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Mostrando postagens de abril, 2021

Diário

Na brisa do mar Alguns dias nos trazem lembranças Que não ficam paradas no tempo Quem conseguirá deter o segredo das pequenas coisas? Rio, 30.04.2021

Nota noturna

  Uma salva de palmas pra Joe Biden!!! E, mesmo em um dia triste demais aqui no Brasil com o número gigantesco de mortes, não posso deixar de comemorar. Mas: Já temos mais de 400 mil mortes. E o combate à pandemia continua lastimável! Assim mesmo, Viva Joe Biden que parte na frente na direção de cuidar de sua população, tão sofrida também.

Ponto e contraponto

Recupero o olhar cravado de lembranças infantis Gotas de chuva ainda escorrem no vidro fosco As rimas quase não acontecem mais São os sonhos que alinhavam as histórias Pontos e vírgulas fogem na correria de um oceano cheio de lágrimas  Rir?  (só por engano) Ali ou bem longe Não tenho mais certeza de nada  Rio, 29.04.2021

Diário fotográfico

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 Amboise, casa de Clos Lucé onde viveu Leonardo da Vinci Fotos de José Eduardo Barros em 2015

Diário

No final da semana passada, li Alfredo Bosi. O pequenino  Arte e Conhecimento em Leonardo  da Vinci da Edusp é uma preciosidade. Capa dura com detalhe do Códice sobre o Voo dos Pássaros (1505) em projeto gráfico de  Carla Fontana. Impresso em 2017, e reimpresso em 2019, vale, também, pelas pinturas de  Leonardo da Vinci que participam do livro.  São 88 páginas, formato 12x18 cm, que colocamos entre os dedos com cuidado. No texto de Bosi sobre as pinturas, encontramos não só muito da técnica de Leonardo  ao iniciar a preparação de suas telas mas, sobretudo, uma análise sobre as figuras que  da Vinci pintou, entre 50 e 65 anos de idade, que "nos olham todas com um sorriso"  enigmático: Mona Lisa, sant'Ana ou são João Batista.  Fui capturada   por este momento do livro. Que beleza! * Lembro que em 2015,  estivemos na casa de Clos Lucé em Amboise, onde Leonardo da Vinci viveu o final de sua vida.  Caminhamos pelo jardim cheio de al...

Escrevo no início da noite de 27.04.2021

Diário:   Alguns livros chegam a mim pelo correio. Uma alegria. Leio Virginia Woolf no Diário I recém-lançado pela editora Nós, agora em abril de 2021. Ao  mesmo tempo, faço revisões finais em meu Diário de um tempo indeterminado I, já entregue na  editora 7Letras. Leituras e escrita, diariamente, me sustentam.   Nossos dias são permeados de notícias tristes, não canso de repetir. No Brasil temos quase 400 mil mortes por covid. Um número bárbaro. Impensável!   O Brasil segue sendo um barco sem leme...

Diário

 Rio, 27.04.2021 Amigos, estamos chegando no final deste mês de abril com o coração apertado de preocupações. Preocupações com a nossa cidade, o país e o mundo que respiram pleno de vírus. Tempos  estranhos nos encobrem de sentimentos tristes. Não são raros os dias de uma notícia dolorosa  chegar acompanhada de novidades bizarras. Sim, no plural, sempre mais de uma. Elas  atordoam as manhãs ou as noites deste abril, sem precedentes. Não sei dizer se estamos mais  atentos aos atos infames do governo federal, ou se os homens se perdem sem ética na política,  cada vez mais. * Hoje o dia amanheceu sombrio. Acordei devagar.  Ruídos de obra no prédio ao lado. Fecho janelas para conseguir escrever.  Toco teclas negras, bem perto da luz.  Carrego as sombras e o peso do corpo. Respiro, respiro. Os dedos lançam letras no ar da manhã e a brisa as alcança (em voo)  * Casas As casas sopram anseios. Casas mansas ensinam muito. Em casas cansadas de fec...

Lua cheia de abril

Marés altas e areias frias em demasia me causam calafrio O silêncio das paredes consolida dias tristes  No vazio dos dias andam as coisas  e a dor de tua mão machucada circula entre nós Confirma-se a distância entre dar e receber A ausência de amigos me confunde  Visão enevoada O tempo das praias em sequência de avenidas sonha com a lua rosa anunciada Metade da casa espera  Metade de mim  tem pressa                                             Rio, 26.04.2021

Anotações portuguesas

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A pandemia na Índia e no mundo

 1. A situação que os indianos estão vivendo agora é totalmente fora de controle. É dramático ver as cenas que a tv francesa mostra em seus jornais de hoje. Como vamos nos proteger aqui no Brasil deste vírus, se os passageiros que viajam pelo mundo afora podem trazer vírus de qualquer país e a qualquer hora.  A dinâmica desta epidemia ainda está sendo estudada pelos cientistas. O perigo nos ronda e os aviões, também, são perigosos com a imensa circulação de passageiros.  2.. Hospitais superlotados na Índia. Não há vaga nem medicação suficiente. Os médicos não dão  conta. Não há oxigênio. Os doentes estão ocupando espaços que mais parecem galpões.  Enquanto isso em Neuchâtel, na Suíça, a população desfruta dos restaurantes ao ar livre de forma sorridente. As diferenças alargadas entre os povos do mundo com a pandemia traduzem as imensas  desigualdades. 3. Por aqui a situação é bizarra. O nosso presidente diz qualquer coisa, e não toma as medidas urgentes e n...

Diário fotográfico

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                          Biblioteca Municipal de Bologna, Itália Fotos de 2016 Observação: Permanecemos em Bologna durante dez dias. Caminhamos muito em todas as direções. E ficamos encantados com esta Biblioteca, onde um café (com creme) no térreo nos agradou o paladar.    Relógios, arcos e paredes rosadas. Jovens casais caminhando com seus bebês e tagarelando entre si. Alguns turistas, não muitos. Um casal de brasileiros de BH fazia a rota do vinho. Uma comida maravilhosa, sempre. Nós fazíamos a rota dos livros e da arte.

Nota triste

Acabamos de saber que faleceu ontem a psicanalista argentina Diana Rabinovich. Faleceu de COVID. Tempos tristes!

No amanhã, uma outra lição

Quando outros ventos tocarem a nossa face reaprenderemos a sorrir? E todo o espaço antes abandonado e as portas de novo abertas em ângulos novos  firmarão o caminho dos pés? Desconhecidas  as vidas dos mortais - em outras direções do vento - de novo alargam a visão e conseguem romper a luz qual rosa aberta  (em pétalas) Rio, 23.04.2021

Entardecer

A respiração de abril é baixa  O vento carrega tristezas  A pequenina roseira da janela fecha um ciclo e muda   Em pausa se impõe: cor sépia   Rio, 22.04.2021

Rio, 22 de abril de 2021

Não encontro palavras  e desejava celebrar Gosto do meu país e desta Terra que nos abraça Árvores e mais árvores nos rodeiam e os tons deste outono misturam emoções & preocupações Mais mortes ao redor e uma pandemia desenfreada Sejamos lúcidos em todos os momentos do dia! *** Observação importante: Só chorando com o discurso de nosso presidente na Cúpula do Clima.  Ele olha para trás e não se responsabiliza pelos próprios atos.  Que vergonha! Um desacerto atrás do outro. A forma do discurso não define o conteúdo. E, este governo não sabe nada de coisa nenhuma.

Diário

Rio, 21.04.2021 Hoje já fiz arroz e, depois, banana assada no forno, com mel e canela. Ontem, também cozinhei um pouco. Foi o dia do feijão manteiga. José e eu conversamos na hora do almoço sobre este momento do Brasil. Estão tentando  esconder em baixo do tapete as falcatruas do Ministro do Meio Ambiente. Algumas bem  perversas. Espero que o Governo Americano não caia nas "lorotas" de Bolsonaro. Afinal,  mentira tem perna curta, já dizia minha mãe! Nesta madrugada fomos despertados pela chuva forte que batia nas folhas das árvores pertinho  da janela do quarto. O vento soprou sua fúria de forma simples. Pela manhã o sol clareou tudo  de novo. Tomamos a segunda dose da vacina, e pensamos poder vir a nos mover um pouco mais nos próximos dias. Curiosamente, não fiquei alegre. Continuo muito preocupada com tudo que vivemos no país nesta pandemia. Não há vacinas para todos nem mesmo em sonho. Os desmandos continuam dando a direção das ações e as mentiras ainda vigor...

Solidão

Em meio às coisas (in)visíveis o brilho da manhã se sustenta onde rajadas de vento fabricam  segredos no dia Trazem o cheiro do mar e das medusas Suspendem o horizonte dependurado de mortes Quisera compor esta tela de cores vivas Como se fosse tudo parte de um sonho Mas não é Em desumanas festas não houve silêncio E crianças ainda morrem por balas perdidas Nas ruas de nossa cidade a cor da pele ou o sexo determinam incessantemente a vida curta muito curta A solidão das cenas se instala Mulheres são espancadas nas noites frias Rio, 21.04.2021

Poema

Em pequenas doses andam as horas do meu dia Liberdade estreita carrego nas dobras  do vestido    * A voz soa leve e ressoa no poema de leveza estranha * Não desvies o pensamento da leitura: um poema nasce devagar * Os ângulos deslizam e oscilam A mão e o traçado dos dedos ágeis  na luz de beleza insistente cai rente à janela : a arte do poeta em aguda disciplina dobra-se e se abre p o e s i a Rio, 20.04.2021

Notas matutinas

Desfaço em sonhos os temores do dia, e, assim como Penélope persigo um amanhã. * Rio de Janeiro, 19.04.2021 Hoje é o Dia do Índio  Na infância em Manaus era uma data festejada. No Primário, escrevíamos redações sobre o tema.  E no Jardim de Infância nasciam desenhos coloridos.  Vida longa aos nossos Índios!

Um mundo estranho

No interior de cada um de nós e bem fora de imagens mediáticas nossos rostos traduzem pensamentos espantados Secretamente tristes são as horas  sob a luz das manhãs onde o meu rosto e o teu de repente se entreolham * Deslizamos entre os fatos políticos no exato instante onde a mentira "rola" e encontra o outro lado do mundo Não só por mortos lutamos mas também por homens vivos A casa onde habito é forte e a poesia permanece assim como as flores *  

Cidade

Na cidade os dias se erguem rápido e a brisa do outono se deixa ver em detalhes; folhas mortas caem das árvores no canal do Leblon Dentro de casa as janelas se fecham ao vento A luz do sol muda de posição Os meus passos se alongam em movimentos femininos: cuido de violetas rosas-roxas e abril se perfuma de mil perfumes * Anoiteço devagar A noite acesa nos recebe ao vento Gestos simples de breve destino e o corpo leve  O pôr do sol não foi visto  No céu, estrelas acordam Em casa o livro a ler  (continuação de gestos antes de dormir) 

Poesia de amanhã

Aguardo os dias de depois No meu país o mar continua a subir e a descer; areias e pedras ásperas Um horizonte habitado por sombras e desejos largos  sente fome e sede Absurdos se erguem Rio, 17.04.2021

O Funeral do Príncipe Philip

 Assisto pela tv francesa o impressionante funeral. Poucos comentários. Silêncio. Emoção, e uma comoção séria toma as ruas de Londres. Nunca vi nada igual. Não há tragédia. Só a presença da música de Bach e imagens incríveis. O país se despede e os familiares agradecem. Fico sabendo que ele foi muito amado pelos jovens ingleses. * Dentro da Capela de São Jorge do Castelo de Windsor a tradição do ritual acontece. Cântico dos marinheiros,  ninguém se move. Os familiares estão de negro. A Rainha não mostra seu rosto de dor (a aba do chapéu a protege) * Um hino de alegria enche os espaços... O coral de quatro integrantes abre e fecha o silêncio: amém Segunda leitura: o episódio de Lázaro e sua ressureição. Jesus diz: - Quem acredita em mim não morrerá jamais! Depois, o hino da criação A capela está quase vazia. E muito iluminada. Os familiares se mantêm em oração.                                  ...

Hoje

Nem tudo é tranquilo e nem tudo dorme Não esqueças as árvores e os pássaros Esperes com paciência o amanhã  O azul ainda será azul * Portas abertas e gestos graves um cansaço ronda as paredes silêncio

Em tradução livre: uma homenagem a Bernard Noël

onde está a letra? esta questão vem de um moribundo depois ele se cala enquanto um homem vive ele não precisa contar com sua língua quando um homem morre ele deve dar conta de seu alfabeto de cada morte esperamos o segredo da vida o último sopro carrega a letra faltosa ela voa atrás do rosto ela se esconde no meio do nome                                                                         La rumeur de l'air , Bernard Noël                                                                           Fata Morgana, 1986 Obs. a partir do poema publicado pelo Printemps des poètes. Merci!

Anotações de abril

 Em 14.04.2021 O braço do mundo não é um só Na extremidade de suas mãos jorram estrelas e nos pés fincados nos oceanos - exuberantes ainda - navegam peixes, submarinos e sacos plásticos  Respiram em primeiro plano perto das nuvens altas  os animais com asas Cintilam na terra os troncos de árvores  em cujas copas abrem-se flores A poesia pinga  entre o lápis e a tecla escura Cai sobre o solo pobre ou sobre a pedra dura muito ocasionalmente reverbera entre a sombra e os galhos verdes das florestas * O vento desenhou a luz os ramos a pomba a solidão O pensamento forjou a imagem viva e na simplicidade desta casa o abraço e o beijo

Escrevo sobre o menino Henry

  Algumas linhas sobre o desamparo deste menino    Ao longo de minha vida profissional, atendi diversas crianças no meu consultório. Algumas eram muito pequenas, e tinham a idade próxima a do menino que foi maltratado várias vezes, e  acabou sendo assassinado, possivelmente com a cumplicidade da mãe. Não consigo ver as imagens desta criança na tela da tv. Sinto um calafrio desmedido. Triste. Faço minhas ponderações: ninguém percebeu que esta mulher, esta mãe não tinha condições  de cuidar e muito menos proteger esta criança? É visível pelos atos e falas gravados que é uma mulher voltada para si própria, e só.   E não é simples reconhecer que mentiras e mais mentiras traduzem descasos gravíssimos. Esta criança não ficava nunca com o pai? Eles não conversavam? A babá não contou a ninguém o que via acontecer nesta casa? A psicóloga e a pediatra não suspeitaram de nada? É muito dramático perceber que estamos vivendo dias de insanidade para...

Nota triste

 Faleceu hoje aos 90 anos o importante poeta francês Bernard Noël!

Uma homenagem a Lacan via Ponge

 Rio, 13.04.2021 Leio: L´interprétation à l´oeuvre Lire Lacan avec Ponge de Pierre Malengreau Collection Essais La Lettre Volée, Bruxelles, 2017 O livro denso nos apresenta na abertura três epígrafes.  Cito-as: Les écrivains sont dans la connaissances des hommes, nos maîtres à nous, hommes vulgaires, car ils ´s'abreu- vent à des sources que nous n'avons pas encore rendues accessibles.                               Sigmund Freud Mais les artistes (et les révolutionnaires ) changent le monde. Ils changent la demeure humaine. Ils changent la nature,  la societé et l´homme lui même. C'est, me dira-t-ont, qu'ils vont, qu'ils sont  dans le sens de l'évolution histo- rique. Sans doute. Ils sont cette évolution, son outil le plus perçant. Ouvrant les rainures telles que le monde y pénètre après eux.                             Franc...

Poesias em andamento

Ruídos de obra do lado de fora A casa sob a luz do outono  Sabor de vento Pequenas ou grandes cidades onde nada é dissolvido de repente ressoam sofrimentos Na janela obstinada o homem e a mulher de garganta apertada descobrem um dia e mais um enquanto a dor transpõe o limiar da porta Rio, 12.04.2021 * Inédito e insano Beijo a terra com minhas mãos E faço o sinal da cruz Contemplo segredos Dissolvo sonhos   * Mais um Guardo roupas limpas dobradas onde repousam  os dias de um passado recente Era tudo tão distinto e olhavas o oceano junto a mim com o vento nordeste varrendo areias    

Texto do dia 12.04.2021

  A globalização da indiferença   Diante dos incontáveis novos casos de covid e com as redes públicas superlotadas, o Brasil vive dias de muita apreensão e muito luto. Os relatos dos médicos se fazem necessários e os dos serviços de enfermagem também. O trabalho é incomensurável dentro dos hospitais. Só quem já trabalhou, em algum momento da vida, em uma enfermaria consegue dimensionar. Nossos governantes de Brasília precisam ser implicados e responsabilizados pelas decisões  que não tomaram, e pela maneira desumana como estão lidando com questões tão graves. Atenção, a CPI da pandemia tem que acontecer e incriminar o presidente da República pelos  atos Insanos que temos visto ele tomar todos os dias, desde que entrou no governo e a crise  pandêmica nos assolou.       *  

Uma paisagem dentro de casa

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Outono pandêmico no Brasil

O mundo gira: Na Inglaterra o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo, faleceu ontem aos 99 anos. Quase  um centenário. Viu e viveu as muitas mudanças da Aristocracia inglesa. Da tv ao celular,  no dia a dia dos palácios navegou entre as crises e os amores escondidos. Foi um protetor  da Natureza e companheiro fiel da Rainha Elizabeth II. Na ilha de Saint - Vincent no Caribe, o vulcão La Soufrière dá o ar da graça depois de décadas. Difícil demais para os moradores das redondezas. As cinzas se espalham e o medo também.  Milhares de pessoas deixaram suas casa. Na década de oitenta conheci a região paradisíaca.  Não vi nenhum vulcão.  Na sul da França e na Borgonha, etc, “uma onda de frio com geadas queimou vinhedos,  pessegueiros, cerejeiras, etc, e muitos agricultores perderam tudo."  O mundo caminha diante de mudanças climáticas e de mudanças naturais.  Entre os que partem  e  os que chegam há, hoje, no Brasil um receio de que com a p...

Tragédia confirmada

Vivemos tempos tristes e sem humanismo. O nosso país está irreconhecível. Enquanto o vírus avança sem que os governos consigam dar conta da tragédia, pois não contam com a ajuda do presidente nem de seus ministros, o povo morre todos os dias, às vezes esperando na fila por um atendimento digno. A política insana vigora até mesmo no Senado, onde alguns senhores arrogantes de  forma sonsa falam querendo nos convencer das manobras, completamente injustificáveis  diante de assuntos graves e urgentes. O mais curioso é que na hora da festa ou de jantares bizarros, todos eles estão juntos e  sem máscara até afirmando não temer o vírus. São medidas distintas dependendo do momento: Um peso e duas medidas! * Nota: Esta escrita me causa incômodo. Mas não consigo silenciar. Somo minha voz neste momento a muitos outros que sofrem com o descaso completo, que precisamos enfrentar junto com a pandemia.

Lockdown...

Atenção precisamos de lockdown! Nossa população está morrendo. Já morrem mais de 4 mil pessoas por dia oficialmente, e, os hospitais estão lotados ou quase. E os cemitérios vão colapsar... * Eu grito, tu gritas... Mas há os que não pensam e são os que decidem. Que lástima! * Burrice, insanidade, mentiras para todo lado. !!!!! Fora Bolsonaro!

Caminhar

Como se a caminhada  para uma partilha partilhasse muito  e quase tudo no instante vivido agora * O mar  as montanhas o quadro citadino Pouco é o que fica  esquecido no cenário das esquinas * Areias grossas  o peso das pálpebras um murmúrio baixo O que me faz escrever lento na fonte Aqui dentro  entre as paredes da casa as molduras vivem um permanente presente

Nota noturna

 Parabéns ao ministro Barroso! Finalmente será aberta a CPI da pandemia. 

Rio, 8 de abril de 2021

 Janelas abertas À minha frente o Infinito  Um tempo árduo ainda Lâmpadas se apagarão  Rente ao muro Verde Um pássaro canta pouco Suspensa a vida de todos nós  Resta o recomeço 

Em algumas breves linhas

 Caros amigos, A vida está difícil e estamos todos no mesmo barco. Porém, a vida não pode ser  vivida assim, em um salve-se quem puder. É preciso pensar e organizar os dias,  organizar os atos e os pensamentos também. Seguimos em uma rota desamparada  e recebemos os ventos da tempestade anunciada. Agora, estamos no olho do  furacão. Precisamos nos proteger e proteger o próximo. O mais precioso é a  vida de cada um de nós. Entretanto, a política e os políticos insanos "não passarão". Todos serão responsabilizados,  julgados e punidos. Lembremos a senha:  " no pasarán" ! Rio, 7 de abril de 2021 * Nota triste do dia: Faleceu hoje de covid-19 o importante professor e crítico literário Alfredo Bosi. * E viva a cidade de Araraquara - SP que confirma a importância do lockdown para que possamos vencer a pandemia do covid!!!

Daqui deste Rio de abril

Ainda persisto. Escrita fria de dentro do ventre quente. Sombras tristes. Bichos correm na página. Não assustam. Sussurram. Homens insanos - neste espaço de um Brasil tão cheio deles - assombram as noites  entre a vida - e - a morte. A boca de mais de mil  dentes  infecta quase tudo: palavras nulas. Rasas. Impróprias. Daqui deste Rio neste país grito com o corpo todo (e com a boca do povo). Fora! Fora! Rio de Janeiro, 6.04.2021

Na tarde de 5.04.2021

 Alguns ruídos cessam. Talvez seja a hora de  mesmo sem acreditar muito  escrever e gritar bem alto a infâmia onde estamos metidos. Janelas abertas não ignoram o horizonte. Olhe. Veja. Nas sombras os monstros se movem. Ali ou acolá andam sem ternura. O povo já os reconhece.

Rio, 5 de abril de 2021

Não quero ouvir as notícias do dia. Prefiro ficar quieta. Vou limpar a casa e cozinhar um pouco. Já sei que teremos "o abril mais triste de nossas vidas." Que os governos não conseguem fazer lockdown , que a população não pensa no próximo, que os desmandos entre os políticos são  assuntos de polícia. que os hospitais estão lotados e os médicos exaustos, e, que só vai piorar. Que país é este? Que democracia é esta? Quanta insanidade ao mesmo tempo!

Hoje é Páscoa

 A fé e a vida se renovam!   s           i         l        ê        n        c         i         o

Domingo de notícias múltiplas

Hoje é domingo de Páscoa. Mas, continuamos vivendo ao redor de notícias tristes com a  pandemia e as mortes nos rondando. O mundo todo padece. Porém, o Egito faz desfile público  com 22 Múmias de faraós sendo levadas de um museu a outro. Nas ruas festejam com  orquestra, luzes e um impressionante cenário cinematográfico. Enquanto isso na África, Anne, a protetora dos rinocerontes os acaricia levemente nos  focinhos e nos chifres, que agora valem ouro em pó. A tentativa é proteger os poucos  rinocerontes que ainda restam no mundo.  Sophia Loren, na tv italiana, com sua voz inesquecível, fala e fala com as mãos. Comunica que  já tomou a vacina AstraZeneca. Viva! Inúmeras notícias nos dizem do mundo em movimento, enquanto, aqui, no Brasil a cena é o  mesmo do mesmo: desmandos. Governos em luta e alguns homens atrasados demais plantam  a confusão de informações. No Rio de Janeiro morreram 411 pessoas em 24 horas. O pesquisador da Fiocruz Julio Cr...

Sábado, hoje é sábado

                                                                                                     ê                                             i                                            l                 n                                      s                                      ...

Sexta-feira santa

                                                            S          o                                                 s         I         i                                                    i       L      c                                                        l    Ê   n               ...

Hoje

quero sustentar o Brasil                               entre - os - braços e embalá-lo devagar        s        i        l s i l ê n c i o       n       c       i       o