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Mostrando postagens com o rótulo 11.03.2012. Foto de Le Figaro (jornal francês)

Diário

Rio, 26.07.2020 Em 1970, Marguerite Yourcenar escreveu no livro  O tempo, esse grande escultor  anunciando que o mundo participava de uma guerra instalada "em meio a uma paz que não é paz" e que tendia a se tornar um ambiente para o homem cada vez mais destrutivo. O capítulo do livro nomeado "Essa facilidade infausta de morrer" contribui, agora, para nos ajudar a pensar um pouco mais esta "poluição" que nos encobre, e que de todas as muitas formas está instalada no mundo.  Neste tempo onde Marguerite anotou que já se lia "um mundo em que os anúncios de restaurantes gastronômicos aparecem nos jornais na mesma página onde se leem reportagens sobre povos inteiros que morrem de fome; em que cada mulher num casaco de pele contribui para a extinção de alguma espécie viva; em que nossa volúpia de velocidade agrava cada dia a poluição do ar de que dependemos para viver" e muito mais.  As facilidades de um viver estranhamente debochado e pleno de excessos...

Tsunami no Japão, um ano depois

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                                  Comento apenas que, na cena de nossos dias, devemos lançar um olhar ao povo japonês   e aprender um pouco sobre o silêncio. Antes e depois de Fukushima Eu vi na nuvem radioativa do Japão  a ganância de toda a humanidade. Eu vi a fome dos homens  que negam a própria humanidade. No olhar do povo japonês eu vi o vazio.  Vi algo conhecido de outros tempos de Guerra.  As catástrofes se somam.  Na nuvem negra caminha a morte silenciosa. Na onda negra galopa o tremor de terra. : (terremoto, tsunamis, acidentes nucleares) Faz frio nas imagens da c a t á s t r o f e.  Não há mais o verde. Onde estão os parques, as árvores? Estamos todos instalados em  Fukushima . Relatórios falsos?  A mentira verbeja na sombra que se estende  sobretudo na Líbia de Kadafi. Nossos olhos  giram  no circuito do horror. É tarde. O...