28 de fevereiro
Fevereiro acaba de repente. E nos deixa no meio do caminho. Projetos sérios e sensatos ficam assim ... andando no meio da frase. Lançados no lamaçal político - mais difícil que a pandemia - os dias se confundem com as madrugadas lentas onde as noites invadem os sonhos. Noites sem verão. Com muito pouco e tanto. Fazer o quê? Os que dormem no relento pedem pouco, quase nada. Os que vagam de um país a outro, sem passaporte nem porta de casa só querem o chão e uma coberta. A lua cresce no céu brasileiro e brilha longe. Aqui bem perto, sinto falta dos poetas que foram embora envolvidos por covid. O lençol do céu noturno forrou o sorriso do Nonato e o olhar fixo do Quiroga (entre estrelas). Para Nonato Gurgel e Marcus Quiroga