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Mostrando postagens de fevereiro, 2021

28 de fevereiro

Fevereiro acaba de repente.  E nos deixa no meio do caminho. Projetos sérios e sensatos ficam assim ... andando no meio da frase. Lançados no lamaçal político - mais difícil que a pandemia -  os dias se confundem com as madrugadas lentas  onde as noites invadem os sonhos. Noites sem verão. Com muito pouco e tanto. Fazer o quê? Os que dormem no relento  pedem pouco, quase nada. Os que vagam de um país a outro, sem passaporte nem porta de casa  só querem o chão e uma coberta. A lua cresce no céu brasileiro e brilha longe. Aqui bem perto, sinto falta dos poetas  que foram embora  envolvidos por covid. O lençol do céu noturno  forrou o sorriso do Nonato e o olhar fixo do Quiroga (entre estrelas).                                           Para Nonato Gurgel e Marcus Quiroga

Ferreira Gullar - Verão

Clique no link abaixo para ouvir o poeta Ferreira Gullar. Foto da década de 70 que foi capa do disco, o LP Antologia Poética. https://drive.google.com/file/d/19Y71J2ZeDxMuutBqtBnukZoTGLhPx0Qb/view?usp=sharing

Veneza é poesia

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  Fotos de 2015

Sonhos a sonhar

Que os sonhos a sonhar nos tragam os dias  ainda a viver em novos verões Aguardo os sonhos a sonhar com as mãos abertas                                                                               e os olhos míopes Que sejam sonhos límpidos de cores vibrantes  e revoadas de pássaros (tucanos, araras, bem-te-vis)... Que tenham ruídos de infância e sensações de grama                                                                                     nos pés descalços Sonhos a sonhar e montanhas com árvores e frutos cachoeiras em jatos de água pura ou mergulhos no mar ou ...

Na crônica do dia

De norte a sul o Brasil é Manaus.  Caminha para o caos. Com uma pitada de espanto  o Flamengo ganha o título mesmo perdendo o jogo com o S. Paulo. A vida mais radical  (a partir de um gol anulado do Internacional). No dia a dia, sol, chuva e inundações no Acre  lambem tudo de barro. Perdemos batalhas com o vírus.  Isolamento social? Nunca foi tão baixo.  Mortes em alta se somam.  Mais de  250 mil. Para quê poesia em dias trágicos? Pandemia: a crônica do dia. Os lixeiros recolhem restos... Vacinas em baixa  não alcançam trabalhadores essenciais (nem todos os idosos acima de sessenta anos). Jovens adoecem nas baladas e distribuem o vírus democraticamente. Em Brasília: o bicho está solto entre os "bandidos" sem máscaras! Eles parecem estar em festa.  Acima do bem e do mal procuram desvirtuar a nossa Constituição. De cara limpa alguns Deputados e Senadores mentem, mentem... e se aliam ao Presidente genocida. Por quanto tempo mais? Rio, 26.02...

Rio de Janeiro de suor e lágrimas

  O Rio de Janeiro é o cheiro do mar, e o céu envolvido por montanhas. Uma população mista e colorida sai de todos os cantos da cidade - todos os dias - e trabalha e anda.  E anda muito o povo desta cidade. São muitos os que participam  das tarefas no vai e vem da vida em ônibus e metrôs  (quase sempre lotados).   Mas o cheiro do Rio é,  também, o medo. E o medo e a violência no Rio se misturam. O vírus na cidade do Rio  não é só covid, e não dá trégua. Abre espaços nas vias em qualquer lugar  mesmo sem leitos nos hospitais. * O vírus se vira e anda ligeiro. Inventa outras vestes.  De novo aparece:  bem trajado ou maltrapilho. Todos comungam a pandemia. Nas veredas da cidade o vaivém do vírus se mistura até  com o cheiro do mar. Rio, 24.02.2021

As perdas se somam

Soubemos que faleceu, nesta madrugada, a querida psicanalista Leny de Almeida Andrade, Membro da Escola Letra Freudiana desde sua fundação. Abro o leque de algumas perdas aqui, durante esta temporada tão difícil, para pensar o  lugar importante que algumas mulheres exerceram na nossa sociedade trabalhando com  a psicanálise - tanto na clínica como na formação de analistas - com dedicação e seriedade.  Todo nosso carinho aos familiares (filhos e netos) com quem partilhamos amizade há  algumas décadas!

Dias verdes

A escuridão caminha conosco. Fora da cena está colocada. Cada dia mais um.  Cai. Todo jogo passa. Nas estradas os dias, as vidas;  passagens desavisadas. Gestos perturbadores. Um rumor sem fim. Sim,  dias verdes aguardados. As coisas nos cantos da rua. Ecos de tudo.  Murmúrios. Lamentos. Um jardim de bailes. Todo vento escapa. A festa um dia nos iluminou muito de quase tudo. Na luz do outono à  venir ainda veremos longos   poentes no horizonte. Rio, 23.02.2021

Asas

                                                                         Uma asa vai - perdida dos seus dedos.                                                                                                 Sophia de Mello Breyner A asa no extremo do corpo e carregada de vento sobe acima do chão. Arranca dos dedos um movimento rápido. Vai... sozinha. Rio, 22.02.2021

Por muito pouco

O corpo e a terra unidos na sombra  destes dias de trajetória difícil bebem a chuva e os ventos em mutação  As lâmpadas subitamente se apagam Um crepúsculo sussurra algo das ervas com música incerta Braços e pernas balançam na página viva A violência não vigora em dentes de silêncio  Rio, 21.02.2021

Hoje na praia

A tarde surge cinza e a linha do horizonte persiste neutra - lá longe - entre o mar azulado                               e a seda de um céu escurecido. Na praia o sol deu de comer a alguns poucos pombos: grãos dourados. Antes de escurecer as crianças molham os pés e comungam com a areia                                       o rouco silêncio das ondas. * A luz que me liga ao dia sai das pupilas e habita os muros da cidade e seu entorno. Enquanto os homens se dividem no xadrez dos atos patas e crinas se sacodem. Caminha bem lento porque as pedras do chão oscilam. E o que parece subir, de fato, desce. Ou se desmonta sem pensamento.

Poetar

  A poesia sopra nos cantões do mundo   Assopra e sacode abalos e mentes torpes Abre persianas e fendas entreabre ouvidos A poesia infla fora das areias virulentas Cria nuances habita as ruas os milagres Venta nos olhares benfazejos ritmos desconhecidos A poesia sustenta laços bafeja alto ou bem baixinho Considera amores assovia sofrimento desfalece no tormento Sem pudor satisfaz às mãos e aos lábios de cada um Nas vozes humanas diz o mais brutal grita agonia sussurra respira A poesia pinga leve traços letras Risca nomes e amanhece no repente do sertanejo A poesia sopra riscos pingos cochicha rabiscos Sugere espirra uiva buzina!       Rio 14 de novembro de 2018    PS. Publico novamente, em Tempos difíceis!  

Entretanto...

no correr dos dias a vida deste Rio depois do carnaval sai das linhas de um rascunho rasurado e se enrola em ritmos  cada vez mais complicados. As histórias violentas da cidade  dão um pontapé  nas pessoas que ainda acreditam em respeito e dignidade. Com rima ou sem nada a vida segue manca, meio desesperada com a morte girando ao redor dos doentes e no luto infinito que nos cobre. Eis-me em uma espécie de limbo. Aguardo as burocracias de um tempo cruel e sem princípios nesta terra que nos coloca sem chão. Rio de Janeiro, 18.02.2021

Nota triste

Com pesar, comunico o falecimento da psicanalista Myriam Fernández, nossa querida colega, Membro da Escola Letra Freudiana - Rio de Janeiro. * Ficamos com as muitas lembranças de seu entusiasmo e participação nas Reuniões da Escola.  E fico com seu sorriso e abraço em meus muitos lançamentos, quando você aparecia  de repente. Obrigada por testemunhar com a escrita, a boca e os olhos vivos a experiência do trabalho  com a psicanálise! 

Rio, 17.02.2021

Na crônica dos dias repito. R e p i t o:  Vacinas já! Não às armas! *

Sinfonia sem carnaval

Nesta manhã a sinfonia de mais um dia  anuncia-se no azul do céu,  que provoca sair da cama logo. Um movimento interrompe um resto de sono  sem sonho, e eis que - de repente - já quase encosto no real. Os pés no chão  vou pra lá e pra cá no quarto. Sublinho os afazeres, e sigo a procura  do primeiro café. Respiro algumas vezes na janela e as plantas respiram junto comigo. Um nome ou mais de um  digo e repito, ainda movendo-me lenta. O pão e o mel ... Por muito pouco, não esqueço a pandemia destes dias sem sinfonia.                                                   Rio, 16.02.2021

Segunda-feira de carnaval, sem carnaval

1. Durante a década de setenta, os bailes de carnaval do clube Siribeira em Guarapari eram muito aguardados, enquanto as fantasias se faziam pelas nossas mãos. Às vezes,  nos enrolávamos em panos coloridos comprados na cidade mesmo, e costurávamos  nossos  sarongues  de um ombro só quase na hora do baile. Muitas flores coloridas de  pano ornavam nossos rostos risonhos no verão destes animados bailes carnavalescos.  Era uma cidade de muitos ventos. O clube na ponta do mar - entre as praias das  castanheiras e da areia preta -, solto sobre a pedra negra, vibrava de folia nas noites  quentes de carnaval.  Éramos muito jovens. Cantávamos até o alvorecer: marchinhas e sambas-enredos. 2. Faz silêncio nas ruas do Rio, sem carnaval. Há muito vírus por aqui. Não há música nem samba enredo neste fevereiro atípico demais. Alguns mais atordoados bebem, bebem nas esquinas dos bares. Rio, 15.02.2021

Domingo

Os domingos não são iguais. Na infância costumávamos ir à missa juntos, meus pais e nós - as crianças. Às vezes,  comungávamos. Nem sempre, porque nem sempre dava tempo de confessar. Os pecados  vagos e sinceros passeavam pelas palavras mais ríspidas ou os pensamentos zangados.  Nada mais. Sempre gostei de cantar durante as missas de domingo, e sabia de cor a missa  em latim. Até hoje restam sons conhecidos desta missa da infância com os risos soltos pelas  coisas engraçadas que, também, aconteciam durante a celebração: Maria "trancinha" entrava empurrando todo mundo e buscando um lugar lá na frente, ou o coroinha batia o sino na  hora errada. Os domingos mudaram. Os personagens da missa também. Meus pais partiram e meus tios  os acompanharam. Meus irmãos e meus primos moram em cidades diferentes.  (Não há mais a alegria das missas de domingo em Guarapari). Não há mais as conversas na  varanda da frente, com os personagens que se apresentavam...

Rio,13.02.2021

Poema das cinco da tarde Pela manhã as persianas acordam; ruídos e mais ruídos. Um despertar incerto e lento... hoje é sábado . O céu parcialmente nublado. Não há pássaros. Na tarde um jardineiro amplia os ruídos e corta, corta. Os galhos trêmulos do hibisco desaparecem na rapidez de ínfimos segundos. Um tanto de preocupação sem sal  acomoda-se com o corpo sem sossego depois de um gole de café sem açúcar. Nas cidades os homens choram seus defuntos.

Rio, 11 e 12 de fevereiro de 2021

 Recebemos no início da semana o livro comprado pela internet em um Sebo:     Um concerto  em tom de conversa Agustina Bessa-Luís   Manoel de Oliveira Organização e Introdução: Aniello Angelo Avella Editora UFMG, 2007 Leio o texto com alegria. Conversas inesquecíveis. O livro me agradou imensamente. Elegante, sem exageros. Traz fotos de rosto dos dois amigos portugueses do Porto, logo no início do livro  (fotos em pb e em papel vegetal).                                                                       Nota de 11.02.2021 * Ainda vivemos dias difíceis de pandemia ao redor do mundo. Aqui a situação é muito  grave. Gravíssima. Em Manaus e no Rio de Janeiro o vírus devasta. Assim mesmo, por  aqui não se faz lockdown . É incrível que a escolha dos governantes brasileiros ...

Fundação Serralves - Porto

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                                                                  Fotos feitas no final de dezembro de 2018

Rio, 10.02.2021

Cenário citadino  A rua ao lado é sem saída. Nossa casa se encontra bem perto do início desta rua. Um muro de pedras sustenta o jardim enladeirado com árvores e plantas que flutuam. As calçadas são de pedras portuguesas que, às vezes, saltam do chão. Vizinhos se olham e se cumprimentam, mas nem sempre. O lixo é colocado bem perto do muro. De repente, some nas mãos dos lixeiros. Trabalham rápido os homens que tocam o lixo.  Vagamundo, vagabundo. Quando chove forte por aqui a rua vira um córrego. A água lava quase tudo. As escadas alcançam os sonhos ao redor. Um sobe e desce constante. Agora o movimento é outro. Crianças não mais passeiam com as babás. Um ou outro avião no ar. Ruídos de obras bem longe. E os gritos que nos emudecem de susto vagam. As ruas enladeiradas suspiram...

Rio, 9.02.2021

 Absurdos do verão Ficções colorem o dia. Entre a tarde que se desdobra em meio aos ruídos lá de  fora (gritos de crianças na janela) sobra minha voz que soa grave.   Quem atingirá a suavidade de um córrego na brisa do outono quando ele descer dourado sobre nós?
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  A tarde anda devagar   Na sombra, quase ao findar deste dia, faço algumas fotos da casa com as novas arrumações.  Às vezes gosto de olhar de longe através da lente de um aparelho fotográfico, que paralisa a  imagem de um instante. As duas bonecas de barro posam caladas no canto da mesa  de madeira retangular. Agora agrada-me colocá-las bem ao lado dos burrinhos que já foram  de meu pai. Uma outra vida começará nas próximas horas, com a luz da sala sendo acessa e o computador desligado. Talvez, esta noite chegue acompanhada de sonhos suaves. Talvez não. As histórias que temos escutado trazem as assombrações do vírus. Mais uma vez a cidade ficará escura devagar.   Rio, 8.02.2021

A vida de máscara

 3 Precisamos proteger o Meio Ambiente de todas as formas possíveis.  Precisamos nos proteger. Sabemos que limpando nossos rios e mares  traremos equilíbrio à vida dos animais. Os cientistas, os ambientalistas  e os sanitaristas também nos dizem que com o desequilíbrio da natureza  haverá cada vez mais vírus e doenças entre nós. Já estamos vivendo isto, e, muitos de nós não querem ver que precisarão mudar seus hábitos. A vida,  agora, corre em outra direção. A luta maior e primeira é a de se proteger para  proteger também o próximo, seu vizinho, seu amigo, seu irmão ou mesmo  um desconhecido que anda sem máscara.  Estamos diante de uma Pandemia sem precedentes, e, ainda sem fim previsível. As vacinas começam a circular no mundo. Mas, só as vacinas não darão conta da grande questão. Precisamos cobrar de nossos governantes: Respeito! Água limpa e pura na Cedae! Já! Redes de esgotos para todos! Alimentos sem agrotóxicos! Mais verde e mais respei...

Diário fotográfico ainda

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  Fotos de José Eduardo Barros Viajamos pelo Alentejo

Diário fotográfico

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 Em Portugal 2017                                                          Detalhes portugueses, com certeza

A vida de máscara

 2.  Ao redor do mundo, e, aqui no Brasil mais especialmente não conseguiremos dar conta deste vírus sem que outras medidas de proteção ao Meio Ambiente  sejam tomadas. Estamos assistindo as decisões urgentes do governo Biden que sai na frente, mesmo enfrentando as críticas de alguns "insanos".  Volto a insistir, daqui para frente a Economia terá que ser sustentável e andar  junto com a ciência, os ambientalistas, e os jovens e os adultos que já conseguem ver,  perceber e sentir que o mundo deve caminhar assim ou ficará estagnado.

A vida de máscara

1.  Daqui para frente, viveremos nossos dias usando máscara. Ainda não sabemos quando  poderemos abrir mão deste "utensílio", que nos protege e salva - em momentos que não  vemos, pois o vírus não nos avisa a hora, os instantes, os fragmentos do dia ou da noite em  que está habitando em torno de nós.   Daqui para frente, sim, viveremos com a presença deste vírus e suas muitas variantes,  sempre participando de nossa realidade. Enquanto não tomarmos as medidas sérias,  sensatas, urgentes e necessárias para proteger o Meio Ambiente não conseguiremos viver  sem as máscaras.   

Rio, 5.02.2021

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  San Benedetto Po e Mantova. Itália em fotos de José Eduardo Barros em 2018

Rio, 4.02.2021

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                                            Em Lisboa em 2009. Fotos do Zé Eduardo

Rio, 3.02.2021

 Caderno Não quero me perder nas linhas deste caderno. Escrevo com o lápis bem apontado e rasuro pouco. Saem rápido as letras do texto. Tudo que dói ou anda entre os perfumes da juventude, onde divago e respiro lento quando não me encontro nem me perco, ali, de novo o mar e o pôr do sol - espelhos de quase tudo - atravessam a jornada e sonham. 

Rio, 2.02.2021

Intervalo Penso que estamos num "mato sem cachorro", ou seja, estamos lançados em uma  temporada infernal - as decisões da madrugada política no país só confirmam isto -  e, um dia atrás do outro, ficamos na mesma (situação): um presidente destrutivo e  ignorante demais orquestrando monstros .  Assim, diante desta pandemia sem precedentes na nossa história, somos e seremos o múltiplo de tudo isso? Quero crer que podemos viver e orquestrar outras sinfonias. Ainda que o vírus covid-19 (e suas variantes)  não nos deem trégua, tudo que consigo sonhar passa do chão do meu quarto ao chão das ruas, rapidamente! E sopram ventos  urgentes...

Rio, 1.02.2021

No momento   O que quer que seja. Mesmo sem muita esperança seja o mais humano possível. No espaço deste dia de verão nada claro. Pense e olhe ao redor. Não ignore. Temos pressa. * Minhas palavras não são suaves. Têm o calor do momento e saem da sombra da manhã vestidas com muitos outros rostos. A água da cidade está infecta. Com a boca rota escrevo e cavo na linha  que não se dissolve no tempo. Saberemos mais em breve. Escrevo no espaço página  com a mão fechada em movimento seco.