justos e coerentes andavam em cima de uma linha trêmula, e agiam de acordo com o pensamento dos mais ricos e poderosos; das oligarquias. É sabido que neste porão de decisões importantes e ao mesmo tempo bizarras estarão enfiadas as cabeças mais atrasadas que conhecemos, quer dizer aqueles que pensam andar na frente de outros porque têm dinheiro "sobrando". Mas, ao mesmo tempo, pessoas que não pensam em proteger e cuidar de nada nem de ninguém, exceto do próprio patrimônio....

Novas pinturas

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No pequeno espaço de meu ateliê  acontecem novas pinturas.  São árvores que respiram o nosso tempo.

Leio Agamben outra vez

 O Fogo e o Relato Ensaios sobre Criação, Escrita, Arte e Livros Em novembro de 2024 ganhei este precioso livro de meu marido José Eduardo. Acabara de escrever uma resenha sobre um outro livro de Agamben publicado pela ed. Âyiné, e a enviara ao poeta André Dick para ser publicada no jornal Banquete, em algum momento, no espaço crítico criado por um grupo de escritores que publica resenhas. Agora, me debruço com delicadeza neste  livro do filósofo italiano. O capítulo "Do livro à tela. O antes e o depois do livro" me interessa demais. Faço anotações nas margens do texto. E encontro os comentários do escritor sobre o processo de fabricação de um livro. Um tema importante e já trabalhado por mim no ensaio sobre João Cabral- O idioma pedra. Agamben caminha mais... Recupera Francesco Moroncini na edição crítica dos Cantos de Leopardi.  E comenta as reproduções do "manuscrito de cada canto em sua materialidade e em todas as suas particularidades". As correções, anotações,...

Depois

 Quando a tua voz tiver deixado a nossa casa retornarás com palavras e mais palavras como as pedras de um muro alto repleto de ervas compondo o escuro desenho da noite. E o vento soprando entre silêncios guardará nossos segredos no mar. Rio de janeiro, 2025

Será possivel?

Palavras sem sentido.  Regressos.  Respostas? Ainda tanto perdido. Magreza.  Cansaço e mortes. Cinismo.

"Não podemos mudar a realidade", repito:

 Nos momentos criativos de minha vida leio e releio o mundo. Às vezes me sinto tão separada do mundo, e, fecho os olhos e só vejo o que desejo ver. Lembro da infância e da adolescência com as primeiras descobertas felizes. Eu gostava de comer caju, no entanto a castanha podia queimar meus lábios. Gostava de subir em árvores e gostava das ondas do mar. Possuía algumas bonecas, e tive até bonecas de pano. Brincava de fazer roupinhas e de costurar. Detalhes, detalhes pequenos demais, repito. Encaro a realidade de agora e não gosto do que vejo. Vou chegando na nomeada velhice com olhos críticos. Escrevo o mundo que me rodeia, e leio a vida dos países com um interesse onde a mente grita. Dentro de mim a voz que soa é calma e escuto os pássaros todas as manhãs. Porém, a voz que sopra alto em vários países do mundo não tem paz. Minhas mãos escrevem o que os dedos pedem. E me assusto com alguns homens que vivem seus "demônios" diariamente, e nem se dão conta. Os sonhos são invisíveis...

Natureza mar & tudo mais

Contemplo montanhas e mar na verticalidade da luz. Um mundo de lembranças. E a estante com fotografias ao  acaso guarda  o amor em olhares mansos. * Um pássaro de sete cores na beirada da janela do quarto bica o que vê.  Não se assusta. Entre a ordem e a desordem do mundo carrega no bico os pedaços.  * Pressinto a audácia de nossos dias. Sim, trovões e rojões misturados. E o mundo abismado com tamanha arrogância assistirá a tudo.  Em breve, veremos o véu cair.  Alguns homens desumanos gritarão: Bobagens sem fim...

Manhã de 2025

Suspensa no horizonte, o suspiro da terra                                 respiro!

Hoje é sábado

Um ponto de catástrofe  Correm sobre a praia de Gaza pés de crianças e medos Quando a manhã se abre e acende o horror ao redor as ondas se misturam com as almas que partem.

Vermelho e azul

A rosa sonhada  na juventude e a espera  mais breve que o beijo Rio de janeiro de 2025

Janeiro de 2025

Quando sobre nós descer a paz cor-de-rosa dos ventos, com olhos brilhantes e sem fúria, seremos um verão fora do tempo. Despidos levaremos a areia e o sal para outras fronteiras.

Alívio

 Retorno ao ritmo da vida comum. Àquele de antigamente. Não recebo mais uma enxurrada de informações misturadas com propagandas e notícias de tudo. Descanso das redes sociais! E, eu diria, na hora certa. Pouca tv, pois não suporto ver o retorno de Trump, nem as inúmeras tragédias naturais que consomem nossos dias. Além das insanas guerras e das barbaridades de assassinatos feitos aos jornalistas e aos médicos em Gaza. Ah, e não repetirei as mídias pois não sou eco! (Devo ser feita de uma matéria mais delicada, sei lá...) Prefiro me recolher e me dedicar às  leituras e à pintura, além da escuta que ocupa algumas poucas horas do meu dia ainda. Aos poucos, retornarei aos meus escritos. Viva! Rio de silêncio, 2025

Ditadura nunca mais!

 Amigos, Escolhi deixar o Instagram. E o fiz como um ato deliberado e sincero. Não vou compactuar com o pensamento daqueles que escolhem a Extrema-Direita.  Nunca mais! Rio de Janeiro, 8 de janeiro de 2025.

Instantes da manhã do dia 5 de janeiro

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 Missa de Ação de Graças na igreja Santa Ignez Ao som de um piano e da linda voz da cantora Juliana Sucupira, cantando Bach e Schubert, comemoramos entre amigos e familiares os nossos 30 anos de casamento. Um momento único que algumas fotos feitas por amigos registraram. Li um poema do Livro das Marés e fiz um agradecimento aos queridos amigos ali presentes.  Gratidão imensa por celebrar com uma missa bonita na data em que a igreja comemora a Epifania do Senhor. E viva a vida, que nos surpreende com encontros bonitos e felizes!

E hoje celebramos!

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 Fotos feitas por amigos queridos: André, Antônia, Cora, Gilda. Aos amigos ausentes, doentes ou impossibilitados de comparecer agradecemos igualmente pela amizade de décadas e descobertas férteis.  Às bonitas palavras do jovem Frei André Felipe também agradecemos! O amor e a amizade deixam a vida sempre surpreendente. Feliz 2025 a todos!

Flashback dos últimos trinta anos

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                      Coimbra no Natal de 2018                        Assis em 2015                          Buenos Aires em 1999                       Lançamento do livro Gradiva, 2013                        Na Gávea em 2024    Em 2015 Congresso Francis Ponge em Cerisy     Lisboa 2017 Casamento de um sobrinho, 2024 Lançamento de O idioma pedra de João Cabral,  2010 Estação de trem em Caen, 2005 Encontro de homenagem a Jacqueline em 2024 De férias em Guarapari , 2017 Veneza, 2024 SORBONNE em encontro do Grupo Ponge, 2024 Com minha mãe no ano em que conheci o Zé Eduardo, 1991 Encontro inesquecível, Paris 2024 Veneza, cidade preferida  As imagens falam por si. Port...