Poema de Ano Novo
A mãe caminha com os filhos. Anda apressada. Conversa com o primogênito (cinco anos?) - À meia noite você deve dar um pulo. Nessa hora o ano começa. - Por isso é um ano novo? Por que ele vai chegar? No carrinho de bebê há outro filho na cena. Pisca. Ano novo: igual e diferente. Quando ele chegar - novinho - no dia seguinte será outro. Ao longo dos dias corremos: um banho rápido um cochilo. O almoço com um amigo e, depois, vez por outra, um pulinho no supermercado ou no banco. O mergulho na imensidão ou, até mesmo uma caminhada antes do dia desaparecer. O descanso, fluxos às vezes nada suaves. Escrevo : uma onda - outra - e um resto branco na areia. (E somos 7 bilhões de pessoas no mundo).