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Mostrando postagens de março, 2023

Azul

 bleu blue blau folhas azuis hortênsias e lagos marés e céu  borboletas baleias peixes em grandes praias e avenidas fluidas (e os olhos do amado são verdes?) Rio de Janeiro, 31 de março de 2023 P.S.:  poema ditado de olhos fechados

Em breve

 Em breve estarei vendo como antigamente? I hope so ! O mundo mudou. A terra corou.  Há rachaduras em toda parte. Outonos e verões se misturam O toco a pedra a vértebra e o vento Respirar o verde nos ombros do horizonte Rio, 30.03.2023 

Final do dia

 E em Paris a polícia parte em cima dos jovens... Estamos vendo o fracasso do macronismo? Ou uma "República sem fôlego"? De qualquer forma, há um impasse político assim como já vimos em outros lugares do mundo. E é preciso respeitar o que está sendo pedido pela população.  As cenas me parecem surreais.

Extrema direira, atraso, machismo

 Um modelo de violência é o que verificamos cada dia mais entre os governos de Extrema Direita no mundo contemporâneo.  As palavras não dão conta da soma insana que ainda nos atinge, aqui no Brasil, nas inúmeras vezes que constatamos a questão.  E, agora, querem trazer o Monstro de volta. My God! E parece que vão vesti-lo de 'gente'. Se o jornalismo sério deste país abafar as questões horríveis envolvidas com este digníssimo senhor e toda sua parafernália de emoções, é preciso gritar! Não, por favor, queremos punição urgente! PS. Depois escrevo mais... Rio de um outono quente, 2023

Perguntas de um final de dia

Por onde anda a Esperança? E o amor do mundo? A Esperança enquanto o nosso horizonte pode vir a ser um sinal. E o amor do mundo tem relação com a nossa  humanidade.

Diário,

 No Rio de Janeiro, tarde quente de nuvens gordas. Ou quase. Ruídos de sirenes ao longe. Um país de linhas a se escrever. Inundações no Acre. Sem suavidade. Espera-se demais. Devastação no Mississipi. Terror: árvores desenraizadas & casas destelhadas. E em Paris o caos. Incêndios e violência.  Para alimentar o nosso sono ou a dança da escrita, o ritmo do passo de um diário circula neste vai e vem.  * O olhar abastecido e lúcido                Ondas desenham letras Pausas A mão soma aspas  entre vocábulos              Acendem-se luzes vermelhas     Rio, 26.03.2023

O Himalaia em risco e muito mais

 Nota vespertina: Vimos na TV France 24, que o Himalaia está em risco. São mais de 300 projetos com perfurações e explosões para construção de  túneis dentro da rocha e ainda inúmeras hidroelétricas sendo construídas ao mesmo tempo. Projeto assustador! * Enquanto, por aqui, lutamos para salvar a nossa floresta já selvagemente devastada e os rios poluídos com mercúrio. * Homens infames ocupam postos de poder em várias partes do mundo, e com olhos de  destruição buscam devastar tudo que conseguem. * Na França a luta continua.  Os jovens nas ruas dão o tom que torna difícil a batalha para o governo. Está muito grave a questão da aprovação, à força, da lei que muda  e amplia o tempo de trabalho. E em Israel o povo não aceita o desmonte da Democracia. Um pavor!  Nem comentamos mais o horror da guerra na Ucrânia, tão destruída e cheia de mortes. Mas na Itália, os pescadores em barcos pesqueiros continuam recolhendo homens, mulheres e crianças nos mares. São cente...

Rio, 23.03.2023

Atualizando leituras: Escrevo, leio, escuto e escrevo. Caminho alguns passos dentro de casa.  Vou e volto na página do dia. Nesta mistura, devo revelar minha alegria com algumas leituras:  a prosa do Antonio Carlos Secchin em Papéis de Prosa Machado & mais , a tradução feita de  Gênese Andrade de Sylvia Molloy no livro Figurações Ensaios Críticos , onde até me divirto,  e Mario Cámara que chega entre nós com o livro Restos épicos A literatura e a arte na  mudança de época. Belos livros e em belas roupagens. O curioso é que me parecem todos amigos de longa data. Alguns o são, de verdade. Mas, Molloy  só a (re)conheço na escrita. Salve a literatura!

Diário

 Um vestido azul florido vai comigo ao médico. Contorno o tempo do relógio. Não há pressa. * Em sequência Os olhos param e se embaçam e passam nuvens absurdas no céu. Não há poema à vista. Enfrento o cotidiano nada exato. *

Nesta noite morna

 Há sinais de fogo em uma guerra  que não termina. Palavras não ouvidas. E há mentiras não desveladas ainda. Franceses não querem só trabalhar na vida.  Em um outono de nuvens e miragens pedimos justiça para a companheira Marielle. De sombra e terror as noites se mesclam. Cigarras cantam nossas delicadezas; manhãs de março. Passos passam nas sombras. Rio, 21.03.2023

O outono bate na porta

 Um tom distinto no ar ainda quente. Um breve resumo de tudo que vejo. Para além das folhas caídas  no chão de calçadas nuas distraídas. Há gritos dos jovens franceses atados que pedem para ser escutados. Israel grita contra Netanyahu sua ira. A França pede justiça com gestos irados. Chineses e russos se encontram: Putin & Xi Jinping  Antes ainda do encontro de Lula-Jinping. Aguardando somamos as impaciências.  De um lado as mentiras imensas. E no mais ganâncias sobre a mesa. Rio dourando as montanhas, 2023

Hoje é sábado

 Diário, Amanhã, farei leituras entre amigos dos últimos livros publicados: Diário de um tempo indeterminado e Caligrafias. Depois disto, estarei organizando para abril o lançamento do Livro das marés.  Mas, nas entrelinhas acontecerá a minha cirurgia de catarata. Ufa! Dias intensos pela frente. * Rio de março cheio de surpresas, 2023

Diário:

 Sinto que estou sob efeito de um  "ataque insuportável de vontade de escrever." Recuperei minhas leituras no Diário ll de Virginia W. Leio até as Notas do final do livro como texto. Hoje cedo escrevi sobre Tamara K. Escrevi até deixar os dedos cansados e doidos de teclar. Mas antes disto, escrevi com o lápis correndo no caderno de linhas tênues.  Nasciam memórias de duas décadas atrás ou mais. * Agora, Vou preparar o café e olhar as plantas da janela e as nuvens do céu. Rio, quase outono de 2023

No dia seguinte

 Outono avançando como se o verão                                      sem caminho não existisse mais  Como se os braços alongados  entre palavras distantes                             e abraços  guardassem o ar de antigamente Desenhar o dia de ontem nos dedos  de força discreta como se o corpo inteiro participasse da cena e da festa Um jeito despenteado no gesto meigo  ao firmar a direção do vento E como se eu respirasse a cada ano um pouco mais a terra que não se afasta de meus pés               Vejo nas pedras nuas do caminho um passado já longo de miragens         Como se as vírgulas e os pontos guardassem notas e anotações de tudo e muito Rio de março,  2023

13.03.2023

 Um dia especial! Uma data especial!

Fragmentos

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Escrevo sobre a guerra

  Não é, exatamente, sobre a guerra que escrevo. É sobre a vida. E sobre o sofrimento de tantos jovens envolvidos na guerra, nas guerras inventadas pelos homens cruéis de nosso tempo. Isto me coloca diante dos desvarios que vejo todos os dias em imagens televisivas. Enquanto as horas correm, enquanto as nuvens escurecem e participam dos cenários cobertos de sustos, de mísseis, de manifestantes em vários países do mundo. Estamos diante de paisagens transtornadas pelas inundações, pelos ventos loucos, e por desmandos de governos autoritários. Enquanto as horas correm e as noites nascem assustadas em muitas linguas.  Não é bem sobre a guerra que falo. Mas, as palavras que correm, aqui, dizem de um tempo indeterminado. Há jovens sendo "contratados" para lutar na guerra, durante 6 anos, ganhando 3 mil euros por mês. E não é fake news. A cena da entrevista filmada nos apresentou um jovem europeu de 25 anos. Ele afirmava estar na Ucrânia com um contrato  feito pelo governo. O fa...

E o outono pinga...

 O ar outonal chega misturado com a chuva fina. O verão começa a partir devagar. As cores mudam. A paisagem limpa invoca a verdade inteira dos fatos que nos rodeiam. É preciso dizer mesmo o que parece mais impopular. Buscar construir o novo.  Um outro canto clama na terra. Vestir-se de alegria e limpidez. Mirar os povos e os ventos. Deixar para trás a guerra  e os mísseis. As florestas os animais e os homens respiram.  A manhã aguarda o poema. Na página onde a vida se prolonga a juventude é eterna. Assim e sempre olhando firme o horizonte é claro. Deixar para trás a guerra. Rio de março de 2023

Republico a postagem de 2011

https://solrebuzzi.blogspot.com/2011/04/traducao-de-ingeborg-bachmann-un-jour.html?m=1

Livro novo em pré-venda na editora 7letras

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  https://7letras.com.br/livro/livro-das-mares/

Despedida

 Um dia de quentes lembranças  Memória embaçada  Flashes  O ângulo de visão pequeno E a respiração lenta Guarda o momento Despedida Rio das águas salgadas de março, 2023

Mulheres

                  para as mulheres de nosso tempo Um vestido estendido sobre o leito aguarda o corpo feminino que sustenta desejos e lutas. Mais um dia... Enquanto isso, o pensamento acompanha os movimentos do mundo cheio de idiossincrasias. Sinto falta de medidas na lei. Igualdades de Direitos. Respeito. Atos de proteção.  A força e a graça nem sempre andam juntas. E elas podem nem gostar de salto alto. É preciso observar as mulheres, pois quase sempre elas têm razão. As diferenças são necessárias.  As muitas cores usufruidas na pele e nos lábios fazem o movimento. O tom dos cabelos, a trama armada no sorriso. O poder de decisão. Algumas são rápidas e protetoras. Outras; lentidão.  O nosso século é trabalhoso demais.   Infinitas mulheres. Somamos força e graça, razão e responsabidade. Um vestido no corpo suado cansado ou perfumado; o corpo  e a mente neste tempo difícil denso violento exigem saber e sensibilidad...

Diário,

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 Manhã solar. Praias vazias. Avenidas lotadas de automóveis.  Rio de março,  2023 Cidade de letras e muros, de matas e montanhas. Cidade de aquarianos, piscianos & medusas. O verão não acaba. Não viajamos e os dias se sucederam abafados. Trabalhamos nos livros que estão a caminho. Livros novos sendo aguardados: Mamãe elefanta e Livro das marés .   Em breve, mais um aniversário por aqui. Farei um pré-lançamento se algum livro sair do forno a tempo. Abraços e amigos estarão por perto. O Livro das marés está pronto e com mais de duzentas páginas. Desta vez, tem um posfácio.  * Neste diário, onde escrevo e penso, dou voltas nas horas do meu dia. O relógio oito na parede da sala voltou a bater... Os presentes começam a chegar antecipados. * Os pássaros estão mais quietos, hoje. E é lua cheia!

Diário,

 Uma tarde prolongada de verão. A noite se espalha devagar. Depois do trabalho com a "escuta", silêncio.  Andei pensando que estamos longe da guerra que se derrama na porta do continente europeu. Mas, de fato, é só ilusão de ótica. Com o mundo tão interligado estamos perto dos cérebros que pensam em fazer a guerra e destruir tanto quanto daqueles que se afastam destes 'artefatos' mundanos e violentos. Os bombardeios, as armas almejadas, os treinamentos das mulheres russas nos parecem tão bizarros quanto os índios sendo massacrados por aqui. Nem sempre consigo focar nestes temas insanos. Volto aos projetos de escrita em andamento, e converso com as escritoras que vivem ao meu redor em cima das mesas desta casa de paredes altas. Rio de março, 2023

À noite

 A ONU assina um acordo histórico: Vamos salvar os nossos oceanos!

Diário, 5 de março de 2023

 Dias quentes de verão.  E novidades na política. Dormimos mais tranquilos neste nosso grande Brasil. Mas, há necessidade de fazer a justiça prevalecer ou corremos o risco de viver uma fratura do Estado. Mulheres somemos nossas forças, sempre. Em dias de euforia a luta deve continuar. Em dias de preocupação e tristeza a seriedade deve imperar. Somos muitas mãos corajosas e maternais. Somos olhos de cuidados e amor. Dias frios no outro lado do oceano.  As mulheres da Ucrânia que vivem na Suíça se unem para reconstruir seu país natal. Elas aprendem sobre as inúmeras madeiras que existem nas florestas ucranianas, e que podem ajudar a reconstruir cidades com escolas, hospitais, museus, etc. A emoção entre elas é grande e a responsabilidade também. São arquitetas, engenheiras, economistas, etc. Por aqui, neste Rio tão bonito, há vacinas anticovid sendo aplicadas na população mais uma vez. Mas, a mentalidade antivacina parece ter ganho muito espaço. Acreditem, a procura pela po...

Noite quente

 Miragens de um verão em meio a raios e trovões; companheiros na caminhada. Areias duras e conchas raras. Um maiô negro molhado de chuva. Olhos abertos no mergulho  respingado de espumas e vento. Miragens...                                  Rio, nas águas de março de outros verões, 2023.

Poesia aberta

 Na esteira do dia ou da noite Há vícios e desencantos Quem tece a tarde cobre o chão  De fantasias e sonhos  A mão aberta escreve o fluir E um saber que guarda relíquias antigas Desde muito cedo a pá e a página  Andando juntas  * Cadernos de janeiro a dezembro Fazendo o circuito das mãos  O mundo não cabe inteiro Por aqui  Um texto lido. Uma guerra interminável  Um riso solto ou um choro bem guardado Quem dera fosse apenas tudo isso  Parte da casa e da lenha que aquece Rio das águas de março, 2023

Instantes

 Rápidos e corriqueiros Instantes dignos Passageiros Viajam leves Sobrevoam cidades Textos poemas  Guardam amores Dormem profundo Dentro de mim Rio de relâmpagos de verão, 2023